Se eu pudesse e tu deixasses

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sabem aqueles dias que vos apetece mesmo muito saciar o apetite, mas sabem que poderão ter de esperar não pela vontade, mas pela mulher que irá ser gato sapato nas nossas mãos, bom, foi mais ou menos assim.

Tinhas ido não sei para onde, cheguei a casa ansioso, precisava de saciar o meu apetite por ti, pelo teu corpo, despi-me e fui largando roupa até ficar nu, liguei a musica, e esperei, desliguei a musica, liguei as luzes, desliguei as luzes, e liguei a televisão, apanhei a roupa do chão e acendi duas velas na sala, apaguei a televisão e liguei a aparelhagem, não havia maneira do tempo passar, só pensava em te ter, mas de ti, nem sinal, ainda pensei em te ligar, mas deixei-te ficar em paz, desliguei a aparelhagem, apaguei as velas, fiquei entregue ao silencio, quase inquietador, manipulante da minha mente insaciável, queria-te ali mesmo, qualquer divisão da casa, qualquer sitio servia, até mesmo a varanda, os vizinhos que fossem reclamar há policia, não queria saber, mas aguentei, e aguentei, andei pela casa nu, despido de ti, com a falta de ti ali para mim, desejo-te, quero-te, dou-me a ti dentro de ti, mas chega depressa.

Passou talvez meia hora, e oiço finalmente o elevador a chegar ao andar, corro para a porta, olho pelo óculo e vejo o cabrão do vizinho da frente, porra, ainda não és tu, quando viro costas oiço o barulho de uma chave a penetrar a fechadura, resguardei-me na esquina, e esperei, entraste pela porta, despediste-te do vizinho e fechaste a porta, saí da esquina e encostei-te logo ali, contra a porta, de luz apagada, acho que te assustaste, a mala caiu e saltaram umas quantas coisas do seu interior, não quis saber, apenas te disse, que da porta à sala irias demorar horas a chegar.

Percebeste para onde a coisa ia e deixaste-te ir, beijei o teu pescoço, bem atrás de ti, sentiste o meu pulsar de desejo, comecei entre beijos a livrar-te das roupas que trazias no corpo, desejava-te mais que muito, queria-te toda, as roupas foram caindo e os beijos foram descendo, do pescoço deslizei para os teus lábios, dos teus lábios, mordisquei-te as orelhas, continuei a minha gincana de prazer, parando pelos mamilos, adoro os teus mamilos, rosados, mas quando ficam duros parecem pequenos botões espetados no ar, e adoro lamber, chupar eles até ficarem assim. Ali mesmo contra a parede, ouvia os teus suspiros, que bom ouvir, parecia musica para os meus ouvidos, deslizei a minha gincana favorita mais abaixo e mordisquei-te o interior das coxas, soltaste mais uma vez soltos e meigos gemidos, depois atirei-me de cabeça, e comecei a chupar o teu sexo, o clitóris maroto, estava ali, enquanto o lambuzava com a minha língua, os meus dedos atrevidos entravam dentro do teu corpo sentindo o calor explosivo que rogavas, e deslizaram, ora entrando e saindo, lentamente ou rapidamente, e apenas os teus gemidos eram musica para os meus ouvidos, quando te comecei a sentir perder o controlo, abrandei, era eu que queria mais que tudo ter-te, e não o contrário, levantei-me e fui quase cuspido contra a parede, olhaste-me nos olhos e beijaste-me, paraste nos mamilos, provocaste-me, e desceste mais ainda, ficaste frente a frente com o meu sexo em riste, passaste a língua pela cabeça, e depois saboreaste-me todo até não mais nada para entrar, deslizaste os teus lábios carnudos, fizeste-me delirar de gozo, a cada investida, um sussurro mais intenso, e acabaste por terminar. Levantaste-te, empurrei-te agora contra a parede, virei o teu corpo para ela, debrucei-te, peguei na tua perna como numa pose artística e encaixei-me, todo, de uma só vez.

Movimentos explosivos invadiam os nossos corpos sedentos do orgasmo, mas ora abrandei, ora aumentei o ritmo, ora te puxava os cabelos, ora te dava palmadas vigorosas, mas sempre devagar, com paciência, com cadencia quase militar na penetração do teu corpo, do teu ser, da tua alma diria, os gemidos que se concentravam naquela área da casa, eram ecoados pelas restantes divisões, acabei por te mudar de posição, virei-te para mim, ali mesmo, contra aquela parede, puxei-te para o meu colo, cruzaste as tuas pernas em mim, proporcionando um encaixe perfeito, e começamos os dois aquela dança corporal, com movimentos mais frenético com beijos pelo meio, tais prazeres hediondos provocaram a perda de controlo de nós, e o tal orgasmo suspenso apareceu com toda a sua força, caiu que nem uma bomba, e tal bomba de suspiros, os gemidos foram audíveis em todo o lado.

Prazeres mil, ficamos ali abraçados, as forças rebentaram com o desejo, ficámos ali imóveis a tentar recuperar o fôlego.

A sala ainda lá longe, percorremos o caminho até à mesma, para recomeçar tudo novamente.

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

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