Paixão Platonica

Sob o olhar do mar tento escrever o que o meu coração dita.
Mas não consigo, nada sai.
Sinto o teu olhar penetrante ao longe a examinar cada ponto do meu corpo.
Nessa escuridão onde te escondeste, sinto o calor do teu sorriso, acariciar a minha pele.
Imaginar o teu beijo, mordo o meu lábio como uma louca.
Não sei descrever o que sinto, quando me olhas.
Mas a minha vontade é igual àquela que os teus olhos transmitem.
Mas somos meros conhecidos, cruzamos-nos todos os dias, passamos lado a lado,
sentir o teu cheiro, arrepia.
Sempre soube que existia amor platónico, mas nunca pensei passar por uma paixão platónica,
carnal.
Mas estamos interditos, separados por uma barreira da qual nenhum tem coragem de ultrapassar.
Seja que caminho tomemos, o destino encarrega-se de nos cruzar.
De um simples olhar e um sorriso acanhado, sai um “Olá!”
Deste o primeiro passo e aguardas que seja retribuído.
Não consegui disfarçar, mesmo séria, o meu olhar denunciou-me.
Atrevi-me a deixar os meus dedos tocarem nos teus.
Foi electrizante, inundada por um formigueiro de desejo crescente pelo corpo todo,
queria voltar atrás e sentir-te todo em mim.
Mas parecia que me tinhas lido o pensamento.
Agarraste-me pelo braço, escondeste-nos entre as portas de fogo e….
Beijaste-me sofregamente, deixaste-me sentir a tesão como que o teu corpo estava.
©Lola 2017 #69Letras

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