Não ensino

Não ensino nada a ninguém, não sou professor para dar aulas a ninguém, posso apenas contar o que vivi, o que senti a dada altura da minha vida, mas nem isso explica os erros na minha vida, nem serve de ensino para ninguém, todos temos de cometer os nossos próprios erros, todos nós temos diferentes virtudes, todos temos diferentes defeitos, todos podemos amar, mas dizer o celebre faz o que eu te digo, nem sempre é o melhor…

Na minha adolescência tentei copiar outros, ser popular na escola, fazer porcaria, despejar extintores no corredor porque era fixe, andar com os grandes a fazer asneiras, a copiar o que eles eram porque as miúdas queriam andar com os mauzões, hoje olho para trás e vislumbro aquela faceta do “Porco, feio e mau” da minha adolescência e nunca fui aquilo que um dia quis imitar só porque ficava bem, isso tirou-me da escola e fez ir comer o pão que o diabo amassou, quis na altura fazer vida adulta ainda sendo menor…

Errei, sim, quem não erra, vou dizer ao miúdos de hoje para não serem cópias de outros, bom, seria um pouco voltar atrás e não oferecer uma mala igual ao do outro colega, não porque a mala é bonita, mas porque outro colega a tem, e as modas, os ténis da marca que o outro tem, mas não o que realmente gostamos, tentamos imitar algo, e alguns levam uma vida a tentar ser iguais a uma pessoa que é única…

Gosto de pensar que aprendi com os meus erros, visto o que gosto e me faz sentir bem, não com a minha imagem pois todos dizem que me visto mal, mas com o meu estado de espirito, gosto de roupas largas, não por querer esconder algo ou me querer tornar maior, apenas porque me sinto confortável assim, e da mesma maneira que estas palavras fluem na minha alma…

O ultimo livro que li, talvez tenha sido quem sabe há uns dez anos, não me considero uma alma genial no que diz respeito para com a leitura, mas quanto mais informação absorvo, e eu tenho um problema com isso, eu devoro informação como quem come um queque, e isso cansa-me, deixei de ler as palavras de outros, leio noticias claro, leio coisas leves, agora um livro, de certa forma cansa-me, porque se muito ler depois quando escrever irei pensar, se já alguém pensou o mesmo que eu, se já o escreveram como eu escrevo, é imitar um estilo e eu apenas desejo manter o meu…

Já tive um estilo muito certo, o que me trouxe ao 69 Letras, pelo meio aprendi junto de outras pessoas a ter alguma liberdade, e pelo meio acho que me esqueci do que escrevia e como escrevia, e passei a escrever outras coisas estranhas, como este texto, se há dois anos atrás alguém me dissesse que eu iria escrever algo assim, eu diria que a pessoa era louca, portanto sou um louco, que apenas quer ser ele mesmo, mesmo quando ele vai ao jardim, rouba o cravo mais bonito, compra o chocolate mais doce, para oferecer há mulher mais bonita aos olhos dele…

Não sou exemplo para ninguém, não quero ensinar ninguém, todos temos de cometer os nossos próprios erros, só assim aprendemos a dar mais valor a nós próprios, e a sermos mais fortes…

 

Carpe Diem

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

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