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A rendição de Lilith

M18/Texto erótico

 

Hoje entrego-me às vontades alheias do meu submundo. Criaturas da noite anónimas que fazem as minhas delicias.

Entro no clube restrito usando somente uma gabardine, um cinto de ligas, saltos altos e muita tesão. Sou a única sem máscara. Já me conhecem e sabem para o que venho. Inclinam-se à minha passagem.

-Senhora! É uma honra sua presença! Seus súbitos a esperam.

-A sala vermelha está pronta para mim?

-Sempre minha deusa.

-Quero os laicos do costume.

Portas abrem-se à minha frente até à sala do meu desejo. Aqui sou rainha! Aqui impero!

O cheiro do cabedal inebria-me os sentidos. As paredes cobertas de velas e brinquedos. Straps, mangas, mordaças, chibatas, plugs, ovos, floggers , enfim. Tudo o que é necessário para várias horas de tortura divertida. No meio da sala um baloiço, o meu trono e três escravos de joelhos à espera das minhas ordens. Dois escravos e uma escrava todos de máscara branca posta.

-Uma honra minha deusa!

Dispo a gabardine. De peito firme, rabo nu e  sexo ansioso pelo que há-de vir. Sento-me no trono e um dos escravos masculinos começa por lamber-me a ponta dos sapatos. A escrava começa por me prender os pulsos ao trono. Ambos sempre cabisbaixos.

Sei que parece confuso. Uma deusa sujeita aos caprichos de seus discípulos mas agrada-me. Serve para disciplinar-me a alma.

Prendem-me os tornozelos também ao trono e  colocam-me a venda. Reduzida ao trono assim me deixo ficar. Livre de pensar e entregue aos sentidos. Que comece o festim no meu corpo.

Nua e exposta aos caprichos de outros. Meu corpo em constante alerta. Sinto os passos à minha volta. Antecipo os seus toques. Sinto calafrios.

Inesperadamente sinto um toque de uma pena de pavão no meu estômago. Como algo tão suave pode provocar uma onda de choques no meu corpo. A pena percorre meu corpo até ao meu sexo. Hummm doce sensação de veludo a beijar-me entre pernas mas interrompida por uma vergastada ao de leve no peito.

Ahhhh! Meus sentidos já quase adormecidos pela suavidade da pena despertam em alerta máximo. Hummm doce tortura que me alimenta a alma!

E de repente faz-se silêncio. Pressinto seus passos a afastarem-se de mim e quase que me sinto abandonada, não fosse o sentir do trono a estender-se numa cama. Aquele som de metal a ranger que me inquieta o espirito complementado com o afastar das pernas.

Mais vulnerável que nunca. Sinto meu coração a bater tão forte que quase que salta do meu peito.

Sinto alguém a soprar-me ao ouvido. Estranho mas acalma-me. Uma boca que me beija. Não consigo distinguir de quem mas também o que interessa. Aqueles lábios parecem cantar-me uma musica de embalar e envolver-me numa falsa calmaria.  Entretanto sinto enfiarem-me um ovo em potência máxima dentro de mim. Hummm sabe-me tão bem. Excitada e estimulada ao máximo.

Até que de repente, AAAHHHHHH ! Alguém me penetra sem aviso prévio numa estocada única. Os lábios doces desaparecem e o que eu consigo identificar como um Strap masculino pelo toque de borracha nas virilhas, pára  imóvel dentro de mim. Não consigo evitar uma tentativa frustrada de libertar meus braços que continuam presos. Distraio-me com o passear de um flogger no meu corpo.

Mais uma estocada, desta vez mais funda. E o cabo do flogger nos meus lábios que por instinto o lambem e chupam.

Duas estocadas seguidas. Fundas e rápidas. Minha boca geme compulsivamente até que um dos laicos decide calar-me com o seu sexo na minha boca. Huuummm.

Sinto duas mãos que se deliciam com o meu peito. A ponta da língua que brinca com os meus mamilos, vergastadas de um flogger no meu estômago ao de leve, um Strap entalado em mim que se manifesta inesperadamente em estocadas cada vez mais profundas e rápidas e um pénis enfiado na minha boca sôfrega e desesperada. Uma autêntica orgia nos meus 5 sentidos!

Continua…

 

©Lilith 69Letras 2017


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Teu sangue, meu prazer.

M18/Texto erótico 

 

Mais uma noite que se anuncia fria. E eu gosto assim. Procuro em rostos comuns aquele que eu perseguirei esta noite. Eleger a presa requer perícia e paciência. E hoje apetece-me ratos de laboratório.

Entro no laboratório da empresa. Adoro aquele elemento clinico e limpo. Envergo a bata branca por cima da lingerie preta. Nos bolsos da bata escondo as melhores armas escolhidas a dedo para a caçada de hoje.

Percorro o laboratório desprezando os olhares vulgares de entusiasmo pelas pernas longas em cima dos sapatos altos. Não são esses que me apetece hoje.

Procuro a presa difícil, metódica e concentrada. Um pouco de luta para escapar à rotina. E após percorrer o laboratório de uma ponta à outra, é que me apercebo da presa de olhar que teima em não me vislumbrar embora tivesse sido chamado à atenção pelos colegas várias vezes.

Alto, despenteado, de olhos postos no microscópio ignorando por completo o mundo à sua volta. Perfeito! Vem cá ratinho de laboratório.

-Tem autorização para essa pesquisa?

-Desculpe dona Lilith, nem dei pela sua presença.

-Melhor assim mas não me respondeu.

-Claro que sim dona Lilith. Estou consciente das regras da empresa.

-Ótimo! Então com certeza que não se vai importar de discutir as mesmas comigo.

-Dona Lilith mas eu preciso de mais tempo… 

-E eu exijo sua presença no meu gabinete já. 

Não deixo de reparar no ar insolente que me segue. Não perdes pela demora ratinho. 

Assim que entro no gabinete, ele fecha a porta e eis que os jogos se iniciam. Dispo a bata  e ele recua um passo. 

-Está com medo? 

-Nnãao… 

-Ótimo! Sente-se. 

-Oiça, eu não quero problemas… 

-Piada, eu também não. Desabotoa-me o soutien. 

-Mas e as regras? 

-Aqui dentro são as minhas regras! 

E dito isto encosto-me o suficiente para lhe despir a bata. Sua respiração irregular revela-me o nível de nervosismo extremo em que se encontra. 

-Relaxa ratinho! Vais gostar. 

Está na hora de prender a presa ao cabide pelos braços com a ajuda de umas algemas ao mesmo tempo que lhe dou a conhecer o sabor da minha boca para o tranquilizar. Sim ratinho, acalma-te. 

Sinto seu membro crescer dentro das calças. Afinal o ratinho também tem fome. Vai ter de esperar. 

-Vais ser um bom menino e fazer o que a tua senhora diz? 

-Isto não devia estar a acontecer… 

-Cala te! Basta de insolências! Queres fazer o que mando ou não? 

Vejo no tremer das pernas a insistência em não querer ceder à tentação mas o erguer entre pernas fala mais alto. 

-Sim senhora Lilith. Faço o que a senhora quiser. 

-Ótimo. Então não faças nada por enquanto. Deixa-me explorar-te primeiro. 

Rasgo-lhe a camisa e um peito sedento da minha língua excita a mulher em mim. Brinco com o seu desejo enquanto minha língua passeia pelo seu corpo abaixo. Tiro-lhe o cinto e puxo as calças para baixo. Hummmm, gosto do que vejo e gosto mais  ainda do que tenho em mãos. E o rato rende-se. Envenenado pela minha língua a passear no seu sexo. Demasiado fácil. 

-Ratinho não quero que te venhas, percebeste? 

-Como? Não consigo evitar! 

-Não! Só quando eu der ordem.! Faça o que eu fizer, tu aguenta-te! 

-Ssimm senhora. 

Viro-me de costas para me balançar um pouco colada ao seu corpo esfomeado. Sinto-o a encolher-se numa tentativa desesperada de evitar o orgasmo. Bom menino. 

Inclino a parte superior do meu corpo para a frente, deixando o meu rabo nu brincar com os desejos do ratinho. Ele fecha os olhos mais encolhido que nunca e não consegue evitar um gemido de sair pela sua boca. Ai ratinho. 

Obrigo-o a descer ao nivel da minha cintura porém ainda algemado. Percorre o meu sexo com a sua língua como quem espera por recompensa. Retiro do cinto de ligas um bisturi cirúrgico. O ratinho pára aterrorizado. Castigo! Não basta um  min3te por muito bom que seja para me fazer esquecer as insolências. 

Desfiro-lhe um corte conciso mas superficial no seu braço esticado perto da axila.

-Ai! 

Sinto uma descarga de adrenalina no meu corpo ao ver seu sangue escorrer. Hummmm. Dor e prazer! Ingredientes que me fazem feliz. Lambo-lhe o sangue com a ponta da minha língua e de seguida beijo-o. 

-Hummmm ratinho, estás quase no ponto não estás? 

-Por favor, acabe com esta tortura e deixe-me penetrá-la senhora! 

-Ahahahahah! Implora! 

-Por favor senhora, estou prestes a arrebentar! 

Desesperado e à minha mercê. Continua a lamber-me com a sua cabeça completamente enfiada entre minhas pernas. Faço com que se deite no chão e Desfiro-lhe outro corte na parte interior da coxa. Um misto de dor e prazer quase que intoxica a minha presa. Duro e pronto para me receber. Assim é que gosto. 

Sento-me em cima dele enterrando-me por completo. Seus olhos de pânico excitam-me. 

-Assim não aguento, senhora! 

Estou tão excitada que ignoro seu estado de alerta. Meu corpo cavalga-o com fome desmedida e força. Sinto-o a vir-se mas a minha vontade é quem manda. Continuo a f@dê-lo enquanto seus gemidos passam a gritos desesperados. 

Violentamente, até me saciar. Minhas unhas encravam-se no seu peito anunciando meu orgasmo. E venho-me de uma maneira tão deliciosa. Com seu sangue no meu palato e as marcas visíveis na presa do meu festim. 

Liberto-o das algemas e levanto-me. 

-Está dispensado. Saia. 

Olha para mim surpreso mas acata minha ordem. Antes de fechar a porta, sinto-o a lançar um olhar para mim. Mas ignoro. 

©Lilith 69Letras 2017 

 

 

Com a Lilith não se brinca

M18/Texto erótico

-Dona Lilith, importa-se de chegar ao meu escritório.

-Sim.

Após a nossa sessão de sexo no carro as coisas voltaram à normalidade. Quer dizer pelo menos para mim. Os olhares intensos e faltas de concentração do chefe são constantes mas não mexem comigo absolutamente. Nem mesmo um toque indiscreto nas minhas costas no elevador, cujo o qual ele percebeu de imediato pelo meu olhar frio de desaprovação que não tinha minha autorização para tal.

-Dona Lilith, terei de ir a Nova Iorque fechar o negócio mas daria-me imenso prazer se me acompanhasse.

-Se é prazer então não necessita da minha presença.

-Queer dizer… eu necessito da sua companhia por uma questão profissional… só isso!

-Caso assim seja, posso lhe organizar companhia profissional durante a sua estadia em Nova Iorque, senhor.

-Bolas Lilith eu quero a si! Aquela tarde não me sai da cabeça! Eu quero que você me fod@ daquela maneira outra vez, percebeu?

-Perfeitamente! Mas não é você que tem de querer!

E para que não haja mesmo dúvidas, encosto-me o suficiente para me roçar no seu corpo saudoso do meu chegando-me ao seu ouvido.

-Lá fora sou eu quem quer, pode e manda brincar.

Viro costas a um homem frustrado. Desiludido por não conseguir o que queria. Um sorriso escapa-se-me de satisfação perante seu azar. 

Ele volta de Nova Iorque derrotado pela ausência da sua deusa. Mas ele não sabe que o espero na escadaria de sua casa. Os vidros partidos espalhados pelos degraus denunciam a minha nada pacifica entrada.

-Lilith! Credo, o que se passou? Você entrou …mas como?

-Pouco barulho! Despe-te e vem ter comigo ao quarto!

Apressa-se a largar malas e despir-se para me seguir até ao quarto.

Páro de frente ao quarto e olho para ele com um ar severo.

-Perdão minha senhora!

Abre-me a porta de olhar cabisbaixo.

-Ninguém te mandou andar pois não? Rasteja até à cama e põe-te de joelhos.

-Nada me dá mais prazer do que obedecer-te a tudo mas seria possível um dia termos uma relação normal?

-Hummm, normal! Claro. Querido conta-me sobre a tua viagem enquanto chupas o meu dedo do pé e me massajas os pés!

Não consigo falar assim…

-Exato! Também não te quero ouvir. Só te quero fod3r. 

Com toda a dedicação massaja-me os pés enquanto alternadamente vai-me chupando os dedos grandes. Sinto-me relaxada e vou apreciando seu corpo nu que me adora.

-Pára e deita-te na cama de barriga para cima.

Acendo uma das velas e enquanto espero que se derreta um pouco vou-me despindo. Lentamente.

Reparo como ele não consegue disfarçar o estado de excitação. Deseja tanto me possuir como precisa de ar para respirar.

Subo para cima da cama e fico de pé à cabeceira com a cabeça dele entre os meus pés. Com o meu soutien prendo-lhe as mãos. Abro-me o suficiente para ele apreciar tanto o que deseja.

-Quero-te tanto! És linda!

-E tu falas demasiado para escravo! Quero-te calado nem que estejas para morrer!

Que nem um cachorrinho obedece. Vou-me tocando pois excita-me ver sua devoção. Subo para cima da sua barriga. Com a ponta dos dedos dos pés, vou brincando com o seu sexo. A dor do silêncio estampada no seu rosto formiga-me a tesão.

-Sobe com a língua  pelas minhas pernas acima.

Sento-me na sua cara para ele com a sua língua me lubrificar. Sabe-me tão bem. Ele sabe como lamber e chupar o sexo da sua deusa. Vou-me deliciando, gemendo entre o vai e vem do meu corpo de encontro à sua língua devota ao meu prazer.

Pego na vela de parafina, olho para ele enquanto me vou ajeitando em cima do seu sexo, e vou despejando lentamente num dos seus braços atados à cama.

Sinto seu corpo tremer facilitando a penetração. Seu sexo dentro de mim, seu olhar de dor e submissão às minhas vontades e toda eu à beira de um orgasmo que não vou conseguir aguentar por muito tempo.

Mantém-se calado, sofrendo em silêncio mas é pura satisfação que leio nos seus olhos.

Despejo um pouco mais de cera enquanto me afundo mais nele. Não aguento muito mais, sabe bem demais.

Apago a vela e cavalgo seu sexo com ganas de o partir ao meio.

Um orgasmo simultâneo gritado por ele e bem suado por mim. Descarga de adrenalina que se apodera dos nossos corpos fez-nos reféns numa ligação de tortura e prazer.

Cansada saio de cima dele. Dirijo-me à sua casa de banho para tomar um duche rápido.

Por momentos até me esqueço da vitima que deixei para trás amarrado à cama.

Já depois de vestida admiro sua lealdade. Permaneceu calado e ansioso pelas novas ordens minhas.

-Muito bem. Portas-te à altura. Por isso vou-te dar um mimo.

Seu olhar equipara-se ao de uma criança perante um brinquedo novo.

Inclino-me e dou-lhe um beijo enquanto o liberto do meu soutien que o prendia à cama.

Nosso beijo quase que ro4ava na paixão, não fosse eu trincar o seu lábio inferior.

Viro costas e saio. Sim, deixo um pouco de destruição atrás de mim mas sinto-me satisfeita… por agora.

©Lilith 69Letras  2017

 

 

 

 

 

 

Para baixo, rapaz!

M18/Texto erótico

 

Aborrecida na fila do banco. Olho para as outras pessoas que me circundam e não vejo nada. Cada olhar mais insipido que outro. Sem conteúdo.

Até que olho para trás do balcão e vejo um olhar diferente. Jovem e entusiasmado. Daqueles que trazem o mundo no olhar cheio de esperanças inúteis.

-Bom dia minha bela senhorita! Em que posso ajudar?

-Para começar, não sou sua e tire esse ar de quem já me está a deitar na cama que não sou para seu bico.

-Ppeço perdão senhora.

-Perdoado. Quero levantar o dinheiro todo da minha conta.

-Com certeza minha senhora, posso saber o motivo?

-Não. Não pode.

-Lamento minha senhora mas devo insistir…

-Novamente, não sou sua senhora.

E eis que o rapazinho passa dos limites da minha paciência. Revira-me os olhos.

-E se me revira os olhos novamente, apenas com um sapato meu ponho-o a pedir clemência ! Entendido? Agora, passe-me o meu dinheiro já!

Os seus olhos deixam de transbordar autoconfiança excessiva para transmitir puro encanto. Esquisito. Estava à espera que chamasse antes o segurança.

-Notas grandes ou pequenas? MINHA senhora?

E desafia-me claramente. Seu olhar não sai do meu peito. Mais um peixe na rede.

Aproximo-me do balcão, pego no seu queixo elevando o seu indiscreto olhar até ao meu e com um sorriso cerrado mas sedutor meto os pontos nos is.

-Estou cá em cima! E quero as notas grandes assim como essa desobediência toda debaixo de mim às 12 30 em ponto. Estarei no seu gabinete!

-Mmas como sabe que tenho um gabinete?

-Simples. O seu nome está naquela porta ali dos fundos. Não se demore.

Tanto envergonhado como excitado, observa-me virar-lhe costas enquanto desfilo pelo banco fora.

12.30 em ponto. Entro de óculos escuros, simplesmente com o intuito de ninguém ver para onde meu olhar se dirige, e reparo que o balcão de atendimento ao publico por ele anteriormente ocupado encontra-se vazio. Vou direta ao seu escritório onde ele já parece estar ansioso por mim pois a porta está aberta.

Recebe-me com um sorriso e apressa-se a fechar a porta atrás de mim. Apressa-se a beijar meu pescoço por trás de mim.

-Calminha rapaz! Ainda não mereceste tal doce.

-Farei qualquer coisa! Minha senhora, você mete-me doido!

-Ótimo, então despe-te!

-Direta ao assunto! Gosto disso.

-Logo verás! Senta-te na cadeira.

Despido e excitado à minha mercê. Fará qualquer coisa só para me ter. Ingénuo, quase que sinto pena.

Puxo o vestido justo um pouco para cima para puder abrir as pernas. Sento-me no seu colo e enquanto lhe prendo os braços atrás das costas com a sua gravata deixo-o cheirar um pouco do meu corpo.

-Cheira tão bem minha senhora.

Agora cara a cara, humedeço meus lábios com a minha língua deixando-o de água na boca.

-Ainda cheiro melhor dentro de mim!

Involuntariamente solta um gemido. Quer-me tanto que mal se aguenta. Saio de cima dele. Sento-me na sua secretária de frente à sua linha de visão. Abre as pernas e dou a conhecer que não trago roupa interior.

Mais um gemido que ele solta e o seu membro atingiu o ponto máximo de dureza.

Meto um dedo na boca para humedecer e enfio-o em mim sem nunca tirar o olhar dele.

-Vais ser um bom menino, não vais? Para eu te recompensar depois.

-Ahhh SIM! Tudo o que a minha senhora quiser!

Enquanto dito as regras, vou brincando comigo própria. Meu corpo sempre foi e será objeto preferido do meu prazer.

-Jamais revires os olhos para a tua senhora e essa insolência tem de acabar ou senão…

Fecho os olhos por uns momentos enquanto me masturbo um pouco com mais força gemendo, conscientemente que isso está a prolongar o estado de excitação da minha vitima de hoje.

Ele não se aguenta e levanta-se, mesmo com os braços atados, tal não é o estado de excitação.

-Por favor deixa-me fod3r-te! Deixa-me!

Páro abruptamente de masturbar-me. Derrubo-o no chão de maneira que ele fique deitado de barriga para cima. Piso-lhe a cara com o meu sapato de salto alto e repreendo-o.

-Para baixo, rapaz! Aqui quem fod3 sou eu! E não larga mais um pio! Irritas-me!

Concorda com um abanar de cabeça. Dispo o vestido rapidamente e sento-me na sua cara puxando-lhe o cabelo com uma mão.

-Lambe-me já!

Com muita sofreguidão suga cada pinga de mim. Sua língua no meu clitóris provoca-me espasmos de prazer enquanto faço força nas minhas pernas para lhe apertar a cabeça.

-Isso! Belo menino! Vais-me fazer vir assim.

Excita-me tanto sua língua dentro de  mim como a sua entrega à minha luxuria. Não consigo evitar de com a mão livre agarrar meu peito e palmilhar cada centímetro de mim. 

Prestes a atingir o orgasmo, movimento minhas ancas para cima e para baixo para ele se esmerar num cunnilingus, somente para me dar prazer.

-AAAhhhhh!

E venho-me com sua língua enfiada em mim dando-lhe a provar o meu doce néctar. Puxo-lhe os cabelos com mais força ainda e deixo-me extravasar num doce orgasmo.

Levanto-me ainda a pingar um misto da sua saliva com o meu sugo. Ele ainda olha para mim com um ar esperançoso de que ainda possa possuir-me e assim puder explodir num orgasmo também. Liberto-lhe os braços enquanto ele se põe de joelhos para me pedir clemência para que lhe trate do membro duro e grande.

-Quem manda aqui? Diz!

-Você senhora! Agora por favor deixa-me fod3r-te que não aguento mais!

-Talvez amanhã.

E visto o vestido e ponho os óculos escuros.

-Por favor, não te vás! Não! Peço perdão por tudo!

-Claro que pedes! Até amanhã! E não rastejes atrás de mim pelo banco fora quando eu sair.

 

 

©Lilith 69Letras 2017

 

 

 

Quero agora e já!

Um dia igual a outros. Onde sou tudo menos visível no meio destes fatos todos.

Se eles soubessem do que sou capaz. Baixava-lhes a guarda num instante.

-Menina Lilith estou à espera dos relatórios.

-Sim senhor.

Entrego-lhe os relatórios em mãos sem que sequer me dirija um olhar ou uma palavra. Mas esta indiferença vai acabar. Hoje.

-Peço a sua atenção para o dia de hoje, senhor.

Ah, agora já olha para mim.

-Que foi? Tinha alguma reunião marcada com a direção e esqueci-me?

-Não senhor. Faço um ano de casa e o senhor ficou de me levar a jantar fora.

Dito isto, solto o cabelo e tiro os óculos de secretária intelectual. Ele fica estático com a minha ousadia mas também, inesperadamente, atrai-lhe a ideia.

-Não creio que seja de bom tom…

-Ótimo! Chamo o motorista da empresa, então.

-Não! Espere. Vamos no meu carro.

O despir do casaco, deixando a descoberto minha blusa vermelha justa ao peito, é sempre persuasivo.

Rendido fecha o laptop e levanta-se. E antes que me dê mais outra ordem qualquer, antecipo-me e saio do escritório com uma ar decidido e imponente. Sim. Desta vez é o meu ar que causa girar cabeças.

Entramos no elevador e decido puxar a saia preta justa para cima o suficiente para puxar as meias enquanto lhe olho nos olhos.

Seu ar passou de espanto a esfomeado.

-Menina Lilith, hoje está diferente. Muito diferente!

-Surpreende-lhe assim tanto ver a mulher escondida por detrás da sua secretaria ?

-Lamento ter-me apercebido tão tarde menina Lilith.

E aproxima-se de mim o suficiente para me deixar bem claro que me deseja de igual modo. Sem desviar o olhar de mim como quem se afirma mas contudo sem me tocar como quem espera por autorização. Gosto disso.

-Nunca é tarde demais senhor.

E muito ousadamente encosto meu corpo ao seu. Como quem desafia ao passo seguinte.

O elevador abre. Saio novamente à sua frente e dirijo-me ao seu carro. Sinto o seu ar apressado a seguir-me. Após ele abrir as portas, estico o braço para abrir a porta mas o seu desejo descontrolado antecipa-se.

Num ápice vira-me para si, encosta-me ao carro e beija-me muito inesperadamente.

Somente num beijo transmite-me todo seu desejo por mim. As suas mãos dizem-me que me quer possuir o mais depressa possível. E ao encostar seu sexo ao meu corpo, já sei que provavelmente não iremos jantar.

-Entra!

E abre-me a porta do carro quase forçando a minha entrada. Diretos para os lugares de trás do carro mas sem nos desgrudarmos um do outro. A excitação fala mais alto e ele tem imensa fome do meu corpo que só há momentos descobriu. Mal ele sabe que nos meus planos é ele o prato principal.

Por momentos ele pára de me beijar e tenta se afastar da loucura que o envolve mas depressa o puxo para mim fazendo-o mudar de ideias. Rasgo-lhe a camisa e tiro-lhe a gravata.

Louco e sem regras apressa-se em tirar minhas roupas também.

Agarra-se ao meu peito com unhas e dentes deixando-me quase sem respiração. Ajudo-o a libertar-se das calças e dos boxers e com toda a força do meu corpo obrigo-o a sentar-se.

-Está assim tão contente por me conhecer melhor, chefe?

-Lilith, nem imagina!

Agarra-me pelas nádegas e senta-me no seu colo penetrando de uma só vez no seu membro ereto e esfomeado de mim.

Sei que ao fechar os olhos, deliciou-se com cada centímetro ao penetrar-me. Naquele momento nenhum de nós se importou com as aparências, até porque estávamos num parque de estacionamento. Nada mais importava. Só eu, ele e a entrega de nossos corpos para saciar este novo despertar.

Num vai e vem destas duas almas pecadoras, geme-se num degustar do manjar de deuses. Seus beijos não acalmam a minha respiração e o meu morder de lábios anunciam o orgasmo eminente. Ele agarra-se à minha cintura com mais força, me puxando para cima e para baixo como se escorregasse melhor ainda. Encaixamos na perfeição.

Sua respiração mais ofegante. O vai e vem mais acelerado como se ambos corrêssemos para o orgasmo. E numa explosão dos sentidos com o misto dos nossos gemidos, chegamos ao objetivo.  

Ele puxa-me para mais um beijo mas recuso.

-Chefe, o que lhe queria dizer mesmo, é que gostaria de apresentar minha demissão com efeito imediato.

-Quê? Não, por favor, Lilith!

-Adeus.

 

©Lilith 69Letras 2017

Ordeno que domines

M/18 texto erótico 

 

Hoje quero algo diferente. Sentir na pele o peso de um toque mais duro. Entregar meu corpo à satisfação alheia para variar. Sem me preocupar. Sem pensar. 

Sómente sentir. Espicaçar sentidos! 

Lembrei-me da vítima do dia anterior. O ódio e a revolta bem presente nos seus sentidos irá fazer jeito. 

-Boa tarde. 

-Boa tarde! O que faz a senhora à porta da minha humilde casa? 

-Prepara-te. Daqui a uma hora quero-te na minha casa. 

-Hummmm. Vais me torturar outra vez, é? 

-Não. 

-Ótimo! Vamos fod3r como as pessoas normais e vais-me deixar vir desta vez? 

-Se souberes, vens-te sim, depois de me dominares. Duvido que estejas à altura. 

-Quê? À bruta?! 

-Isso já seria esperar demasiado de alguém tão fraco como tu. Enfim, vamos ver. 

-Vou-te pôr a pedir clemência! 

-Assim o espero. 

Viro costas, já aticei o suficiente a besta. Agora é esperar que vire monstro. 

Pontualmente toca à minha porta. Apresento-me de cabelo apanhado, olhar cabisbaixo, vestido vermelho e descalça. Submissa perfeita. 

-Abres a porta sem o meu copo de whisky na mão?! 

Hummm. 

-Perdão senhor. Com ou sem gelo? 

-A avaliar pelo seu rabo, com. Preciso de acalmar-me para não a fod3r já. 

Ele senta-se no sofá a beber o whisky enquanto me observa. Quase que sinto a força com que me deseja em cada golo de whisky. 

-Quero que te ponhas de joelhos a despir-me as calças. 

Obedeço sem pensar mas não deixo de me sentir excitada quando me deparo com o sexo dele despido por baixo das calças. Já está duro e ansioso pela minha boca. 

-Não te esqueças que sou eu quem mando. 

-Sim senhor. 

Debruça-se até minha boca e beija-me. E todo o meu corpo entra em alerta. Fod@-se, baunilha?! Porém, obedeço.

-Agora chupa-o. 

Mas que imprevisível. Adoro. Autorizo-me a pegar-lhe e abocanhar com toda a devoção duma submissa. Engulo-o cada vez mais fundo até me engasgar. Saboreio cada centímetro para lhe dar prazer. Ele acaba de beber o seu whisky entre gemidos. 

-Isso! Que boca gulosa! 

Com uma mão segura-me no rabo de cavalo e com a outra esfrega um cubo de gelo nas minhas costas. Mais uma vez, inesperado. Bom. Criei um monstro. Fantástico. 

-Vou-me vir! Ahhhhhh! 

E satisfaz-se para a minha cara, peito e barriga. E eu? Encharcada de tesão. Mordo os lábios de tanta excitação mas espero que seja o meu senhor, monstro do meu prazer que me explore. 

-Estás suja minha senhora. Despe-te mas devagar. Dança para mim. 

-Sim senhor. 

Lentamente vou me despindo enquanto me limpo à roupa. Vejo o olhar dele mais suave. 

Nua e à sua mercê. Ele levanta-se para mais uma vez me beijar. Abraça-me com força. Nossos corpos nus se roçam num bailar de loucura. Seus dedos finalmente se fincam na minha carne. Ele deseja-me tanto que me marca com pequenas nódoas negras os braços e nádegas. Como uma boa submissa saboreio cada toque, cada palmada e cada puxar de cabelos.

Vira-me de costas, põe-me de quatro e sem aviso prévio penetra-me com força.

Sexo duro e selvagem. Era isto o que meu espírito tanto pedia e o meu corpo tanto implorava.

Limitava-me a sentir toda a sua força. Sentia-o dentro de mim como se lá pertencesse. Não conseguia evitar os gritos de prazer saírem da minha boca.

Entre espasmos de prazer venho-me. E ele continua a fod3r-me com toda a violência do seu corpo. Sinto meu corpo a sucumbir. Meu sexo a latejar de tanta tensão. Quase a pedir para que pare até que o oiço a explodir num orgasmo de som alto. Loucura total. Extasiados. 

-Ahhhhhh! Dás cabo de mim miúda. 

Agora somente sinto o peso do seu corpo cansado e a satisfação plena do meu. 

E ele aninha-se a mim. Como se isso fosse acontecer! 

-Levanta-te e sai! 

-Saio?! 

-Sim. Já tiveste a tua oportunidade. Já não és necessário. Sai. 

-Ao menos podes dizer se estive à altura? 

Não. Não lhe direi a verdade, claro. Eu sou a senhora Lilith. 

-Tu és fantástico. Como meu escravo sexual. Agora sai!

 

© Lilith 69letras 2017 

 

 

Se me ponho de joelhos não é para teu prazer

Texto erótico M/18

 

A noite cai lá fora mas dentro de mim já se instalou há muito. Este formigueiro nos punhos confunde-me. Não sei se hei-de descarregar esta tensão toda num saco de boxe ou na cama com uma vítima elegida para o efeito.

Numa ida à varanda, com intuito de adorar a lua para que esta me acalme, observo a resposta para o meu dilema. Pelos vistos um dos vizinhos do prédio de frente ao meu debate-se com as mesmas dúvidas.

Ar nervoso e irrequieto. Como adoro estas almas perdidas. Vítimas perfeitas para um monstro como eu.

Espero pelo momento certo. Aquele em que repara que está a ser observado. Atraio-o com olhar de feiticeira para que venha até aos meus domínios.

Parece reticente, algo que o prende, talvez uma mente culpada e perturbada.

Dispo-me como quem mete os pontos nos is. O ar perturbado desparece-lhe. O desejo venceu naquele corpinho problemático. Enquanto o vejo a dirigir-se ao meu apartamento volto a vestir-me com algo que de igual modo não deixe sombra para dúvidas do que afinal quero.

Bate-me à porta, de saltos altos convido-o a entrar na sua armadilha. Apanhado!

-Despe-te!

-Pensava que nos apresentávamos primeiro.

-Não penses. Não vieste aqui para isso. Faz o que te mando.

E sirvo-lhe um copo de absinto puro para que se acalme e se torne mais receptivo às minhas ordens.

-Ok. Se é assim que vai ser.

Senta-se numa cadeira da sala depois de ter bebido tudo de uma vez só. Aproximo-me por trás do seu pescoço.

-A partir de agora quero silêncio, falas só quando eu te indicar para tal e tratas-me por senhora. Entendido?

E sem que se aperceba, ou não se quer aperceber, prendo-lhe os braços com cordas.

-Mas que merda é esta?

-É melhor que sigas as minhas instruções! De joelhos no chão, já!

Furioso, nu e à minha mercê! Cenário perfeito.

Dou-lhe de beber mais um copo da minha poção mágica. Logo de seguida puxo-lhe a cabeça para o meu ventre por enquanto ainda tapado com um vestido preto.

-Cheira! Se te portares bem pode ser que te dê a provar.

Viro-me de costas, ajoelho-me no chão e dou-lhe a vislumbrar o meu rabo despido por baixo do vestido muito curto.

-Agora sim! Tira-me as cordas para eu fod3r esse rabo bom que tens!

-A ver se nos entendemos! Se me ajoelho, não é para teu prazer seu verme! Vais-me lamber e ao próximo comentário, fecho-te o bico!

O absinto começava a fazer efeito e muito a custo ele lá se posicionou de maneira a que me pudesse obedecer, apesar das mãos estarem atadas.

Sua lingua parecia massajar-me toda de frente à atrás. Minha irritação finalmente desaparecia. Mas não era o suficiente…

-Já chega! Deita-te no chão de costas!

-Fod@-se! Mas não tens uma cama?

-Argghhhh!

Tapo-lhe a boca com o cinto das suas calças. Sua insolência desconcentra-me.

Dispo o vestido, sento-me em cima da sua barriga por enquanto. Debruço de modo a roçar meu peito na sua cara.

-Gostavas de as ter nas mãos não era?

Abana-me a cabeça como quem se arrependeu do mal que fez.

Sento-me com o meu sexo na sua cara e roço-me ao de leve.

– Estás desertinho para me foder3s não estás? Enfiar-mo todo e fazer-me gemer?

Mais uma vez abana a cabeça concordando com os meus desejos.

-Então cala a boca de vez!

E dito isto sento-me no seu sexo cujo o qual já sabe o caminho e deixo que me penetre para único e exclusivamente meu prazer!

Ahhhhhh. Que bom! Encaixe perfeito. Movimento-me a meu ritmo! Ignorando a presa por baixo de mim. Toco-me, estímulo-me e sacio minha fome. Ambos prestes a virem-se. Mas não lhe vou dar esse prazer depois de tanta insolência. Levanto-me e continuo meu prazer com um dildo enquanto me delicio a vê-lo contorcer-se e a babar-se de tesão no chão de pau feito e duro.

– Vou-te tirar o cinto da boca mas só para abocanhares a minha con@. Ouviste? Vais-me fazer vir assim!

Tiro-lhe o cinto e desato-lhe as mãos também. Não sei se foi um acto de agradecimento mas a verdade é que ele dedicou-se à sua tarefa com unhas e dentes.

Suas mãos massajando minhas nádegas e a sua boca me dando prazer no meio das minhas pernas. E solto um gemido alto no meu orgasmo com minhas mãos cravadas no seu cabelo puxando.

Agora sim. Livrei-me desta tensão toda acumulada. Mas aos meus pés continua de pau feito, a minha vítima com olhar de cachorro abandonado.

-Por favor senhora…

-Veste-se e sai!

-Mas… Senhora!

-Sai! Amanhã talvez te deixe vir…

-Amanhã, senhora?

– Sim, quero te fod3r amanhã outra vez.

-Grato senhora! Amanhã aguardarei por suas ordens senhora.

 

©Lilith 69letras 2017