Nas nuvens

TEXTO EROTICO | M18

 

Lisboa 07:30h,

Ela odeia chegar atrasada seja onde for, quanto mais para apanhar um avião.

– Mas onde foram parar os meus patins? – Ah! Escondidos atrás do tapete de ginástica. Sempre desarrumada. Sempre uma cabeça no ar, ai Lola… Lolita…

Saiu a correr, estava atrasadíssima, tão atrasada que quase que se espalhou ao fazer sinal ao táxi que passava naquele exato momento à sua porta.

”Segura-te mulher, não caias!” – Vociferou em surdina.

– Para o aeroporto, o mais rápido que puder, se faz favor. Senão perco o avião.

O motorista sorriu do seu jeito desajeitado, mas acedeu ao seu pedido, de tal forma, que passados 10 minutos estavam já no aeroporto. “Acho que voamos” pensou ela.

Com um pé dentro do aeroporto e com as malas de arrasto atrás de si, lá fez o check-in tardio ao balcão.

Estava de tal forma esbaforida e cansada de tamanha correria, que a menina que a atendia acabou por perguntar-lhe se estava bem, para logo de seguida lhe dizer:

“Então você não sabe que pode fazer o check in online? Olhe que é bem mais pratico”.

Ela corou, apenas acenou com a cabeça e sorriu. Estava de tal forma agitada que quase que lhe arrancou o bilhete da mão sem perceber qual era a porta embarque.

A correr feito doida sem saber bem para onde, entrou na primeira que lhe apareceu, a porta 69 para Toronto-Canadá.

Mal as portas se abriram, esbarrou-se com algo parecido a um muro. Esbardalhou-se. Quando se recompôs, reparou que tinha embatido num homem possante, fardado e com uns grandes olhos azuis… “Pronto! Estás desgraçada. Fardas e olhos azuis, dois componentes aos quais não consegues resistir. Aguenta firme, Lolita, firme como uma mulher crescida” pensava ela ainda meio anestesiada, mas deixando esboçar um pequeno e ténue sorriso.

Ele sorriu. O seu sorriso revelava alguma malícia ao vê-la assim atrapalhada. Ela inevitavelmente corou. Raios, não costumava corar, mas corou e muito. Ele estava a gostar do seu embaraço.

– Ola, chamo-me Pedro Sassetti, comandante Sassetti para ti (sorrindo de brincadeira) então, e tu quem és, és a nova hospedeira? – Perguntou ele com uma voz quente e extremamente bem colocada, que lhe fez rosar ainda mais a cara.

– Não… eu sou a Lola, e estou de viagem para casa dos meus tios no Canada, … um pouco perdida dira…. – respondeu ela de tom baixo e até um pouco envergonhado.

– Então enganou-se na porta, tem de dar a volta, não pode entrar por aqui, lamento.

– Oh…Sério!! – Não dá mesmo para ir consigo até ao avião? … por favor….é que já não aguento mais tanta correria…. Por favor!! Hoje já quase que bati no taxista, depois na menina do check in, para não dizer que acabo de me esbardalhar mesmo a sua frente, e o senhor sorriu, que eu bem vi, olhe que isso é feio, muito feio. – disse-lhe ela de dedo em riste como que tentando dominar o seu embaraço.

Ele sorriu, olhou-a de alto a baixo como que a observar. Ela fez questão de deixar o seu corpo se pronunciar para seu deleite, (ela é tramada, raios) e ele acabou de aceder ao seu pedido, depois disto não lhe poderia dizer que não.

– Olhe, não sei o que tenho na cabeça, nunca fiz tal coisa antes, mas venha daí, se alguém lhe perguntar é a nossa nova hospedeira e por isso mesmo ainda não tem a sua identificação.

Chegados ao avião, e depois de todos se sentarem, ela foi instalada num lugar livre em executiva, mesmo atrás do coque pit.

“Raios, tenho que voar sempre assim, que maravilha de lugar.” – Pensava ela enquanto se recostava.

Alguns minutos passados e estavam no ar, recostou-se, deitou-se no banco, e acabou por adormecer.

Ela estava cansadissima, as horas seguintes foram de ócio, se serviram alguma refeição, ea não deu conta, dormia que nem um anjo.

Passadas algumas 3 horas, talvez, não tenho bem preciso esse espaço temporal, ela é acordada com um chamar meigo mas firme: “Menina, menina, acorde p.f, o comandante Sassetti mandou chama-la, por favor acompanhe-me”

Meio macambuzia lá abriu os olhos ao chamamento da hospedeira, ao qual ela repetiu, “o comandante Sassetti pergunta se gostaria de se juntar a ele no cockpit”, sem pensar muito no assunto disse que sim.

-Venha, sente-se aqui ao pé de mim, mas p.f não toque em nada. – Disse lhe o comandante perante a sua presença ainda bastante ensonada.

-Então está a ser boa a viagem? – Insistiu na esperança de uma resposta que ela tardava em lhe dar.

-Está a ser opima, muito obrigado pela sua simpatia – respondeu-lhe.

Viajar no cockpit é uma delícia, os instrumentos do avião parecem infindáveis, mas a vista desimpedida é uma maravilha só ao alcance de alguns. Ela estava maravilhada, mas não era a única,  há muito que o comandante a olhava de alto a baixo, como que a desafia-la, a aprecia-la, como que a deliciar-se naquele corpo de mulher madura.

Ela sabia-o, também ela há muito tinha reparado nele, deixou que a sua saia subisse um pouco, embora de forma discreta. Ele corou um pouquinho, mas não desviou o olhar. Ela, sem o olhar diretamente, conseguia imagina-lo a morder o lábio de tesão.

Ela estava tremula, o seu corpo parecia dormente, na sua mente vagueavam já imagens que a faziam suar.

À medida que a viagem avançava, mais avançava o comandante com insinuações nada discretas, às quais ela tentava resistir como podia. Estavam próximos, muito próximos. O comandante tinha finalmente perdido a timidez e a sua mão acariciava agora as pernas da sua convidada fazendo-a tremer de tesão só de imaginar o que se poderia seguir.

Sem reservas, e após alguns minutos, já aquela mão grande estava alojada na sua vulva quente e húmida, e os seus dedos atrevidos a tocarem-lhe freneticamente. Ela estava em transe. “Como é que isto poderia ter acontecido?” – Pensava

Ela estava doida de tesão. O comandante não estava mais calmo, ela conseguia ver já o seu membro bem pronunciado nas suas calças. Tocou-lhe, estava duro, estremeceram os dois. Deixou-se ficar, apertou-o, acariciou-o, até que inevitavelmente o sacou para fora das calças para de uma vez, e sem qualquer aviso ou pedido de permissão, o abocanhar por inteiro, fazendo o comandante soltar um gemido bem alto.

Nesta atura, há muito que o piloto automático estava ligado, o comandante tomava agora conta da sua vulva com a sua língua sedenta, isto depois de lhe ter subido de uma vez a saia e de lhe ter rasgado a cuequinha sem lhe pedir.

Ela estava em transe. Ele doido de tesão, de tal forma que o seu membro rasgava agora a sua vulva de forma frenética enquanto ela enlouquecia em espasmos dada a quantidade de orgasmos que aquele espadaúdo lhe acabava de proporcionar.

Ela queria mais. Ele também. Ela sentava-se agora em cima dele, agora era ela que o dominava, que loucura, ela sentada em cima de um pauzão daqueles em pleno voo, raio de sorte, pensava ela enquanto cavalgava aquele membro duro que a deixava doida ao seu passar.

Ele estava ainda mais doido do que ela, voltou-a, e de uma vez, fez deslizar o seu membro naquele rabinho empinado escondendo-o por completo. Ela gritou, de certeza que alguém na executiva ouviu, ela não se importou, estava possuída, queria mais, ele também, não parou, a cadência estava agora bem forte, ambos sabiam que não aguentariam muito mais.

“Vem-te” …. “vem-te caral****……” “dá-me o que é meu”…. Gritava ela sem reservas nem pudores no meio dos seus gemidos tresloucados que ecoavam agora por todo o avião.

Ele não se fez rogado, puxou-a pelos cabelos, colocou a sua boca em posição e com o membro bem apertado na sua mão, deixou que jorrasse todo o seu leitinho para a sua cara e para sua boca, com ela incrédula de tanto tesão.

Quando aterraram em Toronto, há muito que ela havia recuperado o sono no seu lugar. Quando acordou, deu por ela a pensar, “será que aconteceu mesmo?” “Não terá sido isto mais um sonho?”

Mas a sua vulva encharcada e o seu ânus dorido, não lhe deixava lugar para duvidas, ela tinha realizado mais uma das suas muitas fantasias.

E estava feliz.

 

Lola Dolores & pSassetti #69Letras 16.05.2017

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