Cuidado com o que desejas

Texto erótico M/18

A caminho do trabalho onde os meus passos certos e calculados despertam as mentes mais fracas.
– Ai querida, era toda a noite!
– És tão boa!
As vozes de esgoto não afetam minha altivez e desprezo por um único segundo, até que alguém desperta minha curiosidade mundana.
-Lamento o que uma senhora tão bonita tem de ouvir.
-Dispenso lamentos mas não apresentações. O senhor é?
-Guarda de serviço, ao seu dispor.
-Ao meu dispor?
-Sim. Caso sua majestade queira prender alguém nas masmorras, estou cá eu! Ahahahahah. Se me permite a brincadeira.
– Senhor guarda, tenha cuidado. Muito cuidado com o que deseja…
Meu olhar gélido paralisou seu sorriso. Acho que ele se arrependeu naquele instante, como se adivinhasse o que iria acontecer, da pequena brincadeira.
Viro costas mas não me esqueço.
Anoitece. Visto a minha gabardina por cima da lingerie. Está na hora de enclausurar insolentes.
Avisto-o à saída do posto de polícia. Desta vez não me escondo pois a minha intenção é mesmo que ele me siga. E que nem um rato, cai na minha armadilha. De vez em quando olho para ele para manter o interesse.
Chego ao hotel onde já tenho quarto reservado e o silêncio e descrição pago.
De chave na mão vislumbro o seu olhar cheio de entusiasmo.
Dirigimo-nos à suite. Sua auto confiança leva-o ao engano e cai na tentativa frustrada de me beijar.
-Não. Não sou dessas, senhor guarda. Eu digo quando e aonde me pode beijar. Entendido?
-Claro. Posso me despir ao menos?
-Sim. Enquanto me sirvo um copo de whisky.
-Ah boa ideia!
-Para mim, somente para mim.
Depressa se apercebe e aceita as regras. Sou eu quem mando, ponto final.
Despido senta-se na cama com um sinal meu.
Dispo a gabardina, ficando só em lingerie mas retiro do bolso das calças dele um par de algemas.
Ao olhar para mim apreensivo, decido acalmá-lo sentando-me no colo dele onde nossas bocas se tocam pela primeira vez. Tem um beijo doce e suave. Agrada-me. Mas não me distrai. Subo seus braços e prendo os seus pulsos à cama. Ele nem se debate. Submisso ou curioso? Veremos.
Levanto-me expondo minha tanga e cinto de ligas ao nível da sua boca ansiosa por sentir o sabor que se esconde em mim. Olha para mim como quem pede autorização. Concedida.
Com uma arte incrível, puxa a tanga com os dentes para baixo e devora-me o sexo com uma fome voraz. Lindo menino, saiu-me melhor que a encomenda.
Enquanto me vai saciando a fome, puxo-o pelos cabelos. Só para que não se esqueça que quem manda sou eu.
O prazer invade meu corpo como a adrenalina me percorre as veias. Acabo por me livrar da tanga e sento-me no colo dele virada de costas e início a tortura. Sempre que sinto que ele está quase a atingir o orgasmo, levanto – me. Esfrego o meu rabo na sua cara e ele preso à cama nada pode fazer senão implorar para acabar com a tortura  de vez.
 Prestes a explodir demasiadas vezes, suado e perto do desespero. Como adoro…
Liberto-lhe as mãos mas faço-obedecer. Só lhe é permitido observar para já.
De joelhos no chão, seu membro pronto a explodir enorme e tão duro que até dói. Sento-me na beira da cama de pernas abertas e a tocar-me.
-Quando eu te der ordem, é aqui que eu quero que me penetres. Mas SÓ quando eu der ordem! Entendido?
– Sssimmm senhora!
– Queres foder-me, não queres?
-Ohhhhhh sim senhora.
-Fazer-me gritar de prazer?
-Muuuuuiiiito senhora! Por favor! Imploro!
Quanto mais ele implora, mais eu me toco e enfio meus dedos na sua boca alternadamente como quem atiça um animal.
E dou a ordem! Atira-se a mim como se sua vida dependesse disso.
Enquanto me penetra que nem animal raivoso agradece-me.
Não demorou muito até nos virmos quase simultaneamente. Sim, como última tortura teve de se aguentar até eu também me explodir num orgasmo tão delicioso.
-Muito obrigado senhora.
-De nada, podes ir andando.
-Desculpe?
-Isso que ouviste. Estás dispensado. Quando me apeteceres-me novamente eu aviso.
-Seria uma honra, senhora…

©Lilith 69letras 2017 

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