Para baixo, rapaz!

M18/Texto erótico

 

Aborrecida na fila do banco. Olho para as outras pessoas que me circundam e não vejo nada. Cada olhar mais insipido que outro. Sem conteúdo.

Até que olho para trás do balcão e vejo um olhar diferente. Jovem e entusiasmado. Daqueles que trazem o mundo no olhar cheio de esperanças inúteis.

-Bom dia minha bela senhorita! Em que posso ajudar?

-Para começar, não sou sua e tire esse ar de quem já me está a deitar na cama que não sou para seu bico.

-Ppeço perdão senhora.

-Perdoado. Quero levantar o dinheiro todo da minha conta.

-Com certeza minha senhora, posso saber o motivo?

-Não. Não pode.

-Lamento minha senhora mas devo insistir…

-Novamente, não sou sua senhora.

E eis que o rapazinho passa dos limites da minha paciência. Revira-me os olhos.

-E se me revira os olhos novamente, apenas com um sapato meu ponho-o a pedir clemência ! Entendido? Agora, passe-me o meu dinheiro já!

Os seus olhos deixam de transbordar autoconfiança excessiva para transmitir puro encanto. Esquisito. Estava à espera que chamasse antes o segurança.

-Notas grandes ou pequenas? MINHA senhora?

E desafia-me claramente. Seu olhar não sai do meu peito. Mais um peixe na rede.

Aproximo-me do balcão, pego no seu queixo elevando o seu indiscreto olhar até ao meu e com um sorriso cerrado mas sedutor meto os pontos nos is.

-Estou cá em cima! E quero as notas grandes assim como essa desobediência toda debaixo de mim às 12 30 em ponto. Estarei no seu gabinete!

-Mmas como sabe que tenho um gabinete?

-Simples. O seu nome está naquela porta ali dos fundos. Não se demore.

Tanto envergonhado como excitado, observa-me virar-lhe costas enquanto desfilo pelo banco fora.

12.30 em ponto. Entro de óculos escuros, simplesmente com o intuito de ninguém ver para onde meu olhar se dirige, e reparo que o balcão de atendimento ao publico por ele anteriormente ocupado encontra-se vazio. Vou direta ao seu escritório onde ele já parece estar ansioso por mim pois a porta está aberta.

Recebe-me com um sorriso e apressa-se a fechar a porta atrás de mim. Apressa-se a beijar meu pescoço por trás de mim.

-Calminha rapaz! Ainda não mereceste tal doce.

-Farei qualquer coisa! Minha senhora, você mete-me doido!

-Ótimo, então despe-te!

-Direta ao assunto! Gosto disso.

-Logo verás! Senta-te na cadeira.

Despido e excitado à minha mercê. Fará qualquer coisa só para me ter. Ingénuo, quase que sinto pena.

Puxo o vestido justo um pouco para cima para puder abrir as pernas. Sento-me no seu colo e enquanto lhe prendo os braços atrás das costas com a sua gravata deixo-o cheirar um pouco do meu corpo.

-Cheira tão bem minha senhora.

Agora cara a cara, humedeço meus lábios com a minha língua deixando-o de água na boca.

-Ainda cheiro melhor dentro de mim!

Involuntariamente solta um gemido. Quer-me tanto que mal se aguenta. Saio de cima dele. Sento-me na sua secretária de frente à sua linha de visão. Abre as pernas e dou a conhecer que não trago roupa interior.

Mais um gemido que ele solta e o seu membro atingiu o ponto máximo de dureza.

Meto um dedo na boca para humedecer e enfio-o em mim sem nunca tirar o olhar dele.

-Vais ser um bom menino, não vais? Para eu te recompensar depois.

-Ahhh SIM! Tudo o que a minha senhora quiser!

Enquanto dito as regras, vou brincando comigo própria. Meu corpo sempre foi e será objeto preferido do meu prazer.

-Jamais revires os olhos para a tua senhora e essa insolência tem de acabar ou senão…

Fecho os olhos por uns momentos enquanto me masturbo um pouco com mais força gemendo, conscientemente que isso está a prolongar o estado de excitação da minha vitima de hoje.

Ele não se aguenta e levanta-se, mesmo com os braços atados, tal não é o estado de excitação.

-Por favor deixa-me fod3r-te! Deixa-me!

Páro abruptamente de masturbar-me. Derrubo-o no chão de maneira que ele fique deitado de barriga para cima. Piso-lhe a cara com o meu sapato de salto alto e repreendo-o.

-Para baixo, rapaz! Aqui quem fod3 sou eu! E não larga mais um pio! Irritas-me!

Concorda com um abanar de cabeça. Dispo o vestido rapidamente e sento-me na sua cara puxando-lhe o cabelo com uma mão.

-Lambe-me já!

Com muita sofreguidão suga cada pinga de mim. Sua língua no meu clitóris provoca-me espasmos de prazer enquanto faço força nas minhas pernas para lhe apertar a cabeça.

-Isso! Belo menino! Vais-me fazer vir assim.

Excita-me tanto sua língua dentro de  mim como a sua entrega à minha luxuria. Não consigo evitar de com a mão livre agarrar meu peito e palmilhar cada centímetro de mim. 

Prestes a atingir o orgasmo, movimento minhas ancas para cima e para baixo para ele se esmerar num cunnilingus, somente para me dar prazer.

-AAAhhhhh!

E venho-me com sua língua enfiada em mim dando-lhe a provar o meu doce néctar. Puxo-lhe os cabelos com mais força ainda e deixo-me extravasar num doce orgasmo.

Levanto-me ainda a pingar um misto da sua saliva com o meu sugo. Ele ainda olha para mim com um ar esperançoso de que ainda possa possuir-me e assim puder explodir num orgasmo também. Liberto-lhe os braços enquanto ele se põe de joelhos para me pedir clemência para que lhe trate do membro duro e grande.

-Quem manda aqui? Diz!

-Você senhora! Agora por favor deixa-me fod3r-te que não aguento mais!

-Talvez amanhã.

E visto o vestido e ponho os óculos escuros.

-Por favor, não te vás! Não! Peço perdão por tudo!

-Claro que pedes! Até amanhã! E não rastejes atrás de mim pelo banco fora quando eu sair.

 

 

©Lilith 69Letras 2017

 

 

 

Deixar uma resposta