Prazer na dor

Olá sejam bem vindos novamente ao nosso cantinho de javardice, obscenidades coisas kinkys e afins.

Para quem segue a rubrica já está familiarizado com o sadismo/masoquismo e o que isso significa.
Como sabem, eu falo (escrevo) tudo assim de fugida sem grandes mimimis *

Uma coisa que todos os praticantes de BDSM têm em comum será a sua relação de prazer/dor, seja infligir ou receber.
Nunca fiz nenhuma pesquisa super cientifica e não tenho gráficos catitas para vos mostrar, mas já falei com muita gente e dei lhes a conhecer quem sou para também os poder conhecer.
Para além dos nicks, para além dos estatutos ou categorias.
De todas as pessoas com quem falei existe um denominador em comum (por momentos ia escrever dominador lolol)
E qual é, perguntam vocês?! Bem a nossa relação com a dor/prazer é notório desde criança assim como alguns fetiches e parafilias.

Talvez faça confusão quando pensamos que é algo que remota ainda na fase da inocência, como a infância.
Muitas vezes digo que uma pessoa não se torna ou aprende a ser Bottom ou Top , nasce connosco.
Vem daí, pois tenho quase a certeza que sim e influência muito a nossa maneira de ser. Alguns reprimem as vontades e até se culpabilizam por terem gostos que parecem desajustados ou depravados até.

Muitos de vocês podem ter filhos, são mães ou pais ou podem ainda vir a ter.
Pensar que um dos vossos filhos possa vir a ter um fetiche é coisa que não nos passa pela cabeça provavelmente.

Na minha sim e, penso que até gostava de ter isso em comum com os meus filhos.
Como seria esconder uma vida inteira a nossa verdadeira essência?! Não quero pensar nisso sequer.
A sexualidade supostamente devia ser discutida sem tabus, devemos sim esclarecer e elucidar os nossos filhos a tomarem as decisões para se protegerem a eles mesmos e a quem eles escolherem para ser parceiros.

Mas e o bdsm?!Não se resume a sexo, pode até não ter nada a ver com sexo na verdade.
Não é comum discutir preferências sexuais com a família, mas depois dou por mim a pensar…
Se ultimamente se fala de bissexualidade e homossexualidade tão abertamente porque não se fala de BDSM?
Que mal tem em se ter prazer com a dor?!
Entendo quem se esconde, quem omite e mente, quem se proteja.
Mas lamento ao mesmo tempo essa opção que é não poder viver em pleno, eu quero um dia ser totalmente livre, aos poucos soltar as amarras que me foram atribuídas no dia que assumi para mim mesma o que sou.
O que quero.
Não sabia que o tema de hoje ia ser tão pessoal e, se não estão habituados, desde já peço desculpas e aceitem uma palmada no rabinho da minha parte.

Mas se estas nossas conversas servem para elucidar e desmistificar certos assuntos que sirva também para abrir os olhos pois hoje são vocês que me lêem um dia quem sabe possa ser um dos vossos filhos.

Por isso meus amores, sejam vocês obscenos na normalidade ou banais com a vossa vida kinky estarei cá para vos estender uma luva de latéx ou nitrilo branca (alguns entenderam).

Neste cantinho que são as conversas sem mordaças.

Uma grande lambidela no pescoço.

©Misses Kat 2017 #69letras

*Termo brasileiro para conversa fiada ou serve como blá blá blá 🙂 lol nunca fiz um asterisco e a modos que me apeteceu fazer um.

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