Baby Kat, Big Kat

Oiiiii malta gira cá estou eu de novo, mais uma quarta feira que vocês levam comigo.
Epahhh levam comigo salvo seja, que não estou de strap-on posto, ninguém leva com nadica de nada, mas talvez gostassem, vá admitam !
Pois bem pessoal eu acho que no começo vos tinha falado que além de explicar alguns termos técnicos e práticas e blá blá wiskas saquetas também iria escrever sobre situações reais e relatos de amigos etc e tal.
Hoje vou contar uma pequena história que se passou comigo.
A verdade é que nem sempre fui Domme, era bom mas ninguém nasce ensinado e eu devo muito a uma pessoa da minha vida que foi quem me mostrou como o BDSM e eu tínhamos de estar ligados e fazia parte da minha vida mesmo sem eu naquela altura saber.
Bem cá vai, não é coisa que costume dizer a torto e a direito, só contei a meia dúzia de gatos pingados mas estou num ponto da minha vida que sinceramente a opinião de terceiros é-me um pouquito indiferente.
Sei quem sou, o que sou e o que valho.
Aqui a Kat começou nestas andanças como gatinha/Kitten ou melhor “Miauzinha”que era o meu nome, pronto já disse.
Esta alcunha de Miau, Gata ou Gatinha já existe na minha vida desde a adolescência e vou ser velhinha e algum babão no lar vai me chamar de velha gatona.
Pffff não era submissa pois nunca me iria submeter no sentido que a palavra tem, e como já expliquei a capacidade de ser submisso nasce com uma pessoa, não dá para se tornar ou tentar ser.
E eu realmente não dava para submissa, mas pronto, na altura não havia tantos termos e acesso a informação.
Pois bem a baby Kat apaixonou-se na altura por uma pessoa que era Switcher, como sabem nutro um grande respeito por SW´s pois para mim, como costumo dizer, são os mais completos dos praticantes e com uma certa lógica.
Era bem mais velho que eu, como quase todos os homens da minha vida são sempre mais velhos que eu …Tipo 10 anos para cima eheh…..
Na altura a coisa começou de forma muito orgânica e natural pois além de eu ter uma postura dominante e activa no sexo também gostava da parte passiva e até meter um pouco de masoquismo à mistura.
E foi assim que aos poucos ele foi feito malandro introduzindo plays no contexto de relacionamento baunilha e sexo baunilha tornando a coisa, como alguns dizem, baunilha apimentado vá.
Depois devido a práticas mais complexas lá tive coragem de perguntar como sabia fazer aquelas coisas e ele revelou-se, se já gostava dele na altura fiquei a gostar mais ainda.
Então lá fui aprendendo as coisas aos poucos com muita paciência da parte dele e devoção pois eu era “UMA PESTE DOS INFERNOS”.
O que agora chamam de Brat´s, blahhh não tenho paciência para Brat´s.

 Já agora posso explicar os Dominantes  que gostam de Brat´s são chamados de Tamer, eheh Domadores, é que não podia ser mais adequado.

Um animal selvagem a ser domado, bem, pode-se vergar mas vira as costas e se puder ataca, eu era um pouco assim, só baixava a cabeça quando queria brincar senão tava tudo estragado que não havia cá “Miauzinha” para ninguém lol.
E assim de mansinho e com muito castigo à mistura, sim porque eu não era submissa mas a parte física e disciplinar sempre me agradou então fui castigada muita vez porque vá, tenho de assumir, só fazia merd@ para ele me fazer maldades.
Mas lá está nunca me quis entregar ou só permitia até certo ponto, quando via que a coisa já não dava para mim torcia o nariz e batia o pé.
Coisa de Rainha como é óbvio, como vos expliquei ele era Switcher então também me permitiu aprender e treinar nele.
Ainda me lembro da primeira vez que o pude marcar, mas marcar como deve ser e fui feita parva exibir a minha bela arte feita nas costas dele a uma amiga minha.
Ele todo envergonhado e eu orgulhosa de ver aquelas costas num péssimo estado e ela achou o máximo.
Acho que no caso dele ainda era mais humilhante porque eu era uma catraia e ele já um homem feito com idade para ter juízo, mas no que tocava à minha pessoa perdia o juízo todo.

Era tão bom quando eu ia trabalhar e ele dispendia de umas 4 a 5 horas para ficar num canto a ver-me trabalhar, apenas isso.

Quieto, num espaço comercial, feito estátua a ver-me, porque para ele simplesmente olhar para mim era algo que o preenchia e era mais que suficiente.
Tenho que lhe agradecer pelas palmadas que me deu e ensinou a dar, posso-vos dizer que recentemente fui assistir a um play em que uma pessoa levava com um flogger, mas quem estava a dar não tinha experiência ou conhecimento de como o fazer.
Era tipo test drive vá, a rapariga estava lá consciente que isso lhe poderia acontecer e a qualquer momento poderia interromper, bastava uma palavra.
Mas não posso deixar de dizer que fiquei um pouco revoltada e até me ausentei da sala para fumar, beber e fechar os olhos.
Pensei: “Calma ela está bem, ela pára quando quer”.
Não gosto deste tipo de situações por uma razão: imaginei-me na pele dela, aquela pessoa não lhe era nada, não tinha amor, não tinha sentimento de pertença, nada, nem uma amizade vá, para poder estar à vontade, a mim já bastava isso.
E sei o que custa levar com um flogger e que mal ou bem convém ir mudando de local, ir alternando, variando a força a distancia etc e tal.
Cada vez que ele não mudava, algo em mim me deixava desconfortável.

Talvez porque sabia que a pessoa em questão não é muito masoquista então apanhar por apanhar é tipo o oposto do que ela gosta, precisa de outro tipo de estimulos.
Sei que o facto de me ter iniciado assim me torna um pouco mais compreensível ás necessidades de quem me pertence e de outros.

Assumo que não sou uma Domme muito sádica e isso não tem mal nenhum.
Gosto de ser adorada e venerada pelo que sou.
Entendo que muitos SW não digam o que são não pela vergonha ou assim, mas pelo facto de neste meio, quando se sabe que existe essa possibilidade, muita gente abusa da confiança e acham que podem tratar de forma diferente e da forma que querem só porque têm essa informação.
Mas as coisas não são assim tão lineares, Sou Domme, já fui Switcher neste momento masoquismo apenas em contexto sexo, nada de Dominação/Submissão.
Por isso de forma alguma devo ser tratada de outra forma que não como se trata uma Domme.
Um dia conto algumas peripécias da “miauzinha”, espero que tenham gostado da conversa que mais pareceu uma sessão com um psicólogo ehehhe.
Gosto de sessões mas de outro estilo.

Fiquem bem 69´nrs e não se esqueçam, sejam vocês tarados ou não, kinksters ou totalmente baunilhas o que interessa é que se sintam bem com o que são e não reprimam vontades e desejos.
A vida são dois dias e quando dás por ti podias ser mais do que és hoje.
Por isso divirtam-se, uma beijoca gorda cheia de cuspo.
©Misses Kat #69letras

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