A pensar em ti, acordei

Hoje, tal como todos os dias, acordei a pensar em ti.

Acordei a pensar como seria perfeito acordar a teu lado. Acordei a pensar como seria perfeito tocar-te, acariciar-te, beijar-te e finalmente, acordar-te. Como seriam perfeitos todos esses momentos. Esses momentos que já tivemos, outrora. Esses momentos que vivemos intensamente no passado. Beijar os teus lábios, depois o rosto e em seguida o pescoço.

Nessa altura já tinhas acordado.

Nessa altura, já sentíamos o calor a invadir-nos. Esse calor que fazia com que nos libertássemos e nos envolvêssemos sem medo do que estaria para vir. As tuas mãos no meu corpo, as minhas no teu. A nossa respiração cada vez mais ofegante era precedida pelo desejo de darmos o melhor de nós um ao outro. Estávamos entregues à nossa paixão, ao nosso amor.

Nada mais nos inquietava e desfrutávamos daquele momento com prazer. E isso era notório… Nos teus olhos e nos meus. E nos sorrisos que lançávamos um ao outro. O prazer estava patente naquele momento e era tão perceptível. Era tudo fantástico, sem medos, sem controlo, como se o mundo, naquele momento, não existisse para nós. Ou até poderia existir…

Eras tu o meu mundo e eu o teu. Não poderia desejar mais.

Tinha-te ali para mim, tal como tu me tinhas para ti. Sem receios, sem pudor, sem qualquer constrangimento que nos podia assolar noutras alturas. Tudo fazia sentido, tudo era perfeito… Tudo era mais que perfeito.

Depois de cansados, deitados cada um para seu lado, sorríamos… sorríamos de prazer e satisfação. Tínhamos estado em êxtase, tinha sido fenomenal. Voltávamos ao mundo real e aí sim, acordávamos para o dia que estava a começar… O tal dia que para nós já tinha sido iniciado há algum tempo.

Imaginei tudo isso, senti saudades desses momentos, mas também esperança de os poder voltar a reviver.

Reviver tudo com a mesma entrega, com a mesma paixão.

V.

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