Um duche de sensações

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

A noite já vai longa e a saudade aperta, ainda há pouco sai de perto de ti, e já sinto saudades tuas, hoje antes de vir para mais uma noitada, fiquei com o teu cheiro na minha pele, o teu sabor na minha boca, o teu desejo na minha alma, e agora que olho para trás e fico com fome de ti novamente, apetece-me fechar os olhos e rebobinar atrás….

Preparei o jantar leve, nada de especial, o dia ontem esteve quente, ventoso mas muito quente, e quando chegaste a casa, nem trazias grande apetite, pelo que pediste para ligar o esquentador, para tomares um duche rápido pois, estavas cheia de calor, liguei o esquentador, e fui para a varanda, acendi o meu cigarro e esfumacei lentamente olhando para o horizonte, esperando que tomasses o teu duche para saborear o jantar, mas não foi bem isso que aconteceu, chamaste por mim, e o cigarro foi amassado no cinzeiro, pensei que precisasses de alguma coisa, e fui para a casa de banho, atrás da cortina ouvia apenas a agua a correr, água sem estar muito quente, tépida, agradável ao toque, e a cortina abriu-se com um convite para entrar. Já tinha tomado banho, horas antes, mas não se rejeita estes convites, e roupas atiradas para o chão, saltei para debaixo do chuveiro, onde fui recebido com um beijo, um beijo que queimava a pele, de tão saboroso e insinuante que era, ali mesmo, meio abraçados debaixo daquela agua tépida, nem precisamos de muita lenha na fogueira para os nossos corpos entrarem numa erupção de desejos.

De beijo em beijo, de caricia em caricia, de toque em toque, de vontade em vontade, o sabor dos teus lábios nos meus, a tua língua na minha, tudo aquilo me fez ferver, rapidamente outros valores se ergueram com a rapidez de um relâmpago, com a vontade de um furacão, percorri o teu corpo já húmido da agua que escorria corpo abaixo, perdi-me em ti, por ti, por mim, por nós, prazeres mundanos, os nossos prazeres, quando percorri o teu corpo suavemente com a minha língua atrevida, quando sorvi os teus mamilos já de si duros nos meus lábios, onde os massajei lentamente até ficarem mais salientes e terminei ajoelhado na tua frente sorvendo o teu sexo quente, um vulcão em fúria, desejoso de explodir, e não me contive, devorei tudo o que tinha pela frente sem piedade, estares ali, encostada na parede, com a perna no meu ombro segurando a minha cabeça contra ti, contra o teu sexo, a agua que deslizava do teu corpo para o meu, provocava sensações ainda mais eloquentes e vibrantes, só melhorou mesmo quando os teus gemidos e os pedidos para não parar mais, mexeram comigo, agitaram-me de uma forma violenta, que me levantei e te possui, encaixei o meu corpo no teu e sentiste todo o desejo que tinhas provocado, e não, não parei, consumi o teu corpo ali mesmo, debaixo daquela agua abundante que teimava em não parar de nos salpicar os corpos despidos, quentes e enérgicos, vibrantes, acompanhados de gemidos de prazer, da fome que tínhamos um do outro, e a fome deve ser saciada, até ao fim, e isso só aconteceu quando o orgasmo nos atingiu com uma violência tal que ficamos abraçados contra a parede, quase que caindo, com a violência do orgasmo que nos tirou a força das pernas….

Tivemos de respirar fundo meia dúzia de vezes, olhando com um sorriso sacana um para o outro….

E sim, estou com fome, de comida, não jantamos, comida, saboreamos outras coisas bem melhores que comida, devoramos um ao outro, no banho, depois do banho, e agora, tenho fome, de comida, de ti, deixas-me doido….

Quero-te…. Nem imaginas o quanto…. Esperas por mim para o pequeno almoço?

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

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