Todos os artigos de VickyM

Minha Marie, sempre minha Marie

Fascinei-me por ti há muito tempo, sabes?! Um fascínio meramente platónico inicialmente. Perdia-me nas tuas letras, bebia, hidratava a minha alma com os rasgos que te vinham do âmago.

Torna-se um vício vasculhar a tua alma através das palavras com quem jogas tão bem e, ao fim de um tempo bastavam-me duas linhas para reconhecer a tua marca, a assinatura impressa nos teus desabafos.

Revi-me, senti-te, vivi os relatos, rasgaste-me a alma, sorri, chorei…

Acordaste as minha mais diversas vontades, mas principalmente a de conhecer o mulherão que estava por trás das palavras que me moviam com a força de um furacão. Reservei-me à timidez que poucos me conhecem, mas eventualmente fui contagiada pelo poder das letras que me entraram pelas veias e soltaram as minhas. Trocámos algumas e para meu grande orgulho, a minha escrita faz-te sentir-me…

Tenho o previlégio de dizer que conheço a grande mulher que és e mais, conheço o potencial que teimas em negar! Conheço a fera por trás dos ímpetos, os pensamentos impregnados de malícia por trás do sorriso tímido, a menina sonhadora camuflada pelas cicatrizes da vida… Vejo-te, vês-me e sabes que não me canso de dizer que te adoro, te admiro e outras coisas mais…

Minha Marie, sempre minha Marie!

P.S.: Faz-me um favor, nunca mudes!

© VickyM 2017 #69letras

Fire meet Gasoline…

É impossível esquecer o dia…Todas as vezes me causa um sorriso…
Mas hoje estou aqui sentada com frio e quero aquecer a alma, revisito os momentos, todos os momentos…

Eu era o fogo, crepitando dentro, ansiosa por fugir para fora do corpo, confinada a uma sala de portas seladas. Tu eras a gasolina, estavas estático, esperando ser aceso para espalhar a tua energia, ansiando por uma explosão, mas morno, e estavas ali na sala ao lado, onde te detiveste…

Senti o teu cheiro, desejei-te, quis ser tua, tive medo de arder uma vez mais em vão…

Mas precisava daquilo, não fazia ideia do quanto… As labaredas ardiam-me nos olhos e lançavam fagulhas, chamando por ti que acordaste e foste chegando perto, curioso com o calor que emanava por trás da porta incandescente.
Já não sei bem quanto tempo estivemos naquela dança de cortejo, mas tu tiveste a coragem, pousaste a tua mão na maçaneta e rodaste… Colei os meus lábios aos teus… Porra!

Era aquilo! Finalmente era aquilo… Eu ardia na medida certa e tu explodias por dentro ao meu toque!

Como fogo, guloso, espalhei-me por ti e incendiei-te, eu sei, a culpa foi minha… Mas era perfeita a nossa sinergia, era a perfeita chama que brilhava de nós…

Consumi-te, devorei-te, alimentei os meus desejos de caos em ti e tu deixaste…

Espalhaste-te por mim e ardeste comigo… Já não sei onde é que eu começava e onde acabavas tu, tudo era calor, por dentro e por fora… Dançámos, incendiando tudo à nossa volta… Oh, como os nossos corpos fundidos bailam… Os movimentos são graciosos, as linhas enchem o olhar da alma… Mas como todo o fogo, e à falta de vendaval, acalmamos. Deixamo-nos ficar ali nas brasas, nos resquícios da chama, repousando, respirando… Quis fugir, quis essencialmente convencer-te a fugir, sou fogo, sou rebelde, difícil de controlar… Mas tu ficaste, seguraste-me junto ao peito e eu soprei, reacendi-nos, fiz tempestade num copo de água e o fogo continuava selvagem…
E como é bom ter este calor que queima a cara e nos derrete em sorrisos, que deleite é este de arder no inferno de prazer… Este arrepio do vento que vem e deflagra e consome acrescentando…

É isto… Fire meet gasoline…

Entrega em crescendo…

Escuta….
Sente….
Deixa-te levar pelos sentimentos, pela luxúria.
Hoje quero que sejas a minha coelhinha.
Vem.. nessa pele branca e rosa.
Deixa-me acariciar-te, ouvir o teu gemer.
Sentir esse corpo frágil, trémulo debaixo deste flopper.

Absorvo…
Entrego-me…
Submeto-me às pequenas torturas que nos enchem ambas de fogo, sou a tua bichinha esta noite…
Contorço-me sob o toque por ora leve do chicote e vejo prazer nos teus olhos…
Fecho os meus e mergulho…

Ajoelha-te!
Submete-te aos meus carinhos
Quero-te só em lingerie
Deita-te!
Acaricia o teu corpo,
Deixa as tuas mãos percorrerem
As tuas partes mais intimas
Masturba-te!

Toco-me…
Leve, ligeira, já sei que me vais ordenar que não me venha… Quando queres és cruel…
Desta vez usas a chibata no meu clitóris enquanto aperto os mamilos sensíveis e duros e meto um e outro dedo dentro de mim…
Uso os olhos para te provocar mais…

Safada, estás a pedi-las!
Obriguei-te a parar.
Amarrei-te as mãos e o pés,
Prendi-te com os ganchos à cama.
Deixei o flopper brincar entre os teus seios
E a tua vulva.

Via o teu desejo aumentar, mas não iria deixar que atingisses o orgasmo.

Debrucei-me sobre o teu corpo nu,
Deixei-o sentir o frio do cabedal,
Contorces-te, mordisco os teus mamilos
à vez.
Soltas gemidos de coelhinha euforica.
Sento-me no teu focinho.
– Faz a tua Dona vir-se! É uma ordem!
Sabia que querias, porque em parte satisfazia a tesão que tinhas.
Estava quase no auge cravei-te as minas unhas nessa carne tenrinha, até marcar.

Sim… Quero sentir o teu mel. Escorrer-me pela cara, a espalhar-se na minha boca…

Devoro todos os centímetros da tua rata suculenta e faço-te esquecer tudo…
Por momentos sei que só sentes, só gozas…
Sinto o teu orgasmo na pele, na cara e ouço ainda que de ouvidos presos entre as tuas pernas…
Voltas a ti, chamas-me safada… Beijas-me a boca, apertas-me os mamilos e ofereces-me a minha recompensa de coelhinha ansiosa para ser f@dida… Os teus dedos vão direitos ao meu prazer e enquanto me chupas o peito e me fodes eufórica com os dedos venho-me, deixando-te encharcada…
Deliciamo-nos entre os teus dedos e os nossos​ beijos… Tempo de repouso…

©Lola & ©VickyM
#69letras

Respeite a Você Mais do que aos Outros

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. (…) Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. (…) Pretendia apenas lhe contar o meu novo carácter, ou falta de carácter. (…) Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu… em que pese a dura comparação… Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões – cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. (…) Uma amiga, um dia desses, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: você era muito diferente, não era? Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. (…) o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver. 

Clarice Lispector, in ‘Carta a Tânia [irmã de Clarice] (1947)’

#69letras

Está calor, deixa que te refresque…

Conto Erótico | M18 🔞🔞

Quando chegas eu já estou pronta… Abri as janelas para entrar o ar e a luz… Não tenho muito sobre a pele, apenas um top de alças rendado e umas cuequinhas a condizer…

Recebo-te com o sorriso que sabes o que significa e acolho-te com um beijo profundo e expectante. Faço-te largar o que tens nas mãos e levo-te ainda envolto no beijo para a mesa da sala de jantar… Está fresco lá…

Está feita à medida para te baixar as calças que já desapertei no caminho. Já estás despir a camisa quando faço o caminho para cima provando a tua pele salgada pelo suor, entre as pernas, nas virilhas… Deito-te sobre a mesa e beijo-te uma vez mais. Adoro o sabor desse beijos que conheço tão bem, doce, salgado, suave e profundamente excitante…

Faço a língua chegar ao teu peito, chupo os mamilos, despedindo-me de cada um com uma trinca ligeira..Ai esta pele sabe pela vida… Refresco-te, há uma razão para estarmos aqui…

Coloco uma pedra de gelo na boca e derreto-a em ti, terminando bem junto ao teu pau que já lateja de tesão. Engulo-o ainda com a boca gelada e tu tremes com o choque…

Sem deixá-lo aquecer muito empurro-o para dentro de mim… Quem transpira agora sou eu…

Tenho a pele a ferver e a ratinha a pingar. Encaixo-me em ti e começo os movimentos​ cadentes e suaves… Para já… Passa uma brisa fresca e arrepia-me a pele, juntamente com esta sensação de te ter a preencher-me toda na perfeição… Cavalgo agora com mais vontade, mais gulosa… Seguras-me pelas ancas e cravas-me as unhas, gemo… Quero mais, enterra-te mais, deixa que te foda mais…

Uso as pernas para prender as tuas e seguro nas tuas mãos como se fossem rédeas para nos levar a galope a caminho de um orgasmo estrondoso, melado, intenso… Hummm, que delícia…

Deixo-me cair no teu peito e respiro em uníssono contigo procurando equilíbrio outra vez… A brisa nas costas e no rabo sabem-me bem… Ainda estás dentro de mim…

Saboreamos isto mais cinco minutos e continuamos no banho, sim?

© VickyM 2017 #69letras

Perfeitamente imperfeita

As minhas linhas tortas endireitam-se ao teu toque, aos teus olhos todas as minhas imperfeições são doces palavras de contemplação…

Os meus movimentos são fluidos, flutuo nos teus braços e a graciosidade é minha parceira… Mais mulher que isto não me consigo sentir.

Eu, que no meu estado natural reconheço todas as minhas grossuras e bestialidades, olho agora para elas com um sorriso, não que as queira longe de mim mas porque me sinto próxima delas de uma forma que não sentia antes…
O primeiro pensamento é que o cabelo está ainda mais desalinhado que o normal, mas a primeira palavra que sai da tua boca é “Linda” e então nada mais importa… As minhas curvas são suaves debaixo do toque de seda, os seios encaixam nas mãos como se algum arquitecto divino tivesse desenhado estas duas peças para encaixar…
O olhar molda-me em forma de deusa, os lábios beijam-me os pés e vestem todo o meu corpo de flores…

Para ti sou rainha mas sou eu quem está rendida aos teus encantos…

Esses que me lanças com essas pérolas que chamas de olhos enquanto estou perdida em pensamentos…
Sou energia, sou linhas traçadas no tempo e no espaço, sou mulher, sou sexy, sou marca(s), sou desejo, sou movimento…

© Vicky M 2017 #69letras

Obs: texto inspirado na gravura de Déa Azevedo. Obrigada!

Maiores de 18 🔞🔞🔞

Podia ficar aqui a vida toda… Aqui estou tranquila, protegida… Aqui sou eu sem mais nem porquê, sou eu porque sim, sou eu porque nós…

Sem tretas digo que quero que me f@das, que me batas, que me arranques orgasmos com a língua, que me metas os dedos porque para mim ainda não chega. Deixo a vergonha de ser insaciável de parte e esgalho-te até ao tutano, até o guerreiro baixar as armas e acenar com a bandeira branca. Exploro-te e deixo e quero que me explores… Entrego-me… Recebo-te…

Bebemos uns copos porque já chega de água mas a sede continua, tempos de pausa, tempos de riso e cumplicidade.

Gosto de mesmo depois de te deixar trazer o teu cheiro​ comigo, gosto pouco de ter que te deixar…

Ficava, mas a vida chama, e vou-me a ela de forças renovadas e munida do sorriso… E que se f@da se o chefe é chato ou é culpa minha que os outros não façam o seu trabalho, quero mais é que chova porque eu estou a ferver, que se exploda o mundo que no meu… Estou feliz…

© VickyM 2017 #69letras