Se me ponho de joelhos não é para teu prazer

Texto erótico M/18

 

A noite cai lá fora mas dentro de mim já se instalou há muito. Este formigueiro nos punhos confunde-me. Não sei se hei-de descarregar esta tensão toda num saco de boxe ou na cama com uma vítima elegida para o efeito.

Numa ida à varanda, com intuito de adorar a lua para que esta me acalme, observo a resposta para o meu dilema. Pelos vistos um dos vizinhos do prédio de frente ao meu debate-se com as mesmas dúvidas.

Ar nervoso e irrequieto. Como adoro estas almas perdidas. Vítimas perfeitas para um monstro como eu.

Espero pelo momento certo. Aquele em que repara que está a ser observado. Atraio-o com olhar de feiticeira para que venha até aos meus domínios.

Parece reticente, algo que o prende, talvez uma mente culpada e perturbada.

Dispo-me como quem mete os pontos nos is. O ar perturbado desparece-lhe. O desejo venceu naquele corpinho problemático. Enquanto o vejo a dirigir-se ao meu apartamento volto a vestir-me com algo que de igual modo não deixe sombra para dúvidas do que afinal quero.

Bate-me à porta, de saltos altos convido-o a entrar na sua armadilha. Apanhado!

-Despe-te!

-Pensava que nos apresentávamos primeiro.

-Não penses. Não vieste aqui para isso. Faz o que te mando.

E sirvo-lhe um copo de absinto puro para que se acalme e se torne mais receptivo às minhas ordens.

-Ok. Se é assim que vai ser.

Senta-se numa cadeira da sala depois de ter bebido tudo de uma vez só. Aproximo-me por trás do seu pescoço.

-A partir de agora quero silêncio, falas só quando eu te indicar para tal e tratas-me por senhora. Entendido?

E sem que se aperceba, ou não se quer aperceber, prendo-lhe os braços com cordas.

-Mas que merda é esta?

-É melhor que sigas as minhas instruções! De joelhos no chão, já!

Furioso, nu e à minha mercê! Cenário perfeito.

Dou-lhe de beber mais um copo da minha poção mágica. Logo de seguida puxo-lhe a cabeça para o meu ventre por enquanto ainda tapado com um vestido preto.

-Cheira! Se te portares bem pode ser que te dê a provar.

Viro-me de costas, ajoelho-me no chão e dou-lhe a vislumbrar o meu rabo despido por baixo do vestido muito curto.

-Agora sim! Tira-me as cordas para eu fod3r esse rabo bom que tens!

-A ver se nos entendemos! Se me ajoelho, não é para teu prazer seu verme! Vais-me lamber e ao próximo comentário, fecho-te o bico!

O absinto começava a fazer efeito e muito a custo ele lá se posicionou de maneira a que me pudesse obedecer, apesar das mãos estarem atadas.

Sua lingua parecia massajar-me toda de frente à atrás. Minha irritação finalmente desaparecia. Mas não era o suficiente…

-Já chega! Deita-te no chão de costas!

-Fod@-se! Mas não tens uma cama?

-Argghhhh!

Tapo-lhe a boca com o cinto das suas calças. Sua insolência desconcentra-me.

Dispo o vestido, sento-me em cima da sua barriga por enquanto. Debruço de modo a roçar meu peito na sua cara.

-Gostavas de as ter nas mãos não era?

Abana-me a cabeça como quem se arrependeu do mal que fez.

Sento-me com o meu sexo na sua cara e roço-me ao de leve.

– Estás desertinho para me foder3s não estás? Enfiar-mo todo e fazer-me gemer?

Mais uma vez abana a cabeça concordando com os meus desejos.

-Então cala a boca de vez!

E dito isto sento-me no seu sexo cujo o qual já sabe o caminho e deixo que me penetre para único e exclusivamente meu prazer!

Ahhhhhh. Que bom! Encaixe perfeito. Movimento-me a meu ritmo! Ignorando a presa por baixo de mim. Toco-me, estímulo-me e sacio minha fome. Ambos prestes a virem-se. Mas não lhe vou dar esse prazer depois de tanta insolência. Levanto-me e continuo meu prazer com um dildo enquanto me delicio a vê-lo contorcer-se e a babar-se de tesão no chão de pau feito e duro.

– Vou-te tirar o cinto da boca mas só para abocanhares a minha con@. Ouviste? Vais-me fazer vir assim!

Tiro-lhe o cinto e desato-lhe as mãos também. Não sei se foi um acto de agradecimento mas a verdade é que ele dedicou-se à sua tarefa com unhas e dentes.

Suas mãos massajando minhas nádegas e a sua boca me dando prazer no meio das minhas pernas. E solto um gemido alto no meu orgasmo com minhas mãos cravadas no seu cabelo puxando.

Agora sim. Livrei-me desta tensão toda acumulada. Mas aos meus pés continua de pau feito, a minha vítima com olhar de cachorro abandonado.

-Por favor senhora…

-Veste-se e sai!

-Mas… Senhora!

-Sai! Amanhã talvez te deixe vir…

-Amanhã, senhora?

– Sim, quero te fod3r amanhã outra vez.

-Grato senhora! Amanhã aguardarei por suas ordens senhora.

 

©Lilith 69letras 2017

 

 

 

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