Fome, maldita fome

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Quem me dera ser o lobo mau, toda esta fome que invadiu o meu corpo, veio com o calor, a culpa é tua, sim, tua, com todas as letras possíveis e imaginárias, tenho fome do teu corpo, despido na minha cama, fome da tua alma que atiça a minha de mil formas diferentes, que me faz querer sair deste texto, ir ter contigo e sussurrar-te ao ouvido as minhas mais perversas vontades.

Este lobo mau está cansado de ter fome, este calor que corre no meu corpo, que faz andar aos saltos dentro das calças, e por vezes fora delas, palpito de fome, maldita carne que me fazes pecar a alma, esta alma que esta cheia de vontade de possuir, nem quero saber do ritmo, se são beijos curtos ou longos, se são simples beijos com os lábios, ou se metem línguas atrevidas e sedentas de tesão, apetece-me seja de que maneira for.

Apetece-me ir buscar as algemas e prender-te mal entres porta dentro, prensar o teu corpo contra a parede, contra a porta, o que estiver mais perto de mim ou de ti, saborear o teu pescoço na ponta da minha língua, trincar suavemente os lóbulos das tuas orelhas, dar aquela palmada que te deixa em sentido e igualmente a pingar de fome, da minha fome, da minha tesão, ir tirando a tua roupa aos soluços, nem vou estar ralado de como vais sair, da luta que vou ter em soltar os ganchos do soutien, a minha fome é negra, o meu apetite voraz, quero sentir-me em ti, dentro de ti, quero ouvir os teus gemidos de gozo.

A camisa que está nos braços, não sai com as algemas, o soutien que já caiu, a língua que continua o seu caminho pelo teu corpo de pecado, entrando nos teus segredos mais íntimos, saboreando os mamilos que ficam duros de tesão, na dentadinhas nos mamilos enquanto se solta a saia e se rebenta com as cuecas, e ali mesmo, o ajoelhar bem por trás e saborear aquele sabor teu, único, quente e húmido, o cheiro da fome, da vontade de comer.

Já me perdi e já me encontrei, teus gemidos ecoam pela casa a cada toque desta língua esfomeada, o timbre estridente, a respiração ofegante de quem precisa de mais, de quem quer mais, de quem quer o mesmo que eu, e me faz levantar, segurar nas ancas com firmeza enquanto me guio para a gruta do prazer, e entro sorrateiramente profundamente, e vem aquele suspiro profundo, aquele murmúrio leve de gozo, e a cada investida mais profunda, acompanhada daquela dentada mais firme no pescoço, a vontade que supostamente era para saciar, sinto falta de algo.

Parar tudo, viro-te para mim, já sei o que falta, saltam umas algemas para o chão, poucas roupas sobravam e tombam no chão, na minha frente o teu corpo despido, pego no teu corpo despido e encaixo-te em mim, profundamente no meu colo, e sinto o que faltava, o toque dos teus lábios nos meus, as tuas pernas enroladas em mim, as tuas unhas cravadas nas minhas costas, e a cada investida, os gemidos que aumentam o tom, o gozo e a tesão aumentam com vontade que começa a querer explodir.

Bolas, vou sair do texto, fiquei com mais fome…

 
NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

 

 

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