Todos os artigos de NMauFeitio

Pensa em…

Pensa em letras… Pensa em palavras… Sorrisos… Sorri…

Noites mal dormidas contigo a meu lado… Abraçado na escuridão… Temendo perder-te…

Nada é… Seguro… Tu és… Especial… Única… Abraça-me…

Letras e palavras ficam nas frases que te leio…

Sorrisos ficam nos teus lábios quando te beijo… Fazes-me sorrir…

Fazer amor contigo é… O que quiseres que seja… Nada mais que isso… Nada menos que tudo…

Tu… És tudo para mim… Eu sem ti… Sou apenas um homem…

 

Pensa em mim…

 

Carpe Diem

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Falta-me…

Não, não existem palavras para expressar o desejo que tenho por ti…

Não, não sei o que dizer a cada vez que os nossos olhares se cruzam…

Não, não tenho dúvidas do que sinto por ti…

Sim, eu quero sentir os teus lábios contra os meus num abraço apertado…

Sim, eu não gosto de ti apenas, é algo mais forte e intenso…

Sim, quero que voes comigo na minha vida…

 

Falta-me apenas dizer-te… O que sinto… Por ti…

 

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Fascínio feminino….

Acho que nunca irei entender as mulheres e o fascínio pelos talhos, o facto de estar ali tanta carne exposta, carne despida, carne pendurada, carne por todo o lado e a tentação que provoca, parece-me quase algo indistinto, a minha carne pendurada e tapada para não ferir mentes susceptíveis por atentados ao pudor e nenhuma mulher me observa como que hipnotizada, tal e qual quando vão ao talho e ficam ali fascinadas olhando os homens que gentilmente cortam aquelas carnes com uma mestria de anos de experiência, e as carnes penduradas que irão servir mais tarde para saciar certos apetites que deixam qualquer homem em brasa….

 

Também não entendo o fascínio das mulheres pelos padeiros, homens que trabalham durante a noite, que metem as mãos na massa como ninguém, esmurram a massa com paixão, com uma tal fogosidade que lembra quase a sedução de um beijo, aquele segurar na anca forte e viril, aquela necessidade de mexer a massa bem mexida, partir em pedaços que mais tarde levaram o toque final, aquele toque másculo, que faz a massa abrir como se um acto sexual se tratasse, mas não, é uma futura simples carcaça…

 

Fascínios à parte, eu ainda adoro a minha antiga profissão, mecânico de automóveis, mas nunca vi mulheres a babarem-se por mim enquanto eu fazia de médico na viatura delas, a sujidade que se impregnava na minha pele misturada com o meu suor enquanto operava cirurgias sérias para tentar recuperar pacientes abusados até ao extremo, pacientes onde o coração já falhava, onde o cérebro já desistia, e pior, mexer nos travões de uma mulher é como mexer no não garantido seja para o que for, nem mudas de óleo ou rectificações dos cilindros, nunca vi uma mulher excitada com a minha vertente medica nas suas viaturas, mesmo quando chegavam as minhas mãos a caírem aos pedação e saindo da minha mão em perfeitas condições se serem usadas ao limite, numa perfeição continua que só orgasmo acabaria…

 

Elas fascinam-se por muitas profissões, se envolverem fardas então, elas ficam rendidas, e o meu fato-macaco sujo de óleo, encardido dos travões, mal cheiroso do suor, não atrai mulheres, apenas mais trabalho, resta-me mudar de profissão, e ir ver onde elas querem a carne pendurada…

Sessenta e nove…

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sessenta e nove prazeres, seria um longo dia, um dia bem saciado, mais bem satisfeito, e talvez picante o suficiente para ficar a arder durante muito mais tempo.

Não me recordo das razões, nem quando, nem porque, mas a primeira vez que ousei o sessenta e nove, foi intensamente estranho, o dia começou como mimos ao despertar, e as brincadeiras que se tem numa cama, creio que foi a um feriado, ou talvez a um fim de semana, tento lembrar-me mas não consigo precisar, as brincadeira que as crianças adultas têm numa cama, e sabe-se lá porque razões ficaste em brasa comigo e decidiste vingar-te, e alçaste do rabo na minha direcção, sentaste quase em cima da minha cara, aquele teu cheiro ao despertar, sinceramente, confesso e como tu pudeste comprovar, deu-me tesão, muita tesão.

Não sou homem de fazer rogado a estas iniciativas, e quando assim o é, resta-me trabalhar no duro, e eu percebi que aquele ataque puro e duro que fiz ao teu sexo encharcado te deixou quase nocaute, aqueles gemidos teus intensos enquanto enterrava a minha língua toda dentro do teu corpo foram bem perceptíveis, deixei a língua mergulhar no teu sabor, húmido e quente, meio acre, deslizei por todos os recantos do teu sexo, sabia bem onde te dar mais e mais prazer, mordisquei o interior das coxas, levemente, pacientemente, nada de pressas, a manhã acabara de começar.

Percebi pela tua excitação, que iria sentir mais do que estava a sentir, quando tu passaste a língua pelo meu sexo palpitante, primeiro um pequeno beijo, depois a tua mão que se enrolou para o segurar, mas nem era preciso, ele não iria fugir, antes pelo contrário, apenas ainda ganhou mais tensão quando lhe deste o pequeno beijo, depois do beijo, senti a tua língua quente, quase me descentraste do que estava a fazer, e acabaste mesmo por desconcentrar quando senti os teus lábios deslizarem por mim abaixo, aquele calor, aquelas sensações que me provocaste, fizeram-me por breves momentos perder a noção de onde estava.

Talvez por tusa, ou por tesão, talvez por acordar cedo, não sei, sei que tivemos na brincadeira algum tempo, não sei quem aguentou mais tempo, mas o prazer que nos invadiu foi letárgico, deixou-nos os dois prostrados um em cima do outro, durante uns valentes minutos.

Findos os tais minutos, voltamos para a guerra de almofadas, visto que certamente iria recomeçar algo mais tarde novamente.

 
NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Não ensino

Não ensino nada a ninguém, não sou professor para dar aulas a ninguém, posso apenas contar o que vivi, o que senti a dada altura da minha vida, mas nem isso explica os erros na minha vida, nem serve de ensino para ninguém, todos temos de cometer os nossos próprios erros, todos nós temos diferentes virtudes, todos temos diferentes defeitos, todos podemos amar, mas dizer o celebre faz o que eu te digo, nem sempre é o melhor…

Na minha adolescência tentei copiar outros, ser popular na escola, fazer porcaria, despejar extintores no corredor porque era fixe, andar com os grandes a fazer asneiras, a copiar o que eles eram porque as miúdas queriam andar com os mauzões, hoje olho para trás e vislumbro aquela faceta do “Porco, feio e mau” da minha adolescência e nunca fui aquilo que um dia quis imitar só porque ficava bem, isso tirou-me da escola e fez ir comer o pão que o diabo amassou, quis na altura fazer vida adulta ainda sendo menor…

Errei, sim, quem não erra, vou dizer ao miúdos de hoje para não serem cópias de outros, bom, seria um pouco voltar atrás e não oferecer uma mala igual ao do outro colega, não porque a mala é bonita, mas porque outro colega a tem, e as modas, os ténis da marca que o outro tem, mas não o que realmente gostamos, tentamos imitar algo, e alguns levam uma vida a tentar ser iguais a uma pessoa que é única…

Gosto de pensar que aprendi com os meus erros, visto o que gosto e me faz sentir bem, não com a minha imagem pois todos dizem que me visto mal, mas com o meu estado de espirito, gosto de roupas largas, não por querer esconder algo ou me querer tornar maior, apenas porque me sinto confortável assim, e da mesma maneira que estas palavras fluem na minha alma…

O ultimo livro que li, talvez tenha sido quem sabe há uns dez anos, não me considero uma alma genial no que diz respeito para com a leitura, mas quanto mais informação absorvo, e eu tenho um problema com isso, eu devoro informação como quem come um queque, e isso cansa-me, deixei de ler as palavras de outros, leio noticias claro, leio coisas leves, agora um livro, de certa forma cansa-me, porque se muito ler depois quando escrever irei pensar, se já alguém pensou o mesmo que eu, se já o escreveram como eu escrevo, é imitar um estilo e eu apenas desejo manter o meu…

Já tive um estilo muito certo, o que me trouxe ao 69 Letras, pelo meio aprendi junto de outras pessoas a ter alguma liberdade, e pelo meio acho que me esqueci do que escrevia e como escrevia, e passei a escrever outras coisas estranhas, como este texto, se há dois anos atrás alguém me dissesse que eu iria escrever algo assim, eu diria que a pessoa era louca, portanto sou um louco, que apenas quer ser ele mesmo, mesmo quando ele vai ao jardim, rouba o cravo mais bonito, compra o chocolate mais doce, para oferecer há mulher mais bonita aos olhos dele…

Não sou exemplo para ninguém, não quero ensinar ninguém, todos temos de cometer os nossos próprios erros, só assim aprendemos a dar mais valor a nós próprios, e a sermos mais fortes…

 

Carpe Diem

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Porquê…

Porquê amar?

Por mais voltas que dê aos meus pensamentos, e até mato aquelas borboletas que entram em casa, umas borboletas castanhas que aparecem no verão, e são feias como tudo, e tiro a vida a elas por invadirem o meu espaço, são como as melgas que nos sugam o sangue, e nunca estão satisfeitas, querem sempre mais, até aparecer uma mão e fica tudo esborratado de sangue…

Texto de terror, pois o amor não é mundo delicioso onde tudo corre bem, o amor tem o condão de completar duas pessoas diferentes, as duas juntas, sentindo aquelas borboletas completam-se, e por vezes, complicam-se, somos humanos, temos capacidade de amar quem nos ama, embora por vezes, não saibamos o que realmente significa amar, como se ama?

Não quero que pensem muito no que escrevo, todos um dia amamos, vamos amar, outros já amaram e estão e tentar seguir em frente, por acaso é o meu caso, e tenho saudades do amor, do sentir amado, de amar, de ser o tolo romântico que escrevia poemas com estrofes que de nada têm de romântico, mas quem disse que amar tem de ter uma logica?

O amor é um caos, é uma confusão de sentimentos, de sensações, e quantos de nós já não amaram não sendo amados, bem como enxotados quando alguém que pensamos que nos ama afinal apenas queria bons momentos, erramos, aprendemos, vamos abaixo, levantamos de novo, o amor é assim mesmo, é uma droga que nos deixa completamente no mundo da lua, onde voar, é a parte mais fácil, pior mesmo é cair num voo picado e dar conta da realidade…

Amar, amor, paixão assolapada, aquele delicioso momento em que a paixão fala mais alto, aquele querer estar ali sempre abraçado, ou mesmo aos beijos, aqueles carinhos que nos tornam adolescentes de novo, tenhamos vinte ou cinquenta, o amor é assim, algo sem explicação, sobram as borboletas, que fazem cocegas na barriga, dão arrepios quando estamos perto, os pelos eriçam-se, a pele arrepia-se e o beijo, que acalma os arrepios mas faz arder a paixão, o desejo, a loucura…

Amem, eu vou ali ver das borboletas que andam fugidas do meu corpo, da minha alma…

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Se eu pudesse e tu deixasses

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sabem aqueles dias que vos apetece mesmo muito saciar o apetite, mas sabem que poderão ter de esperar não pela vontade, mas pela mulher que irá ser gato sapato nas nossas mãos, bom, foi mais ou menos assim.

Tinhas ido não sei para onde, cheguei a casa ansioso, precisava de saciar o meu apetite por ti, pelo teu corpo, despi-me e fui largando roupa até ficar nu, liguei a musica, e esperei, desliguei a musica, liguei as luzes, desliguei as luzes, e liguei a televisão, apanhei a roupa do chão e acendi duas velas na sala, apaguei a televisão e liguei a aparelhagem, não havia maneira do tempo passar, só pensava em te ter, mas de ti, nem sinal, ainda pensei em te ligar, mas deixei-te ficar em paz, desliguei a aparelhagem, apaguei as velas, fiquei entregue ao silencio, quase inquietador, manipulante da minha mente insaciável, queria-te ali mesmo, qualquer divisão da casa, qualquer sitio servia, até mesmo a varanda, os vizinhos que fossem reclamar há policia, não queria saber, mas aguentei, e aguentei, andei pela casa nu, despido de ti, com a falta de ti ali para mim, desejo-te, quero-te, dou-me a ti dentro de ti, mas chega depressa.

Passou talvez meia hora, e oiço finalmente o elevador a chegar ao andar, corro para a porta, olho pelo óculo e vejo o cabrão do vizinho da frente, porra, ainda não és tu, quando viro costas oiço o barulho de uma chave a penetrar a fechadura, resguardei-me na esquina, e esperei, entraste pela porta, despediste-te do vizinho e fechaste a porta, saí da esquina e encostei-te logo ali, contra a porta, de luz apagada, acho que te assustaste, a mala caiu e saltaram umas quantas coisas do seu interior, não quis saber, apenas te disse, que da porta à sala irias demorar horas a chegar.

Percebeste para onde a coisa ia e deixaste-te ir, beijei o teu pescoço, bem atrás de ti, sentiste o meu pulsar de desejo, comecei entre beijos a livrar-te das roupas que trazias no corpo, desejava-te mais que muito, queria-te toda, as roupas foram caindo e os beijos foram descendo, do pescoço deslizei para os teus lábios, dos teus lábios, mordisquei-te as orelhas, continuei a minha gincana de prazer, parando pelos mamilos, adoro os teus mamilos, rosados, mas quando ficam duros parecem pequenos botões espetados no ar, e adoro lamber, chupar eles até ficarem assim. Ali mesmo contra a parede, ouvia os teus suspiros, que bom ouvir, parecia musica para os meus ouvidos, deslizei a minha gincana favorita mais abaixo e mordisquei-te o interior das coxas, soltaste mais uma vez soltos e meigos gemidos, depois atirei-me de cabeça, e comecei a chupar o teu sexo, o clitóris maroto, estava ali, enquanto o lambuzava com a minha língua, os meus dedos atrevidos entravam dentro do teu corpo sentindo o calor explosivo que rogavas, e deslizaram, ora entrando e saindo, lentamente ou rapidamente, e apenas os teus gemidos eram musica para os meus ouvidos, quando te comecei a sentir perder o controlo, abrandei, era eu que queria mais que tudo ter-te, e não o contrário, levantei-me e fui quase cuspido contra a parede, olhaste-me nos olhos e beijaste-me, paraste nos mamilos, provocaste-me, e desceste mais ainda, ficaste frente a frente com o meu sexo em riste, passaste a língua pela cabeça, e depois saboreaste-me todo até não mais nada para entrar, deslizaste os teus lábios carnudos, fizeste-me delirar de gozo, a cada investida, um sussurro mais intenso, e acabaste por terminar. Levantaste-te, empurrei-te agora contra a parede, virei o teu corpo para ela, debrucei-te, peguei na tua perna como numa pose artística e encaixei-me, todo, de uma só vez.

Movimentos explosivos invadiam os nossos corpos sedentos do orgasmo, mas ora abrandei, ora aumentei o ritmo, ora te puxava os cabelos, ora te dava palmadas vigorosas, mas sempre devagar, com paciência, com cadencia quase militar na penetração do teu corpo, do teu ser, da tua alma diria, os gemidos que se concentravam naquela área da casa, eram ecoados pelas restantes divisões, acabei por te mudar de posição, virei-te para mim, ali mesmo, contra aquela parede, puxei-te para o meu colo, cruzaste as tuas pernas em mim, proporcionando um encaixe perfeito, e começamos os dois aquela dança corporal, com movimentos mais frenético com beijos pelo meio, tais prazeres hediondos provocaram a perda de controlo de nós, e o tal orgasmo suspenso apareceu com toda a sua força, caiu que nem uma bomba, e tal bomba de suspiros, os gemidos foram audíveis em todo o lado.

Prazeres mil, ficamos ali abraçados, as forças rebentaram com o desejo, ficámos ali imóveis a tentar recuperar o fôlego.

A sala ainda lá longe, percorremos o caminho até à mesma, para recomeçar tudo novamente.

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017