Minha Marie, sempre minha Marie

Fascinei-me por ti há muito tempo, sabes?! Um fascínio meramente platónico inicialmente. Perdia-me nas tuas letras, bebia, hidratava a minha alma com os rasgos que te vinham do âmago.

Torna-se um vício vasculhar a tua alma através das palavras com quem jogas tão bem e, ao fim de um tempo bastavam-me duas linhas para reconhecer a tua marca, a assinatura impressa nos teus desabafos.

Revi-me, senti-te, vivi os relatos, rasgaste-me a alma, sorri, chorei…

Acordaste as minha mais diversas vontades, mas principalmente a de conhecer o mulherão que estava por trás das palavras que me moviam com a força de um furacão. Reservei-me à timidez que poucos me conhecem, mas eventualmente fui contagiada pelo poder das letras que me entraram pelas veias e soltaram as minhas. Trocámos algumas e para meu grande orgulho, a minha escrita faz-te sentir-me…

Tenho o previlégio de dizer que conheço a grande mulher que és e mais, conheço o potencial que teimas em negar! Conheço a fera por trás dos ímpetos, os pensamentos impregnados de malícia por trás do sorriso tímido, a menina sonhadora camuflada pelas cicatrizes da vida… Vejo-te, vês-me e sabes que não me canso de dizer que te adoro, te admiro e outras coisas mais…

Minha Marie, sempre minha Marie!

P.S.: Faz-me um favor, nunca mudes!

© VickyM 2017 #69letras

O meu silêncio ….

Sinto-me mais poderosa quando estou em silêncio.
Nunca ninguém espera o silêncio,
esperam sim palavras, defesas ,ofensas, ataques e revoltas …para frente e para trás!!
De punhos para cima, palavras penduradas nas bocas, prontas a ser cuspidas!
Lamento, mas eu não alimento esses caprichos …
É que nem sequer penso se tenho que responder!
Se há coisas com que não perco tempo, é com hipocrisias! Querem falar , falam … falam e sem gritar… odeio gritos !! E aliás alguém consegue impor ou explicar alguma ideia na postura de uma avestruz esgazeada ??!
Não vou dizer que não há coisas que não me dói ao sentir ou ver !!
Claro que sim e quem diz o contrário , mente por cobardia!
Mas a sensação nunca é alterada pela reação, pelo contrário, pode piorar!
Nesse assunto, sou muito prática, guardo tudo e vivo-me apenas a mim!
O silêncio é uma Arte de se estar … se é que existe, acabei de inventar a expressão, é assim que sinto!
O silêncio faz-nos ouvir cá de dentro, se grita, se chora, se ri!
Se soubessem a capacidade dos meus gritos internos … as revoltas que guardo e escondo do que vejo acontecer sem poder fazer nada. 
Se soubessem… o bem que nos faz o silêncio ,se soubessem … às vezes não fariam figuras tão tristes !
É uma questão de bom senso, até de amor próprio!
Esforça-te, foca-te … lembra :
todas as nossas decisões , importantes ou não, são tomadas por nós e pensadas em silêncio!
Esse silêncio, o que faz parte de “nós” é o nosso equilíbrio!
Não o subestimes, respeita-o …. o teu e o dos outros!
Como dizia Sherlock Holmes….

“o mundo está cheio de coisas óbvias que ninguém jamais observa.”

©MySighs 2017 #69Letras

1 000 coisas

Poderia te dizer mil coisas,
mas o som da voz desvanece
e com o tempo o cérebro esquece.
Poderia te escrever mil coisas,
mas as linhas da caneta desaparecem
e o papel rasga-se.
É esquecido..
Mas olha…
Olha por uns instantes 
Deixa a tua alma e coração verem
Deixa ficar gravado em ti
Todos os mil gestos
Todos os mil olhares 
Todas as mil formas que te toquei
Que te demonstrei nesta década
Deixa o meu amor ser eterno
Em ti
Mesmo que o tempo nos separe
Deixa a tua alma carregar esse amor
Até ao nosso próximo reencontro
Até à próxima reencarnação.
©Lola 2017 #69Letras

Perguntas para a Kat

Oi malta gira cá estou de novo para a segunda parte das “perguntas para a Kat ” adorei poder responder a algumas questões colocadas por vocês, estava à espera de perguntas assim do arco da velha, mas até que todas foram pertinentes.
Para a próxima semana as #ConversasSemMordaças já voltam ao normal.
Mas espero que com estas perguntas e respostas os leitores fiquem a conhecer um pouco mais deste mundo que é o BDSM.

-Como mulher é fácil separar a Domme do roleplay para a vida real?

Fácil não é, não me escondo propriamente a sete chaves e muita gente conhece-me pessoalmente, amigos e familiares sabem quem sou, mas mesmo assim tento resguardar-me um pouco, já tive alguns problemas pessoais à conta do meu alter-ego.
E já agora, isto é a minha “vida real” eu sou assim, gosto de ser assim e não faço intenções de deixar de ser.
Existe glamour e fantasia e muita coisa envolvida, mas é muito real e se pudesse teria mais postura de Domme para a vida baunilha, mas nem tudo pode ser como quero então por enquanto vivo esta faceta como posso.

-Consegues ter prazer com o chamado consensual ou baunilha como lhe chamas ou já não te desperta prazer?

Consigo sim mas quase sempre existe uma componente de Dominação/submissão mesmo que não haja práticas.
Desde que iniciei a minha vida sexual descobri que só teria algum prazer se envolvesse dor.
Seja eu a provocar ou provocarem-me a mim então disso não prescindo.
Mas sendo mais suscita, sim tenho mas preciso sempre de um estímulo com esta vertente.

-Li sobre o assunto e todo o feedback que recolhi é que esta prática provoca orgasmos abismais como nunca antes sentidos. Refiro-me às massagens prostáticas. Sei que expor este fetiche à minha parceira não é um problema mas gostaria de saber que cuidados se devem ter. Além disso, pelo que me informei, é preciso saber o ponto. Nem todos os pontos são no mesmo sítio. Como poderei instruí-la, à minha parceira, sobre o que fazer e como fazer? Além disso, dada a minha falta de prática (nenhuma) e para além dos cuidados a ter, o que me aconselha para a prática? Começar com algum objecto e ir “evoluindo”? Lubrificantes? Gostaria de saber a sua opinião para me ajudar.

Eitahh pergunta grande, por acaso já falei anteriormente de orgasmos prostáticos e sim tens toda a razão é algo muito intenso.
Juro que gostava de ser homem ás vezes para poder experimentar certas coisas, esta era uma delas.
Em relação ao saber onde é o ponto certo é como descobrir o ponto G de uma mulher, cada corpo é um corpo e eu até poderia dizer ahhh e tal fica não sei quantos cms para a esquerda que ia dar na mesma coisa.
Se puder dar alguma dica é antes de tudo abordares a tua parceira para o fazer, podem não começar logo com brinquedos específicos para a coisa, e sim com os dedos.
Cuidados a ter, bem convém que ela tenha unhas curtas ou arredondadas, ajuda se tiver umas luvas mas fica ao critério de cada um.
Lubrificantes sim claro qualquer um faz o efeito pretendido eu prefiro à base de água que não desapareçam tão rápido.
Comecem com os dedos e depois podem partir para outras andanças.
Como falei no texto anterior que podes ler Aqui!

para começar podem usar uma varinha anal e depois passar para um massajador de próstata como este.
Acredita que se realmente te aventurares vais-te divertir muito :-), obrigada pela pergunta difícil.

-Como introduzir a prática bdsm na vida de um casal baunilha. É possível ou não?

Claro que é possível e a meu ver até devia haver uma lei ou qualquer a dizer que devia ser obrigatório eheheh quando for presidenta desta porra faço isso.
Só faz é bem trazer o bdsm light ou “de quarto” para a relação baunilha mesmo que não seja com a seriedade toda podem fazer disso algo bem divertido e saudável.
Desde que isso fique apenas no contexto sexual e não propriamente na vossa relação senão pode causar mais mal que bem.

-Para si o que é que a satisfaz mais na dominação? É a componente de satisfação do seu sadismo ou de adoração e idolatria como Rainha e Deusa?

Bem eu nunca me considerei muito sádica e falo abertamente sobre isso porque não vejo como algo negativo, como digo várias vezes “Cada Domme é uma Domme”.
Mas respondendo à questão sou sádica QB e momentaneamente, mas a vertente que mais gosto é sem dúvida a parte da veneração e idolatria.
Por isso antes de ser sádica sou Rainha e Deusa.

-Quais são os seus limites como Dominadora?

Essa pergunta é um pouco difícil de responder, há muita coisa que não fiz e gostaria de fazer.
Outras que não fiz porque não me interessam ou porque sei que não iria ter prazer com isso, mas que se porventura algum dia se proporcionar ou me for pedido até era capaz de aceder.
Sempre me vi como uma pessoa experimentalista então era bem capaz de “tentar” sair da minha zona de conforto para satisfazer nem que seja a curiosidade.
Se a pergunta fosse antes práticas que não me identifico isso já é mais fácil de responder, Scat por exemplo não é coisa que queira experimentar.
Age play também não tenho perfil para ser uma Mamã de ninguém lol.
Mas limites mesmo tenho poucos, é tudo muito relativo o que hoje digo que não faria, amanhã posso até querer experimentar.

E assim chegaram ao fim as nossas conversas, fico à espera de vocês na próxima quarta-feira, seus lambões.

Um beijo,  ©Misses Kat #69letras

Sous le ciel de Paris

E lá estava ela.
O olhar brilhante, o sorriso doce, as madeixas douradas a ondular ao sabor da brisa, o casaco vermelho a combinar com a boina, o corpo esbelto e perfeito.
Na ponte sobre o rio Sena lá estava ela, a contemplar a Torre Eiffel, como sempre fazia ao fim da tarde.
A neve caía-lhe sobre os ombros como se algodão fosse e ela não se importava com o frio cortante que se fazia sentir naquele Inverno parisiense.
E, como sempre, aqui estou eu sentado na escadaria à espera que ela chegasse, apenas para a contemplar.
Apenas a olhar, sem a poder tocar, sem lhe poder dizer que o meu coração se prendeu a uma estranha.
O meu coração prendeu-se a ela.
Mas hoje foi diferente.
Hoje, depois de olhar a Torre, ela olhou para mim.
O seu olhar chocou com o meu e, timidamente, ela sorriu.
Sorriu para mim. E aproximou-se.
“Posso sentar-me aqui?”
Surpreso, apenas acenei a cabeça em sinal afirmativo.
O meu corpo estremeceu quando ela se sentou e o seu perfume suave invadiu o espaço.
“A vista é linda. Todas as tardes venho até aqui para olhar para a Torre e ver o anoitecer cair sobre ela.”
“Eu sei. E eu venho aqui só para te olhar e comprovar que o teu brilho é maior que o das estrelas”, pensei.
Sorri para ela e apresentei-me.
A conversa sobre Paris e a sua beleza prolongou-se até a noite chegar.
“Amanhã irei voltar. Encontro-te aqui?”
Ela queria voltar a estar comigo.
O meu coração quase explodia com tanta felicidade.
A semana passou-se com encontros diários na escadaria.
E eu sentia-me apaixonado.
Numa dessas tardes ela contou-me porque olhava sempre para a Torre Eiffel ao anoitecer.
“Um dia gostava de ir até ao cimo da Torre e olhar as estrelas. Acredito que de lá lhes poderia tocar e que os meus desejos se realizariam.”
“E qual é o teu desejo?”, perguntei.
“Neste momento…tu”.
Os nossos olhares fixaram-se, aproximando os nossos rostos e fazendo com que os lábios se tocassem.
Que beijo tão suave e doce.
Eu amava-a. Eu queria tornar os seus sonhos realidade.
Uma tarde, antes de nos despedirmos, sussurrei-lhe ao ouvido:
“Esta noite vais mais alto. Esta noite vais tocar nas estrelas.”
E entreguei-lhe uma chave. Uma chave para a Torre.
Os olhos dela ganharam um brilho maior que o do sol.
Abraçou-me.
“Obrigado! E tu? Vens comigo? Queres ir mais alto e sentir como é tocar numa estrela?”
“Eu já senti. Eu já te toquei.”
E assim nos despedimos.
Na noite cerrada, caminhei em direcção à Torre Eiffel.
Parei na ponte onde sempre a costumava ver.
Olhei para o topo da Torre e vi uma silhueta.
Uma silhueta esbelta e mais brilhante do que o anel de diamante escondido no meu bolso.
Tocava nas estrelas pedindo os seus desejos. Estava lá, mais alto.
A mulher a quem entreguei o meu coração.
A mulher que amo.

© Fox 2017 #69Letras

O que há de novo para descobrir?

Julgam que é só os jovens que tem algo novo para descobrir, para aprender?
Engano
Mesmo quem envelhece tem sempre algo novo para descobrir.
Os jovens julgam que com o avançar da idade, que deixamos de sentir, de viver, de amar. Que vemos o mundo distorcido.
Ah! Como estão tão cegos, quanto ainda tem de aprender, ver.
A idade não nos envelhece em nada, simplesmente a nossa forma de pensar e ver a realidade é mais madura, mais ponderada.
Mas ao ser assim, não invalida que deixemos de cometer loucuras e atirarmos-nos de cabeça para determinadas decisões.
Enquanto os jovens vêem e jogam-se. Nós os mais maduros já fizemos o trajecto mental e aí… de pés assentes no chão lançamos os dados até fazer roll out.
Em novos temos aquela ânsia, aquele desejo voraz de fazer tudo, experimentar tudo.
Parem!! 
Não tenham pressa.
Porque quando chegarem à idade dos vossos pais, irão ser sedentários, vão olhar à vossa volta e perguntar.
O que há de novo para descobrir?
Nada..
Falo pela minha experiência, não gastem os vossos sonhos, as vossas experiências de uma só vez.
Fazei aos poucos, vivei. Apreciai o que cada momento, cada pessoa vos pode dar e transmitir.
Quando chegarem aos 40, 50, 60 irão olhar para trás e perguntarem-se já fiz tanto, realizei tudo o que gostava.
E, agora!… Agora que poderei descobrir?
Nada
As vossas vidas serão monótonas, cinzentas, sem sabor.
A única coisa, o único sentimento que é eternamente redescoberto, que persiste por todas as décadas é o Amor.
O Amor é algo que poderás sempre descobrir de novo, se for essa tua vontade.
Amar na juventude é intenso, impulsivo, arrebatador e por vezes passageiro.
Amar na idade madura é transcendente, bastar um olhar, um gesto e ambos sabem o que querem, o que desejam.
Não precisam de ser relembrados de como tem de amar a alma e o corpo.
Amar na velhice é doce, é uma brisa suave que te toca o rosto e te enche o coração de esperança e desejo.
© Lola 2017 #69Letras

Vibração…!

|M18| Sinto a água morna
que escorre…e percorre meu corpo
que vibra ao sentir-te
tocando levemente a minha pele
Teso e vibrante…
derramo-me na umidade quente
que invade minh’alma de desejo
e com prazer infinito
Te quero assim, intensamente
invadindo tua intimidade
que invado sem piedade
com a tua permissão
Toco-te…sem esperar
misturando nossos suores
adrenalina…química e toco
infinito cheiro das nossas peles
Quero-te sentir…
banhar-me meu corpo nú
nas delícias da tua carne
Ambos caminhamos juntos
ao êxtase total… desejo a flor da pele
Quase toco o céu…
enquanto saboreio teu mel
que escorre e alimenta-me
teu néctar de fêmea..
mulher fatal…loba…
felina da minha vida!

Fouquet, 12 de maio de 2011

 

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