Vem brincar comigo…

Acordei.
Apenas via um borrão no meio do clarão…
Sinto-me embriagada, não me lembro o porque de estar assim…
Reconheço-te,
Pelo toque, és mais familiar que o meu próprio corpo.
Cheiro-te pois deixei de te ver.
Tudo escureceu.
Afundei-me no teu obsceno assim que senti o teu odor…
Cheiras a pecado,
O teu toque parecem agulhas do meu corpo.
Que tortura que me provocas só com esses teus lábios carnudos.
Tenho uma explosão dentro de mim e o culpado és tu…
Estás no comando.
E o meu toque em ti é negado por quem manda.
Quieta, submissa a ti eu fico.
Se soubesse que serias tal provocação,
Já me terias antes, muito antes.
Vem brincar comigo,
Tocas-me e estremeço.
O meu corpo pede socorro e o meu orgasmo liberdade!
Fiquei sem pensar,
Sem mexer, congelada no tempo…
Tempo que conto para que me voltes a controlar.

© Krishna 2017 #69Letras

 

 

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