Todos os artigos de VickyM

Simpatia com a Gata Borralheira

Eu não sou aquela mulher que arregaça a saia para que lhe vejam as pernas.
Nunca serei a mulher que se resigna ou que se cala por medo de ser sózinha.
Adoro a solidão e prefiro-a a falsos lugares para ficar. Não sou mulher de uma noite e quando chego é para ficar a vida inteira. Continuar a lerSimpatia com a Gata Borralheira

Desnecessário

Chegaste de rompante. Tu dizes que não – que há muito te fazias chegar… Mas eu não tinha dado conta e então, para mim, foi de repente que apareceste. Chegaste e impuseste a tua presença. Eu tentei escapar.

Esperneei e recuei numa tentativa atrapalhada de não te deixar aproximar mais. Mas tu fizeste questão de transpor todas as barreiras que eu tentei erguer. Esmagaste-as com as tuas mãos de gigante – as mesmas que romperam o meu peito e seguraram o meu coração.. Tinhas um aperto tão firme, as suas rachas mal se viam e ele quase parecia inteiro… Continuar a lerDesnecessário

As nossas escritas tecidas a sorrisos e mordidelas

Escreveste-me com inúmeros sentidos, escreveste-me movido por todos os sentidos…
Escreveste-me ternura, carícias, sonhos e projetos.
Escreveste-me paixão, tesão, fetiches e loucuras.
Escrevo-te movida por um coração que sinto palpitar na boca pelas ânsias de ti, por um desejo que não pára de crescer, por lamechices e fogo, pelo ronronar, pelos gemidos abafados, pelo doce cavalgar bem como pela canzana à janela… Escrevo-te completa… Continuar a lerAs nossas escritas tecidas a sorrisos e mordidelas

Mais um Verão em Portugal… Desta vez mais negro…

Desde miúda que me lembro de ver as notícias sobre os incêndios florestais. Todos os verões, sem excepção, aqui e ali, estatísticas chocantes em alguns anos, esperançosas noutros. Mão criminosa, matas mal limpas, churrascos que correram mal, calor em demasia…

As causas são infindáveis, as localidades diversas, mas foi todos os anos… Felizmente nunca estive perto de uma catástrofe de grandes dimensões e como sou de Lisboa, eram mais os anos em que ficava preocupada pelos colegas que iam passar o verão à “terra” e cheguei a ouvir relatos de aldeias cercadas de fogo, de uma clausura em forma de fumo denso, de sóis de cores diferentes… Continuar a lerMais um Verão em Portugal… Desta vez mais negro…

Escuta, amor

Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. Continuar a lerEscuta, amor

Cheiro

É, o que me faz mais falta é o cheiro… Não o cheiro do perfume, nem da loção para a barba, não é isso… É o cheiro que me entra pelas narinas quando mergulho num beijo, o cheiro que exala quando repousa exausto depois de uma sessão de sexo desenfreado… Continuar a lerCheiro

Meu doce sonhar

Cheguei a casa e lá estavas tu, vestindo o avental que me faz rir, a tocar a música que me faz relaxar, refrescando o vinho perfeito para casar com o cheiro que me invadia os sentidos e que sabia ser do meu prato favorito… Inevitavelmente sorri ainda que cansada, ganhei energia para me atirar ao teu abraço como um errante no deserto que encontra o seu oásis transbordando de água fresca…

Senti a tua pele, enchi-me de cor e calor, estava em casa, sentia-me em casa, era tempo de ser eu, era tempo de sermos nós…

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