Arquivo da Categoria: Maria dos Collants

Fico sem saber que dizer, fazer ou que atitude ter

Já nos tínhamos cruzado várias vezes no hall de entrada.
No entra e fecha a porta.
No bom dia boa noite.
Hoje calhou abrir a porta do elevador para subir ao nono andar e ver-te a olhar para o espelho a dar um jeito ao cabelo.
Fiquei a olhar-te por breves segundos sem dizer nada.
– Bom dia Maria
– Bom dia menina dos cabelos loiros
Fiquei anestesiada e perguntei-te.
– Como sabes tu o meu nome.
– Sei muito sobre ti Maria, o teu nome a tua idade a tua flexibilidade,o teu bom e requintado gosto e temos amigos em comum que me falam muito bem de ti, e como calculas aqui no prédio não deve haver ninguém que não te conheça certo.
Por momentos só consegui sentir o cheiro do teu perfume que me absolveu e me fez despertar vontade de saber mais e mais de ti.
Tensão.
Curiosidades.
Seres uma mulher bonita ajuda é um facto.
O elevador pára no teu andar…
Beijas-me nos lábios, trocamos de sabor de batom e dizes-me até já.
Fico sem saber que dizer, fazer ou que atitude ter.
 
Deixas-me anestesiada enquanto te vejo sair do elevador
como que a provocar-me com um desfile até à porta de tua casa…

Maria dos Collants e Vizinha

É pra Avenida dos Aliados sff.

É pra Avenida dos Aliados sff.

Dia de chuva e frio.

Um taxista bem parecido que não tira os olhos de mim pelo espelho.

Provoco com um subir de saia o que o deixa a gastar uma segunda em vez de pesar na embriaguem e meter uma terceira.

Típico.

Homens de aliança e barba por fazer são o meu alvo a abater.

Espelho calibrado para as minhas pernas como quem não quer a coisa.

Deixo-o perceber a cor da lingerie que trago vestida quando abro uns botões da camisa.

Espelho calibrado desta vez para o meu decote.

Dou um jeito às meias e deixo-o entender que estou com umas meias de liga em renda de alta costura.

Chegamos aos Aliados.

Olhas-me diretamente no olhos.

Passas entre os bancos da frente e vens sentar-te ao meu lado.

Aqui e agora.

Vais direto ao que interessa, sobes-me a saia e provas o melhor de mim…. …. ….

Lembro-me de ti todos os dias 14 de Fevereiro.

Não sei como…

Não sei porquê…

Foi bom e sei que gostamos os dois.

Tu…

Tu serás para sempre o tal de quem nem o nome sei…

Chamo-te de anónimo…

#Maria dos Collants #Anónimo #69Letras

Cigarro partilhado

Entre as reentrâncias e saliências, do Bairro Alto
Encontrei-te…
No olhar a volúpia,
No corpo, o ar de quem se dá a pecar…
Aquele pecado, de sabor vadio,
Como o fado cantado na tasca do lado.

Olhavas-me com vontade de ouvir o mesmo fado
Encostadas, fizemos companhia uma à outra
Um cigarro partilhado
Bolas de fumo cruzadas, no ar
Uma ginjinha de se abrir a vontade

A parede, por detrás, é decadente
Todo o cenário chama por depravação
Sinto-o em cada poro, que me celebra a pele
Não desvio o olhar dos teus lábios vermelhos
Imagino-os já esborratados, marcando-me
Sugando os meus, vermelhos também…

Sempre que passas por mim, marcas a diferença
Não serás tu, obra do pecado que se cruza no meu caminho?
Gosto do teu aspecto!
O teu ar de Maria  rapaz…
All stars e collants de vidro.

Tu ao contrário,
Vestido  justo aos anos cinquenta
Saltos altos e jóias douradas
Decote profundo, provocativo…
Estar perto de ti, exorciza-me de mim mesma
Estar perto de ti, faz-me querer pecar …
Contigo ….

Uma espécie de fado vadio, fado de rua…
Fazemos o nosso destino
Esta noite seremos duas Amálias.
O início tem sempre uma grande música…
Numa rua escura da capital
Beijas-me.
Tudo começa agora ….

The Oyster #69Letras
Maria dos Collants #69Letras

Alcoolizado de prazer

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Hoje
Estou agora em cima de umas pernas de menina de saia vestida
Confundo-me com o transparente que traz vestido
Sinto a tua meia-calça nas minhas costas
Vou escorregando pelas tuas pernas
Quase que sinto o cheiro dos teus joelhos quando me agarras sem me deixar cair
Deixas em cima da mesa sozinho
Aberto na pagina 69 e 70
Levantas-te
Tiras a tua saia preta
Descalças os teus sapatos de salto vermelhos
E metes os pes em cima da mesa
Sinto o peso do teu pé esquerdo na pagina 69
Sinto o cheiro do verniz das tuas unhas
Teu pé de menina
De mulher
Pouco a pouco e lentamente
Como que a provocar
Olhas-te ao espelho e
Vais puxando as collants que te escorregam pelas pernas
Tao lindo
Tao feminino
Tao teu
É ai que….
Pegas em mim
Lês as 2 ultimas frases do fim da pagina
E metes-me em cima das tuas pernas
Continuas igual a ti mesma
Nunca usas nada por baixo dos collants
Da pra ver
Sinto-te ereto e em forma
Bem puxadinho para trás e completamente coberto de sémen
Sinto o sabor a nylon
Que feminilidade
Tudo é bem feito
….
Cai o copo de vinho tinto em cima das tuas meias preferidas
As mesmas que delicadamente a pouco passavas as mãos
Ouço um palavrão da tua boca ao mesmo tempo que me atiras pra cima da mesa
Começas a deixar cair os collants
Já nu e de costas
Deixas-me para traz
Não sem antes deixares a tua meia-calça em cima de mim
Como que a marcar a pagina para mais tarde pegares em mim
Eu
Eu fiquei ali
Aberto
Alcoolizado
Não do vinho que me molhou
Mas alcoolizado de prazer por continuar a sentir o teu cheiro
O toque da textura macia do nylon
Promete-me que te esqueces mais vezes de mim assim

A Maria dos Collants #69letras

Hoje não tiro os collants

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Sento-me à janela
Já sei que estas atras da cortina a olhar pra mim
Hoje só me vais ver a tomar café
Hoje não tiro os collants

A Maria dos Collants #69letras

saudade | s. f. | s. f. pl.

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saudade | s. f. | s. f. pl.
(latim solitas, -atis, solidão)
substantivo feminino
Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado.
Pesar, mágoa que essa privação causa.
saudades
substantivo feminino plural
Boas lembranças ou recordações (ex.: a antiga chefe não deixou saudades).
Cumprimentos a alguém (ex.: mande-lhe saudades minhas).

Beijoss com saudade
A Maria dos Collants #69letras

Luzes Camara Ação

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Nascemos
Vivemos um mundo estranho
Medo qb
Amor
Conheci o amor e deixei de ter medo
Força de vontade
Amor
Personalidade

Luzes
Camara
Ação

Fico
Perturbo-me e cai-me o véu
Tua presença inebria-me
Enlouquece-me
Tua presença transporta-me ate ao passado
O teu toque poético e celestial ilumina-me
Transformo-te
És uma vez mais uma espécie única
Um seculo passa a correr
Formas em ti o que realmente és
Afinal os dias não são cinzentos quando faz chuva
Há sempre forma de dar cor aos dias mais escuros
Nem que seja pela cor dos collants que usamos

A Maria dos Collants #69letras