Lilith revela-se dura e cruel

M18/Texto erótico 

Meu nome é Lilith e não se deixem enganar pelo meu ar pacato e tímido. Sou de apetites animalescos. E vivo para uma boa caçada. As minhas presas nem se apercebem, no meio do sexo desenfreado, que só quero saciar a minha fome por sexo. Mas já vos explico como tudo começou. Sim porque não sabia que vivia em mim uma predadora faminta.

Mais uma vez me perco nas doces palavras do meu ídolo. Famoso, atraente, sex symbol para muitos e um Deus grego inatingível apesar do rodeio das milhares de fãs, para outros.

Como eu  o desejo entre as minhas pernas. Consumindo cada pinga do meu desejo. Sonho acordada com uma mão a masturbar-me e a outra abraçando meu peito rígido de tesão.
Quanto mais penso nele, mais meus dedos se enterram dentro de mim. Minhas unhas vão-me arranhando as virilhas, tal não é a sofreguidão em atingir o clímax. O orgasmo acaba sempre por me fazer render o corpo de cansaço mas o clímax, esse nunca chega. A não ser que o tenha, dentro de mim rebentando cada pedaço de inocência em mim.

Fui vê-lo numa das poucas ocasiões em que as fãs se aproximam do seu ídolo.
Vislumbrei-o. Um choque elétrico invade meu corpo sedento do seu sexo. Espero ansiosa por um olhar que o convença que estará disponível só para mim. E eis que surge minha oportunidade. Ele me olha e sorri. Todo o meu ser interior vibra de excitação mas reparo nos gritos histéricos atrás de mim. O seu sorriso tinha de partilhar com um mar de mulheres histéricas. NÃO! Quero-o só para mim! Nem que para isso tenha de entrar à socapa em sua casa e apanhá-lo desprevenido.

E assim fiz. Numa noite como tantas outras, escura e fria, vesti a minha gabardina e a minha lingerie preta e decidi arrombar a porta do seu apartamento.
Consigo entrar e lá está ele desprevenido e vulnerável. A presa perfeita.
Certifico-me que não há mais ninguém em casa, pego em dois copos e uma garrafa de vinho branco e faço dar a conhecer a minha presença.
Assustado e quase em pânico, invade-me com as já esperadas perguntas. Quem sou? O que faço ali?
-Quem eu sou não interessa. Mas para o que vim, faz toda a diferença.
E abro a gabardina. Irrefletidamente seu corpo relaxa. Ofereço-lhe um copo de vinho. Completamente à toa decide acompanhar-me. 
Dá-me imenso prazer reparar na sua excitação. Seu corpo denúncia que lhe agrada o que vê. Ótimo.
Sento-me no seu colo. O cheiro da expectativa excita-me mais ainda.
Fixo-me na sua boca, por enquanto ainda confuso mas recetivo.
Primeiro beijo, longo, húmido e quente. Suas mãos perdem vergonha e colam-se às minhas nádegas. Ahhhhhh doce render de armas! Mas não vou facilitar em nada, não sou eu que vou ser a usada mas sim a que vai se deliciar num tango muito egoísta.

Incendeio-o um pouco mais com a minha boca na sua num bailar de línguas sem pudores. Minhas mãos a puxarem pelos seus cabelos tornam-se em pequenos avisos para o que lhe espera. Quero deixá-lo a arrebentar as calças. Tiro-lhe a gravata mas não para o aliviar. Enquanto o beijo para o abstrair das minhas verdadeiras intenções, prendo-lhe as mãos com a gravata e apresso-me a tirar-lhe o cinto sem lhe dar tempo para reagir.

Ele lá acaba por se aperceber que está sob meu domínio. Sou eu quem tem o poder e o meu prazer aumenta.

Levanto-me ficando de pé de frente à minha vitima. Prendo o cinto à volta da minha perna. Ele observa-me ansioso, de pau duro e inconscientemente disposto a tudo. O desejo já se apoderou do corpo dele. Dispo o soutien e as cuecas muito lentamente dando-lhe tempo e espaço para se babar com o meu corpo. Levanto a mesma perna onde tenho o seu cinto preso e piso-lhe o seu membro desejoso para me foder. Ele reclama. Mas bastou um olhar severo e cruel meu para o silenciar.

Ele começa a suar, seu corpo em alerta e tão cheio de tusa retrai-se num misto de sensações. Não sabe se deve me temer ou querer. Baixa sua cabeça como quem se rende aos meus caprichos. Lindo menino! Que nem um cachorrinho.  

Recompenso-o com a exibição do meu sexo a pingar de tesão. Minha vulva exposta e a suplica dele para me foder. Combinação letal para os meus sentidos.

Dispo-lhe as calças, sento-me novamente no seu colo e enfio o seu membro lentamente em mim. Um AHHH bem gemido sai da sua boca. mas depressa se cala quando meto o seu cinto das calças à volta do seu pescoço e começo a apertar lentamente. Seu olhar é indescritível perante situação. Pânico e tesão!

A cada investida minha seu corpo aproxima-se do orgasmo e também da asfixia. Meu sexo vibra com cada pulsar de medo e prazer. Custa-lhe respirar mas não impede que me possua apesar da sua prisão de movimentos e vontades.

Perante tal cenário, meu prazer aumenta. Minhas investidas tornam-se mais fortes, mais fundas e mais rápidas.

Aproximava-nos do clímax.  Ele numa doce asfixia que o desarmava pela- Eu, num doce vai e vem sem nunca largar de mão o poder sobre ele.

Ele mal consegue gesticular quando se vem dentro de mim num orgasmo único e sem igual na sua vida. Eu expludo um grito de prazer sem pudores num orgasmo paradisíaco egoísta! Olho nos seus olhos rendidos ao prazer desconhecido e beijo-o desta vez docemente. Liberto-o só o suficiente para ele depois se desenvencilhar sozinho. Visto-me e viro costas.

-Ei espera! Onde vais? Ao menos diz-me o teu nome! Volta!

E desapareço. Satisfeita e saciada. Já não me és nada, grito-lhe.

E volto à minha vidinha solitária, procurando nova vitima. Será algum de vocês?   

 

©Lilith 69letras 2017 

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