Vicky, a pequena tentação

Texto Erótico | M18 |

Distraído como sempre pelo amontoado de ideias e rabiscos desconexos, que guardo como tesouros no meu inseparável caderno de capa dura, lá estava eu, à hora marcada, sentado na mesa já costumeira, da velha Confeitaria Nacional, ali para os lados da Praça da Figueira.

Era final de tarde, por ali ainda se juntavam em magote, turistas de todas as paragens, enamorados pela luz de Lisboa, que chegava agora ténue, como que trespassando a rua com uma espada afiada, desde a Praça até ao Tejo.

Como sempre, a pequenina estava atrasada. Eu, pouco incomodado com isso, lá continuava a rabiscar no caderno, sem pressa.

Alguns minutos passados e por fim lá chegava ela, eléctrica, ofegante, com o ar de quem quer dizer “é pah! nem me digas nada”, e portanto, não disse.

Na verdade, aquele sorriso largo que lhe preenchia por completo o rosto era agora o foco da minha atenção, isso, e aqueles olhos bugalhudos que captam inevitavelmente a atenção de todos que têm a sorte de com eles se cruzarem.

Esta mulher, tem o dom de me abraçar enquanto me olha, de me lamber a cada olhar mais profundo. É insano, bem sei, mas é mesmo assim, e ela sabe-o, e gosta que assim seja.

A nossa conversa de circunstância, de amigo, vá, rapidamente galopou para os meandros da 69, e depois para o sexo, e depois para parvalheira costumeira, onde acabamos inevitavelmente a rir-nos e a lambermo-nos afincadamente com o olhar, enquanto bebemos pela noite dentro.

Naquele dia não foi diferente.

Naquele dia ela estava particularmente apetecível, a pequenina atrevida, fez questão de deixar os seus seios bem pronunciados, o seu vestido justo, preto, esculpia-lhe o corpo, o seu charme fazia o resto. Ela deixa-me inquieto, penso que faz de propósito.

Eu visivelmente excitado, não escondia mais o olhar e apreciava agora sem reservas aqueles seios maravilhosos, bem pronunciados, enquanto que conversávamos e riamos jantar adentro, onde o vinho ajudava ainda mais à festa, juntando-se a nós para os festejos e para as risadas sem sentido, por entre alguns toques e uns beijos no rosto, próprios de quem o vinho começava a tomar conta.

A noite prometia, fomos dançar, não que seja um dançarino experiente, nem tão pouco empenhado, mas o seu pedido não poderia ser negado, ela queria dançar, já eu, só pensava em despir-lhe sem mais demoras aquele vestido preto e mergulhar sem reservas no seu corpo.

Estava uma noite magnifica, entre copos e danças desengonçadas, ela esfregava agora o seu corpo em mim, eu respondia com apertos de anca, simulando uma penetração que desejava cada vez mais.

Estava doido, naquela altura já o meu membro havia resolvido viver livre e por sua iniciativa, pronunciando-se em demasia dentro das minhas calças justas e que ela há muito já havia reparado.

Na verdade ela fazia de propósito, era como se estivesse a olhar com atenção a ver-me crescer, enquanto se contorcia em mim, esfregando o seu corpo no meu.

Eu aguentava-me como podia, ela também, podia ver-se já os seus mamilos bem eriçados e pronunciados por debaixo de seu vestido preto, e ela fazia questão que eu reparasse.

Ela dominava a minha vontade, sabia-o, eu consentia, na verdade gosto deste jogo que ela desenhou para nós. Embora soubesse que não aguentaria muito mais tempo até ter a necessidade suprema de lhe tocar.

Ela roçava agora o seu rabinho em mim, o meu membro fez questão de lhe dizer presente à sua passagem, ela sentiu-o, estremeceu um pouco, olhou-me de soslaio, sorriu. Eu retribui o sorriso enquanto que mordia o lábio de desejo. Puxei-a para mim, como que numa estocada por trás, encostando o seu quadril no meu membro com firmeza.

Com as mãos avidas de desejo, percorri o seu corpo desde o pescoço até as suas ancas e subi sem avisar até as suas mamas, esmagando-as com as minhas mãos grandes.

Ela soltou um suspiro, olhou-me agora com aquele olhar de tesão, como que a dizer-me “quero”. Tocou-me, apertou o meu membro por cima das calças, enquanto que trocamos o primeiro beijo da noite, deixando a nossas línguas lamberem-se dentro das nossas bocas avidas de luxuria.

Eu estava hospedado ali perto, o caminho entre o bar e o meu quarto de hotel, foi feito de promessas, de provocações, de insinuações, de risos, de beijos e amassos.

A subida no elevador, fez antever o que nos esperava, tal era o espírito devorador de ambos. Quando entramos no quarto, há muito que ela tinha perdido a tanguinha que lhe tapava delicadamente aquela vulva em chama.

Subi-lhe o vestido, olhei-a, ela tremia de tesão, eu estava doido. Deitei-a na cama e deixei que a minha língua tomasse conta de cada pedacinho de si, percorri cada centímetro do seu corpo, saboreei cada tremor, cada movimento, até que mergulhei sem reservas a minha língua na sua vulva que a há muito me esperava.

Demorei-me, penetrei afincadamente a minha língua nela, lambi os seus lábios, mordi os seu clitóris, saboreei cada gota do seu orgasmo, quando ela resolveu encher -me a boca com toda a sua satisfação.

Deixei-me estar mais um pouco, conseguia sentir a sua vulva a latejar da minha língua, quase tanto quanto o meu membro que gemia de tesão implorando pela sua boca, que não demorou a tomar conta dele, engolindo-o de uma só vez, fazendo-me gemer de prazer.

Ela estava empenhada em levar-me a loucura, a sua boca avida e gulosa, sugava agora com afinco tudo o que eu tinha para lhe dar, enquanto que as suas mãos inquietas, me esmagavam as bolas, quase que as fazendo explodir.

Ela tocava-se, passava a mão na sua vulva encharcada enquanto a sua boca tomava conta de mim, olhava-me fixamente, eu estava em transe, ela queria mais, muito mais.

Levantou-se, pulou para o meu colo, beijamo-nos, o meu membro roçava agora na sua vulva que não demorou a engoli-lo, estávamos em pé, encostei-a contra a parede, com força, e deixei que o meu tesão tomasse conta de mim, ela gemia, gemia muito ao receber as minhas estocadas fortes, cadenciadas, profundas, a sua vulva estava quente, febril, ela doida, agarrava-me o pescoço sem desviar o olhar, eu retribuía com mais vontade.

As horas seguintes foram de extravagancia, de descoberta, de loucura extrema, acho que lemos o kamassutra inteiro com os nossos corpos, devoramo-nos, amamo-nos naquela noite, naquele quarto de hotel, em pé, na cama, pelo chão, debruçados na janela, o mundo foi nosso por uma noite.

Quando já exaustos, deixamo-nos cair desamparados na cama, ainda com os nossos fluidos espalhados pelos nossos corpos despidos, misturados com o suor com sabor a pecado.

Olhamo-nos. Rimos.

Disse-lhe “Dorme bem Vicky”….

…respondeu exausta “Chega-te para lá… Grande”

 

#PSassetti #69Letras 05.04.2017

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