Surpresa inesperada

| M18 | Maiores 18 |

Não me recordo como acabou a noite, lembro-me muito bem como começou. Foi daquelas noites em que mesmo antes de chegar ao restaurante já estava cheio de tesão. Sabia que ia jantar contigo. Não era somente um jantar. Era naquele restaurante, com um óptimo vinho ou dois, e com aquele teu vestido. Tive que fazer tempo cá fora para que este constrangimento passasse. Entrei e perguntei pela mesa reservada. Fui conduzido até à mesma. Decorada e bem num canto da sala, musica ambiente e um cheiro leve a anis pairava no ar. Tinha chegado uns dez minutos antes do suposto. Despi o casaco e sentei-me aguardando a tua chegada.

Entreti-me a observar a decoração mas não demorou muito até sentir que tinhas entrado no restaurante. Notei no pequeno silencio de espanto que as pessoas fizeram ao observar a tua beleza. Aquele vestido que só tu tinhas e bem decotado, cabelo escadeado, aquele teu jeito de sorrir… Fiquei logo empolgado e com os pensamentos baralhados.

Levantei-me, com cavalheirismo, para que tu te sentasses. Sorriste, senti que achavas aquilo tudo exagerado e que nem precisava de metade. Merecias e quis arrancar uns quantos sorrisos teus. Começamos com as trocas de palavras, serviram-nos vinho (e que vinho!), entradas.  Comecei a ficar irrequieto com as tuas maneiras de ajeitar o cabelo e de trincar o lábio. Estavas a fazer de propósito. A toalha da mesa era grande e tu sabias. Decidiste provocar ainda mais. Senti uma das tuas pernas a roçar na minha. Já tinha notado que o vinho estava a fazer o seu efeito e a tesão voltou. Começava a ficar desconfortável. Tu sabias. Descalça, tocavas em ti. E não aguentei, com poucos modos, meio gago, a suar, pedi a conta.

Estava revoltado com a tua ousadia e irias sofrer as consequências. E foi com esta postura que me dirigi para o carro e nada mais te disse até chegarmos a casa. Entramos no prédio e notei que te rias. O que me despertou ainda mais o desejo de te devorar ali mesmo no elevador. Infelizmente não foi possível, nesse mesmo momento surgiu um inquilino que igualmente iria subir connosco. Ris-te novamente, fazendo troça do que estava a acontecer. Chegámos ao nosso andar, entrámos em casa e foste logo à cozinha. Voltaste com dois copos de vinhos cheios. Deste-me um e bebeste o teu de penalti. Imitei. Só naquele momento é que reparei que estava quase bêbado. Voltaste a sorrir.

Aquela fúria de devorar a tua carne surgiu de novo. Dirigi-me a ti e tal foi o meu espanto que me empurraste. Caí para a cama e senti a cabeça a balouçar, estava mesmo com uns copos a mais. De seguida senti-te sentar em cima de mim. Estavas dominadora, sorridente, confiante. Tinha preparado esta noite para ti mas pelos vistos tu é que a planeaste. Não me deixavas tocar-te, abriste-me as calças e senti tocar-me, meteste-o em ti. Sem demoras. Estavas quente, a ferver. Estávamos praticamente todos vestidos ainda e assim nos mantivemos. Não paraste nem um segundo, foste bruta, rápida, directa ao assunto. Fizeste-me vir assim. Mantinhas o sorriso. O mesmo quando entraste no restaurante. Saíste de cima de mim, despiste-te toda. De seguida a mim. Voltaste a sentar-te em cima de mim, ainda mais tinha recuperado e começaste com movimentos, estavas louca. Eu estava a adorar. Tentei fazer algo mas fui novamente impedido, rendi-me. De facto a noite era mesmo tua. Isso deixava-me igualmente louco.

– Força, fode-me. – Disse eu já rendido ao momento.

Levei um estalo. Fiquei confuso e tu assustada. Depois percebi. E tu sorriste. Mantive-me calado, deixa-te desfrutar, colocar em prática as tuas fetiches. Não me recordo dos restantes detalhes, envolveu mais álcool, percorremos varias divisões da casa, a noite foi longa e cheia de surpresas, que surpresa realmente… Que venham mais momentos assim, ser surpreendido no meio de uma surpresa é qualquer coisa de surpreendente.

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