Uma coisa que todos devem saber sobre a mulher: somos imperfeitas!

Uma coisa que todos devem saber sobre a mulher:

somos imperfeitas!

 

 

 

 

 

Não somos deusas ou bonequinhas de porcelana, olhem para nós como mulheres reais que somos. 

Somos feitas de carne e sentimentos.

Não estamos acima de vocês e merecemo-vos tanto quanto vocês nos merecem a nós.

Não nos ponham num altar para mais tarde nos acusarem de decepção.

Erramos (e erramos muito), porque temos algo exponencialmente marcante:

somos protetoras e preocupadas com tudo e mais qualquer coisa, e por isso, chatas!

Somos sim! Que pessoa ama, e não se torna atenta e preocupada para com o outro?

Até vocês homens o são!

Olhem-nos, somos humanas e não seres místicos. Queremos ser apreciadas e nãoveneradas! Queremos que nos toquem, apalpem e abraçam e não o vosso objeto de montra ou de desejo.

Somos doces, meiguinhas, dedicadas e carinhosas. Somos tudo isto e muito mais!

Não somos robots programados para comer e calar ou nos subjugarmos às mentes retrogradas de homens que para se auto afirmarem precisam de diminuir e cortar as asas às suas companheiras. Homens esses que cada vez mais, ficam sozinhos e são tratados da mesma forma (mesmo que inconsciente) com que tratam as mulheres.

Sente-se muito isso, em homens feitos, divorciados e casados, onde as suas ex-mulheres ganharam coragem e rebentaram as correntes enferrujadas de anos com a alma aprisionada. Elas evoluíram interiormente e com o exterior junto com a sociedade.

Eles não. Ficaram presos, de cérebro congelado e andam por aí, nas redes sociais, com piadinhas que nos faltam ao respeito, “coros” tirados de uma canção popular, sozinhos, algures numa cadeira ou sofá… perdidos no tempo, sem perceberem ao certo para que serve uma rede social,

ou o valor de uma amizade entre homem e mulher e ainda, sendo mais grave,  abrem a sugestão para o sexo sem pés nem cabeça, sem principio nem beira. Convites esses que são o mesmo que anal sem lubrificação: cai mal, magoa e não estamos afim.

 

Somos duras e exigentes (atenção, as que somos)!

Queremos ser amadas e fazemos questão de vos mostrar como, tomem isso como uma benesse.

Sempre se queixaram que se nós não dissermos vocês não adivinham. Pois bem, hoje em dia temos a coragem de manifestar as nossas vontades e impor certos quereres.

 Temos ambições e sonhos e arregaçamos as mangas, porque sabemos para ter, temos de fazer por isso, como tal, se não tens planos para a tua vida, achas mesmo, que ela que os tem, vai querer algo sério contigo?

Pensa nisso.

Nós caminhamos no meio de vós, não voamos e não somos anjos com asas; damos bufas (sim, bufas, termo certo para peidos malcheirosos), comemos o mesmo que vocês e não largamos purpurinas perfumadas.

Não acordamos da mesma forma com que saímos com vocês. Gostamos de estar de pijama largo ou t-shirt comprida, e dar férias à prancha do cabelo, maquilhagem, unhas e saltos alto.

 Cansa sabes? Todos os dias a mesma coisa.

E vocês dizem, que gostam de uma mulher que seja simples e ainda têm o desplante de ligar simplicidade à humildade. Muitos de vocês, são uns cínicos. Entre umas mãos com unhas curtas e verniz transparente e uma mulher com unha de gel e cor escarlate, ajuda-vos a decidir nem que seja na hora de sair com alguém pela primeira vez, naquela fase da “escolha”, do conhecer…

 

 

 

 

 

 

 

 

Sabem?

Não estamos piores que as mulheres de antigamente, mas perdemos os medos e igualamos as nossas vontades às vossas.

Não nos escondemos ou reprimimos. Apenas isso. Porque as mulheres de hoje, são as de ontem mas mais corajosas!

Vivemos as vontades, o que sentimos, os sentimentos e a nossa sexualidade. Umas mais libertinas que outras,

umas mais recatadas ou tímidas que outras, mas somos apenas humanas. E na liberdade que temos vindo a conquistar, a liberdade de ser a mulher que existe dentro de nós,

analisem… e vejam que no fundo não fazemos nada que vocês não fazem, e fica-nos tão mal como a vocês, tudo depende dos olhos que nos vêm ou leem.

© Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2017

 

 

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