Arquivo da Categoria: 100 Modos

Estou maluco, sim, por ti

Estar apaixonado e estar maluco.
Ou…
Estar apaixonado é estar maluco.

Ambas servem. As coisas que fazemos quando este sentimento nos invade. Programamos coisas passo a passo, com o maior cuidado e requinte. Somos sublimes e geramos cor à nossa volta. Sentimo-nos energéticos, peito cheio e pronto a rebentar de palavras mimosas. Acordamos e nem adiamos o despertador. Deitamo-nos e sonhamos, sonhamos, sonhamos sem querer acordar. Continuar a lerEstou maluco, sim, por ti

A distância que me dá sede

Será sede a mais?
Não há dia que não acorde de boca seca ansiando a tua. São precisos precisos mais quantos dias nisto?
Parece um castigo.
De uma forma ou de outra estamos sempre num espaço só. Temos sempre um cantinho reservado. Mas há algo que nos castiga e nos impede de sentir tudo e nada ao mesmo tempo. Raio da distância. Continuar a lerA distância que me dá sede

Um dia acordarei contigo

Corremos contra as circunstâncias e contra o tempo. Ingrato diria eu. Ainda assim torna tudo tão mais intenso que o normal.

Tão natural, tão ardente. Queima, sente-se. Talvez a demora, os imprevistos aconteçam por algum motivo, quem sabe. Continuar a lerUm dia acordarei contigo

Nostalgia

Ao passar por certos espaços é inevitável não me relembrar. E as vezes nem só os espaços. Cheiros, sons, vícios, musicas, filmes, tanta coisa.
Poderei afirmar que é algo negativo?
Não sei.

Positivo? Não sei também. Continuar a lerNostalgia

Soldado

Lá íamos nós marchando ao sabor da canção, focados e ansiando o que ia vinha.
Querendo ou não o dever chamava por nós e agora era tarde para pensar em fugir ou regressar. Foi o que jurámos fazer e é o que faremos cumprir.

Olhei para ele e notei-o motivado. Ele estava louco por isto, sempre quis defender a pátria sem qualquer receio. Ao contrário de mim. Tinha que admitir, nestes momentos, ficava nervoso. Tão nervoso que muitas vezes tinha que fugir do grupo para ir à casa de banho. Os nervos não tinham piedade de mim. Continuar a lerSoldado

Uma aventura que ainda agora começou

Faz hoje um ano.

Um ano que me aventurei nesta caminhada da escrita, neste mundo de sentidos e sentimentos. A cada dia que passa sinto-me cada vez melhor naquilo que faço é porque o faço. E tudo começou com uma brincadeira. Uma espécie de teste ao tentar partilhar os meus devaneios. Sempre escrevi é verdade. Mas eram apenas rasgos, momentos ou até mesmo opiniões em tom de desabafo. Nunca escrevi em busca de atenção nem com segundas intenções. Faço-o porque para mim é uma catarse. Uma espécie de sensação semelhante à quando saem do ginásio. Cansados fisicamente, relaxados psicologicamente. Pois, para mim é isso mesmo. Continuar a lerUma aventura que ainda agora começou

MissKitty, espero que não nos mates

100Modos

Nem era tarde nem cedo. Estávamos na véspera do aniversário da MissKitty e queríamos preparar um presente para a deixar babada e toda contente da vida. Comigo estava a VickyM que tinha vindo tratar de uns assuntos e se cruzou comigo, aproveitei para partilhar. Assim que lhe falei na ideia mostrou-se inteiramente disponível para colaborar. Por ela era um banquete cheio de coisas boas e muito bom vinho pronto a beber, música ambiente e com karaoke no fim. Mas não podíamos, pelo menos não nesta fase e sem mais dias de manobra. Na véspera, encontrei-me com a VickyM na esplanada ao sabor de uma bela cerveja preta aconchegados com o calor do fim da tarde que nos aquecia a pele… E não só.

Peguei no telemóvel e liguei para a Kitty.

Atendeu do outro lado uma voz meio ensonada, parecia que tinha estado a dormir. E esteve. Ficou surpreendida, comoveu-se com a surpresa. A VickyM estava atenta ao meu lado a ouvir a voz da Kitty através do meu telefone. Foi mesmo surpresa, andava meio adoentada porque  este tempo não perdoa, diria que tem uma espécie de TPM… E sabíamos que ela precisava desta boa energia.

Combinamos as horas e obrigámos que não cozinhasse nada. Absolutamente nada! Nós trataríamos de tudo. E assim foi. O resto da tarde tratámos dos preparativos para o dia seguinte.

O dia estava meio farrusco. Daqueles dias que dá vontade de ficar por casa. E não iríamos fazer por menos. Bem preparados fomos ter ao andar da Kitty. Ai ai, este elevador do condomínio… Sempre lentinho… Soltámos um sorriso denunciante enquanto esperávamos. Quando chegámos à porta da Kitty, batemos. Não ouvimos som nenhum. Olhei para a VickyM que me obrigou a bater com mais força.

“A ir!!!!!”

Ouvimos. Instantes antes de ela destrancar a porta de casa para nos receber… Fugimos. Fugimos pelas escadas de emergência do condomínio. Deixando-a à toa… E não só. Paralisada, um pouco assustada de início mas curiosa. Ela claramente não contava com isto, com esta surpresa. Não demorou muito para se sentir com calor e colocar a primeira pergunta…

VickyM

“És tu o meu jantar de aniversário?”

O homem de corpo torneado, moreno com olhos cor de mel e vestido a preceito acenou sem proferir palavra e, estendendo a bandeja ofereceu-se à Kitty que estava aturdida com toda a situação…

Então eu e a peste do 100Modos preparamos uma noite de princesa para a nossa vizinha. Escolhemos um Beef Wellington acompanhado de legumes salteados, regado por um Escultor, alentejano, envolvente e cheio de fruta madura e servido por uma escultura de homem, bem ao gosto da nossa Kitty.
A noite teria além da refeição, uma massagem de relaxamento e uma lap dance, que esperávamos nós, iria envolvê-la num mood de calmaria que era o que ela bem precisava!

Mal sabíamos nós que a nossa escolha para esta noite já conhecia a nossa Kitty de outras paragens, de uma outra vida como ela em jeito nostálgico nos dizia às vezes.
Depois de a porta se fechar, levei o 100Modos a jantar para comemorarmos a nossa proeza. Enviamos uma mensagem simples dizendo “Esperamos que gostes e não nos mates” à qual nunca obtivemos resposta.

“Calma Vicky, ela deve estar a aproveitar…”

Regressamos ao condomínio onde ecoavam gemidos. Gemidos de prazer puro. Olhei para o 100Modos e sorrimos os dois, lascivos…

“Acho que a coisa correu bem”
“Acho que sim… Amanhã vou querer saber detalhes…”
“Vicky, os detalhes são audíveis…”
“Isto é mais do que prazer, não sentes?!”
“Sinto pois… não se vê?”

Ai Kitty, conta-me e agradece-nos depois…

© 100Modos 69 Letras® e VickyM 69 Letras® 06.05.2017