Bdsm e o “normal”

Olá meus caros cá estamos de novo para mais dois, três ou quatro dedos de conversa, depende do aguentamento de cada um.
Mais uma semaninha e cá estou eu de novo a tentar arranjar tema para vos falar de algo que possa ser do vosso interesse e não faça ninguém fugir a sete pés e tirar o gosto na página à conta da minha pessoa!
Simmmmm que isto é giro mas acaba por ser uma responsabilidade, não quero passar informações erradas a ninguém, ?
Vocês também não facilitam nadica de nada a minha pessoa, escrevo e feedback que é bom nicles… E que tal darem ideias?!
Eu bem vejo as partilhas, não pensem que não vos vejo taradinhos mais lindos, mas sinto-me um pouco esquizofrénica a falar (escrever) como se vocês fossem uma entidade, lol.
Vá isto para dizer que hoje vou falar de coisas “normais”.
Ahhhh pois é!
NORMALIDADE e BAUNILHA com fartura.
Quando aqui escrevo não é só a Misses Kat que se chega à frente pois pelas parvoíces devem notar que sou uma pessoa…vá… divertida.
E apesar de ser Domme não tenho dupla personalidade, nem nada que se pareça, então escrevo como se fosse eu mesma fora do contexto de Dominadora, pois não faço dominação virtual e não vejo necessidade de estar aqui toda cheia de “ai não me toques”.
Não me chamo Anselmo Ralph para vir com essas manias de grandeza, mas respeito quem pense de forma contrária.
Sou uma mulher que apesar de ter gostos particulares até é bem simples, e gostava de me manter assim.
Neste meio já tive a oportunidade de lidar com várias pessoas diferentes, Tops e Bottoms e se há coisa que vos posso dizer é que, mesmo pondo uma carrada de liturgia, dureza ou devoção e adoração seja lá qual for a postura, somos todos normais!
É, normais dentro da nossa maravilhosa taradice lol.
Pode fazer confusão como conseguimos conciliar a vida “baunilha” com esta vertente BDSM.
Bem amigos é fácil, das duas uma, ou andamos uma vida inteira a esconder o que somos de tudo e todos e nem às nossas “caras metade” revelamos ou então assumimos e corre mal.
Ouuuuuu por uma sorte dos diabos até que a outra pessoa entende, permite ou tem um fetiche que até vá de encontro aos nossos.

E óbvio existem os corajosos que não temem nada nem ninguém e de caras mostram o que são e o que gostam, haja malta de coragem 🙂
Não sei se tiveram a oportunidade de ler, mas foram feitas neste blog algumas entrevistas a sub`s e uma das perguntas feitas até calha bem pois é: “eras capaz de abdicar deste estilo de vida?”.
Acho que todos iríamos responder o mesmo: Não.
Isto é muito bonito, agora vamos a factos, e creio que este dilema já deve ter passado pela cabeça de alguns.

Como faz um submisso/a que tenha um relacionamento baunilha para ter um relacionamento DS com outra pessoa?!
Pois, não é fácil.
Tem de haver um acordo prévio onde a parte dominante aceita limitações a nível físico sobre que práticas poderá introduzir num Play.
Imaginação e conhecimento são palavras de ordem, porquê?
Simples, imaginação para se conseguir colmatar essa falha e necessidade do bottom de ser estraçalhado violentamente e sem dó nem piedade.
Ou seja o dominante tem de criar forma de se “entreter” com o submisso/a e criar novas experiências de forma a manter a relação intensa.
Claro que isto é um pouco relativo, há muitas Dommes/Dom´s que nem sequer lhes passa pela cabeça terem alguém com limitações deste género.
Alguns querem fazer parte inclusive da vida baunilha do bottom, controlando a vida pessoal, laboral e até financeira do mesmo.

Felizmente que temos gostos para tudo.

É algo que faz parte de nós mas não comanda as nossas vidas a não ser quem possa ter uma relação 24/7 e sejam completamente assumidos sem terem necessidade de se esconder por detrás de nomes falsos.
Eu não me escondo propriamente, tanto que já postei fotos minhas nos textos e até na página 😉 
Sabem, entrar neste estilo de vida pode ser complicado e difícil de conjugar com a vida baunilha, principalmente por questões afectivas ou pessoais.
Podemos até desaparecer do mapa uns anos como opção própria ou por imposição de terceiros em prol de manter uma relação familiar “normal”.
Mas mais tarde ou mais cedo a necessidade fala mais alto, tal como um adultero dificilmente o deixa de ser não é?
Como dizem os americanos “A tiger doesn´t change his stripes” e eu acredito muito nisso, não que ache que as pessoas não mudam.
Até podem mudar mas a questão é quererem mesmo mudar e os motivos, serão os mais correctos?!

Outra situação que se fala é no amor e paixão e essas coisas fofinhas que os livros das 50 sombras infernais trouxeram. (fãs não fiquem amuados comigo, pleaseee)
Bem no BDSM pode haver e há sim muito amor e paixão e isso tudo, ou pode não existir nada disso mesmoooooo.
Depende da proximidade entre a parte dominante e a submissa.
Em alguns relacionamentos nem o nome sabemos de quem nos pertence e vice versa, não há conversas casuais, não há interacção nenhuma a nível pessoal.
Outros já o fazem e distinguem os dois mundos muito facilmente, eu sou do estilo que precisa de ter algum tipo de amizade para realmente ter alguém senão nem consigo estar à vontade.
É como se só desse 40 % de mim se não tiver isso, para mim apenas a amizade já é mais que suficiente.
Mas por exemplo para uma Lady a coisa já é vista de outra forma e por norma quer uma relação baunilha com o submisso, lá está, cada um é como é.
E gostos não se discutem (tem dias heheh).

Mas eu gosto quando dou por mim a divagar enquanto falo com pessoas novas e tento ver se aquela pessoa se enquadrava como TopBottom ou Switcher se tivesse esta preferência sexual, assim como eu.
Todos nós, mesmo que não sejamos praticantes, temos uma postura que ou é dominante ou mais submissa e não falo de sexo, falo de dia a dia mesmo e personalidade.
Gostava que pensassem bem que tipo é a vossa, e não digam logo dominante só porque sim.
Para que conste na realidade é bem mais difícil ser Bottom que Top.
Ok, não têm que ler tanto ou praticar e treinar e aprender certas coisas que um dominante tem de saber, masssssssssss psicologicamente e fisicamente não se compara o esforço e a capacidade do que um Bottom aguenta.
É de louvar a resistência de alguns homens e mulheres, como costumo dizer
“Não é pra todos, é só pra quem pode.”

E ainda bem que esse tipo de pessoas existem, senão andavam muitos sádicos/as tristonhos e aos caídos sem ninguém pra torturar, eheheh.

E com esta me despeço meus amores, tenham uma boa semana e até à próxima quarta feira para conversarmos de novo.
Cupidelas nos vossos olhos, 
©Misses Kat #69letras

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