De predadora a presa

Qual menina de tradições e hábitos, pintei os ovos e decidi escondê-los como se de chamarizes tratassem para te apanhar na minha rede. 

Sei o quanto adoras os meus jogos e sem dar por ela tornas-te mestre em todos eles.

Corro por esses campos fora, perdida na natureza e nas tuas vontades. Resisto, atiço-te mais o desejo e mais louca fico para que me apanhes. 

Algures pelo caminho descobres-me, agarras-me pela cintura sem pudor, proclamas-me tua e arrancas cada pedaço de inocência de mim. Fazes da predadora, tua presa. E eu gosto. 

Como uma menina nos teus braços, uma coelhinha da Páscoa no teu colo mas mais mulher que nunca. 

Ganhaste. Eleva teu troféu aos céus e possui-me aqui mesmo. Entre tradições e hábitos, encontramo-nos algures para nos entregarmos ao desejo. 

E se me perguntares pelos ovos da Páscoa que previamente havia escondido para tu procurares, apenas digo que terás de te esforçar ainda mais, para que com o meu corpo te possas recompensar…

Da tua coelhinha da Páscoa, 

©Miss Steel 69letras 2017 

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