Quando o sonho vira pesadelo – Parte I | Rúbrica: Conta-nos a tua história

Quando o sonho vira pesadelo

Sempre fui uma mulher romântica, sonhadora e com ideias pré-concebidas da felicidade a dois. Sempre disse que ia encontrar “o tal” e seria amor e uma cabana para toda a eternidade, seria o tal príncipe encantado montado num cavalo branco que me iria arrebatar o coração e amar para todo a eternidade. Sempre pensei que essa pessoa fosse aparecer, sempre!

Depois de uma grande desilusão amorosa com um potencial candidato a príncipe encantado, eis que surge “ele” através de conhecidos que o conheciam, e com as redes sociais a ajudar, começamos a falar com aquela frequência habitual e a excitação de quem se está a apaixonar. Durante alguns meses foi esse o nosso meio de comunicação preferencial juntamente com o telemóvel, mas pouco tempo depois sentimos necessidade de nos conhecermos, de nos tocarmos e de assim tirar a prova dos nove acerca da química que existia entre nós.

Então lá fui eu rumo ao Sul, um pouco assustada mas de coração cheio porque finalmente o ia conhecer. Quando cheguei ao destino, fiquei muito agradada com a minha primeira impressão: ele correspondia exatamente às fotografias que tinha dele. Era alto, bem parecido, super simpatico e com um sentido de humor fantástico! Eu estava radiante, com o coração acelerado e convicta que tinha tomado a decisão certa em rumar nesta loucura.

Depois disto foi tudo muito rápido, em poucos meses ele estava a morar junto comigo. Rumou ele ao Norte e ficamos a morar juntos de imediato. No inicio era tudo perfeito, tudo o que eu desejava estava ali: alguém dedicado a mim e que eu sentia que me amava, mas rapidamente o cenário mudou. Afinal o tal trabalho que ele tinha apalavrado não se concretizou e passei a te-lo em casa, dia após dia sem fazer nada. Eu tinha a esperança que melhores dias viriam e sempre achei que o cenário fosse mudar rapidamente, mas não mudou.

Passados cerca de 6 meses em que eu era a única pessoa a trabalhar, ele sugeriu-me que nos mudássemos para o Sul. Tinha lá um bom contacto para trabalhar na área dele e eu claro, disse que iria com ele até ao fim do mundo. E lá fomos de malas de bagagens para o Sul, para uma Herdade no meio do nada, em que só tínhamos animais e os proprietários como vizinhos. Custou-me muito deixar a cidade pelo campo, mas lá me acostumei com o acordar com as galinhas e ao cheiro característico dali.

Os dias eram longos, mas eu gostava muito do contacto com a natureza e com os animais. Era reconfortante dar e receber em  dobro toda a dedicação neste novo estilo de vida. Tinha a nossa casinha, os nossos animais, o nosso cantinho de paraíso era perfeito porque estávamos sempre juntos… sempre!

Mas isso estava para mudar muito em breve… num dos dias em que ele saia para conviver com alguns amigos, chegou a casa embriagado e por eu não ter o jantar pronto, esbofeteou-me, empurrou-me para o chão e pontapeou-me.

(Continuação)

           

– Autora: Valla


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