Sinaléticas da vida.

Sempre pensei em como as sinaléticas da vida afectariam todo o meu conhecimento do  mundo, o meu possível conhecimento de ti….

” Não há longe nem distância”, já escrevia Richard Bach…

Mas existe o longe!

Mas existe a distância!

Podemos estar tão perto como o agarrar de um telefone ou o clicar numa tecla da tecnologia, mas não estamos perto o suficiente para sentirmos os beijos que queremos dar, as mãos que se querem tocar, o olhar de reconhecimento um no outro.

Como vim parar  a esta placa de ” tesão tecnológico” ?

Não sei…

Antigamente as sinaléticas eram as cartas e os postais, com aroma a perfume ou pétalas de flores…

Como pode uma simples frase escrita num visor, uma palavra dita numa lonjura de milhares de quilómetros, deixar-me assim…. perdida, sem alternativa ao pensamento, o qual preenches, o corpo em fogo de um sentir de pequenos condutores eléctricos, que me fazem entrar em combustão ….

Serão estas as paixões do futuro?

Os desejos ?

Mas eu quero sentir!!!

Quero que o homem, por quem anseio nos meus sonhos e acordada, seja real…

Que me desperte desta sonolência, auto induzida, que teimo em transformar a vida, apenas porque é mais fácil …

Sim…

É tão mais fácil quando partes do nosso mundo quotidiano, estão latentes, adormecidas, postas de lado como as coisas que já não usamos, mas também não nos apetece dar…

Quero que o homem, que está do outro lado do visor, me mostre que este corpo ainda sabe entregar-se, cheio de vontades e paixão…

 

©The Oyster 2017 #69Letras

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