Todos os artigos de MissSteel

Miss Steel é intemporal, nao tem religião ou estado civil. Não é loira nem morena. Gorda ou magra tão pouco. Miss Steel dá voz a todas as mulheres e opina como tal. Vejo na escrita um escape para a rotina do dia a dia e para purificar-me a alma. Dá-me imenso prazer escrever de maneira simples e por vezes até um pouco visceral misturado com humor. A personagem Miss Steel pouco tem a ver com a pessoa que lhe dá vida. Mas as semelhanças não deixam de ser evidentes...

Sorrisos embonecados?!

Todos nós temos aquele familiar ou amigo que só se comunica através de mensagens. Mensagens para tudo!

“Olá, o que fazes?”
Leio o que me teclaste..

Emprestas-me aquele chapéu que trazias noutro dia?
Claro, como te mando por mensagem?…

Posso ir à tua casa de banho?
A sério?!…

Até os sentimentos já são descritos por meio de bonequinhos redondos. O que confesso que me atrofia totalmente! Como é que uma coisa redonda com dois pontinhos e um risco faz chegar o meu “vai à m3rd@” à pessoa com quem eu escrevo?! Pior, como é que aquela pessoa vai se aperceber do meu estado explosivo de “i don’t give a f***” se não me vê a arrancar os cabelos e a bufar por todo o lado?!

Juro que não percebo.

Mas a verdade é que cada vez mais são os que expressam as suas emoções mais intimas por intermédio de bonecada!

Pões-me 😈 !” 
” Estás a insinuar que te traio?!”

“Não! Que me pões doido! Sua 😺!”
“Isso é um gato ou uma vaca?!”

Como é possível minha gente? Como pode uma pessoa minimamente inteligente, sentir-se confortável num diálogo que mais parece saído de uma serie de desenhos animados? Onde está o toque? O afagar da madeixa de cabelo errante? O tal olhar que vale por mil palavras?! Ai o olhar…

Confessem, já há muito que ninguém vos arrepia os pelos púbicos com uma mirada arrepiada a morder os lábios como o tipo da publicidade ao Martini!! !!! ( macaco envergonhado com as mãos a tapar o rosto)

Minha gente linda, olhem o que vossa Steel vos diz, toquem-se, mordam-se, comam-se e usem o dedo do meio…para alguma coisa ele existe.

 

 

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Autora: ©Miss Steel 69Letras 2017 

 

 

Nossa gordura não deve nada a ninguém!

Todos os dias me olho ao espelho e vejo isto.  Ainda esfrego os olhos, na esperança que eles sofram de algum síndrome de aumento mas não. 

Aquela no espelho sou eu e aquela arrasta o meu eu para a lama.
Complexos? Não! Vergonha? Muito menos!
É o reflexo daquela nos outros que me atinge. Porquê?
Porque deixo de ser “a” para ser “uma”. Perdemos a identidade na gordura…
E se não temos identidade, não somos membros da tal dita sociedade onde a minha palavra talvez até fizesse diferença. Quanto mais não fosse para os meus…

Deixamos de ser mulheres para sermos seres gordos sem interesse. Seres incapazes, ignorantes, insensíveis e desinteressantes.
É assim que a sociedade ainda nos vê.
A sociedade que critica, julga e condena.

Eu até me estou pouco marimbando para a sociedade mas os efeitos na geração do amanhã preocupa-me.
Sim, além de ser gorda sou mãe.
Uma mãe que dedica mais tempo aos seus que a si própria, sei. Mas não deixo de ser gente! E também sou sexy, sensual e até, espantem-se agora membros da sociedade critica, capaz de proporcionar e ter prazer.

Passo também a avisar que a minha gordura não roubou nada a ninguém, não vende droga a adolescentes, não matou em nome de pseudo religiões ou por psicopatismo, não violou nenhuma criança ou adulto e muito menos agride fisicamente ou verbalmente arbitrariamente em casa!

PORQUE ISSO É QUE É VERGONHA!

Dito isto, é justo dizer que a minha gordura, igual à de tantas outras pessoas, não deve nada a ninguém! Pode sair à rua orgulhosamente e de cabeça erguida!
Portanto, abram alas e deixem-na passar!

©Miss Steel 69Letras 2017

Apeteceres claros em mentes perversas

M18/Texto erótico 

Pudores não combinam com vontades. E quando falo em vontades, só para que fique bem claro, falo em tensão de corpos esfomeados.  Continuar a lerApeteceres claros em mentes perversas

Chuva que lava almas e purifica mentes

Será que um dia caminharemos juntos, lado a lado contra  todas as probabilidades, debaixo da mesma chuva que nos lava das almas nossos egos exaltados?

Será que um dia saberemos o que a vida nos reservou contrariarando todos os “se” que ao longo da mesma  fomos inventando?

Para já vamos andando. Ao soluçar do dia a dia que se arrasta entre sonhos e fantasias.

A passos de bebé.
Porque a perfeição leva tempo e o tempo custa-nos energia e paciência.

Com calma. Sem pressas e correrias amigas do caos eminente das nossas vidas.

Para que aquele dia chegue. Aquele dia em que caminharemos lado a lado, com a chuva a livrar-nos do supérfluo e juntos abraçaremos amor incondicional.

 

©MissSteel 69Letras 2017 

 

Boca selada, loucura encerrada.

Quem já não se babou  de frente a uma montra de doces? Com diabetes em alta e a linha por cuidar… 

Fod@-s3 que a vida é uma armadilha! 

Ciladas por todos os cantos. 

Com tanto vício e pecado, o que nos resta fazer? Ler a Bíblia? 

Eu cá prefiro as minhas 69 Letras! E quem tiver problemas com isso, que vá vender chuchas… 

Quero mais é que me deixem em paz.  Que não me cobicem a comida do prato ou os lençóis da cama. 

Deixem o meu silêncio em paz também. Se não me compreendem, não me fod@m o juízo também. 

Deixem-me estar sossegada porque não vou desinquietar ninguém.  

Nesta minha loucura… Só se entra por convite. 

 

©Miss Steel 69Letras 2017 

Dona e rainha das minhas vontades.

M18/ Texto erótico 

Sozinha me deito envolvida somente pelos lençóis de cetim negros. Sinto-me bem comigo mesma. Conheço-me melhor que ninguém. 

Cada grito mudo de tesão, cada poro de desejo e até mesmo cada abismo de orgasmos arrancados do meu ser. E em todos eles fui dona e senhora do meu corpo. 

Até que  ELE me assombra. Diabo em forma de gente.  Sucumbir ao seu poder, é beber do seu doce nirvana e implorar por mais.  Continuar a lerDona e rainha das minhas vontades.

Desistir de sentir

Ela não sentia.
Apesar das marcas evidentes no rosto e do rasto de sangue que seu corpo involuntáriamente denuncia.
Anestesiada e sem fôlego.

Encolhida num canto de um quarto qualquer. Onde o espaço lhe é estranho e desconfortável. Mas isso pouco importa. 

Tudo o que ela vê é um vazio enorme à sua volta onde a vida perde cor e o ar não se respira. Um buraco de maneira macabra, familiar. 

Não sente. Por muito que a dor se intensifique até à exaustão do corpo. Não sente. O mundo já não gira, será isso? 

De olhar imóvel e alheio ao mundo, ela deixou de sentir. Porque o sentir a matou por dentro numa morte lenta e sem sentido. 

Quanto tempo mais dura esta dormência? Será salva num declive? Abandonada na valeta sem um único olhar se sentir? 

 

©Miss Steel 69Letras 2017