Ordeno que domines

M/18 texto erótico 

 

Hoje quero algo diferente. Sentir na pele o peso de um toque mais duro. Entregar meu corpo à satisfação alheia para variar. Sem me preocupar. Sem pensar. 

Sómente sentir. Espicaçar sentidos! 

Lembrei-me da vítima do dia anterior. O ódio e a revolta bem presente nos seus sentidos irá fazer jeito. 

-Boa tarde. 

-Boa tarde! O que faz a senhora à porta da minha humilde casa? 

-Prepara-te. Daqui a uma hora quero-te na minha casa. 

-Hummmm. Vais me torturar outra vez, é? 

-Não. 

-Ótimo! Vamos fod3r como as pessoas normais e vais-me deixar vir desta vez? 

-Se souberes, vens-te sim, depois de me dominares. Duvido que estejas à altura. 

-Quê? À bruta?! 

-Isso já seria esperar demasiado de alguém tão fraco como tu. Enfim, vamos ver. 

-Vou-te pôr a pedir clemência! 

-Assim o espero. 

Viro costas, já aticei o suficiente a besta. Agora é esperar que vire monstro. 

Pontualmente toca à minha porta. Apresento-me de cabelo apanhado, olhar cabisbaixo, vestido vermelho e descalça. Submissa perfeita. 

-Abres a porta sem o meu copo de whisky na mão?! 

Hummm. 

-Perdão senhor. Com ou sem gelo? 

-A avaliar pelo seu rabo, com. Preciso de acalmar-me para não a fod3r já. 

Ele senta-se no sofá a beber o whisky enquanto me observa. Quase que sinto a força com que me deseja em cada golo de whisky. 

-Quero que te ponhas de joelhos a despir-me as calças. 

Obedeço sem pensar mas não deixo de me sentir excitada quando me deparo com o sexo dele despido por baixo das calças. Já está duro e ansioso pela minha boca. 

-Não te esqueças que sou eu quem mando. 

-Sim senhor. 

Debruça-se até minha boca e beija-me. E todo o meu corpo entra em alerta. Fod@-se, baunilha?! Porém, obedeço.

-Agora chupa-o. 

Mas que imprevisível. Adoro. Autorizo-me a pegar-lhe e abocanhar com toda a devoção duma submissa. Engulo-o cada vez mais fundo até me engasgar. Saboreio cada centímetro para lhe dar prazer. Ele acaba de beber o seu whisky entre gemidos. 

-Isso! Que boca gulosa! 

Com uma mão segura-me no rabo de cavalo e com a outra esfrega um cubo de gelo nas minhas costas. Mais uma vez, inesperado. Bom. Criei um monstro. Fantástico. 

-Vou-me vir! Ahhhhhh! 

E satisfaz-se para a minha cara, peito e barriga. E eu? Encharcada de tesão. Mordo os lábios de tanta excitação mas espero que seja o meu senhor, monstro do meu prazer que me explore. 

-Estás suja minha senhora. Despe-te mas devagar. Dança para mim. 

-Sim senhor. 

Lentamente vou me despindo enquanto me limpo à roupa. Vejo o olhar dele mais suave. 

Nua e à sua mercê. Ele levanta-se para mais uma vez me beijar. Abraça-me com força. Nossos corpos nus se roçam num bailar de loucura. Seus dedos finalmente se fincam na minha carne. Ele deseja-me tanto que me marca com pequenas nódoas negras os braços e nádegas. Como uma boa submissa saboreio cada toque, cada palmada e cada puxar de cabelos.

Vira-me de costas, põe-me de quatro e sem aviso prévio penetra-me com força.

Sexo duro e selvagem. Era isto o que meu espírito tanto pedia e o meu corpo tanto implorava.

Limitava-me a sentir toda a sua força. Sentia-o dentro de mim como se lá pertencesse. Não conseguia evitar os gritos de prazer saírem da minha boca.

Entre espasmos de prazer venho-me. E ele continua a fod3r-me com toda a violência do seu corpo. Sinto meu corpo a sucumbir. Meu sexo a latejar de tanta tensão. Quase a pedir para que pare até que o oiço a explodir num orgasmo de som alto. Loucura total. Extasiados. 

-Ahhhhhh! Dás cabo de mim miúda. 

Agora somente sinto o peso do seu corpo cansado e a satisfação plena do meu. 

E ele aninha-se a mim. Como se isso fosse acontecer! 

-Levanta-te e sai! 

-Saio?! 

-Sim. Já tiveste a tua oportunidade. Já não és necessário. Sai. 

-Ao menos podes dizer se estive à altura? 

Não. Não lhe direi a verdade, claro. Eu sou a senhora Lilith. 

-Tu és fantástico. Como meu escravo sexual. Agora sai!

 

© Lilith 69letras 2017 

 

 

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