Spanking

Olá de novo Kinksters, resolvi falar sobre spanking.

Porquê? Bem fui ao cinema recentemente ver um filmezito de que tanto se fala “Cinquenta tons mais escuros”, começo já por dizer que à semelhança do primeiro fiquei desiludida não li os três livros fiquei pelo primeiro e bastou fui ver os filmes mas como não gosto de romances sejam eles de qual estilo acabou por ser um flop.

E uma das cenas me ficou na memória para quem não viu é uma cena em que o actor principal dá umas 3 palmaditas à personagem feminina e pronto logo em seguida deram uma.

Bem porque me irrita a história? Supostamente estes livros vieram introduzir o estilo de vida BDSM para quem desconhecia ou simplesmente passava ao lado, mas nada tem a ver com a realidade e é deveras irritante pelo menos para mim, porque em nada se focaram nesse aspecto.

Desde já peço desculpa se forem fãs mas quem diz a verdade não merece castigo. Hihi

Primeiro prende a moça 1 minuto depois leva 3 palmadas e zausssssssss siga pra bingo já está a levar com ele.

A verdade não é esta, talvez em contexto BDSM light ou de quarto mas numa sessão as coisas não assim, e para o grande público que leu ou viu os filmes pode ficar com essa percepção.

Bem vamos lá falar então sobre spanking como deve de ser.

Em primeiro lugar passo já a explicar que spanking faz parte da categoria de Impact play e pode ser feito de várias formas.

Eu por exemplo gosto de usar as mãos, sem luvas de preferência e só uso um instrumento quando já não me aguento de dores nas mãos.

Se há coisa que gosto é no dia seguinte a uma sessão ver nódoas negras e dedos inchados, espero não vos ter baralhado afinal sou Domme mas ás vezes um pouco de masoquismo não faz mal a ninguém lol. É quase que uma sensação de “job well done”.

Em relação a instrumentos para prática de spanking existem variadíssimos desde canas, chibatas, chicotes, cintos entre outros.

Tanto pode ser feito como castigo ou num play erótico sem a componente de humilhação ou correcção, mais que a parte física creio que o prazer psicológico fala mais alto.

Um bom spanking faz milagres 😉

Tirando os divertidos acessórios temos de ter em conta as marcas e a dor que se quer infligir, aproveito e deixo um gráfico todo fofinho.

Por incrível que pareça os assessórios de longo alcance acabam por infligir mais dor que os de curto alcance, para quem estiver a começar e for logo se aventurar á maluca se for preciso experimentem mandar uma verdescada em vocês mesmo antes de o fazer a alguém 🙂

É TPC que tem de ser feito e assim têm uma boa noção da dor e das marcas.

E por favor tenham em conta onde devem bater e não devem .

Estou a falar a sério.

Já assisti a coisas que me deixaram literalmente possessa pois álcool, floggers e ignorância de práticas são sempre mau resultado.

Bem, vou vos deixar com uma ideia do que são zonas seguras e outras que não convém mesmoooooooooo acertarem pois pode provocar danos graves.

Vou vos dizer as zonas de perigo:

Rins evitem ao máximo tocar nesta zona, cóxis, cuidado com a coluna, pescoço então é muito sensível e tem tendões glândulas linfáticas e artérias, a laringe também jamais deve ser atingida.

No rosto, bemmm  eu gosto de bater na cara mas convém ter boa pontaria, não querem dar um estalo com tanta força que provoquem ferimentos cuidado com olhos, nariz, lábios e bochechas, e nesta área convém não fazer nada muito repetitivo.

Orelhas, outra zona a ter bastante cuidado, podem danificar a audição e o equilíbrio.

Agora que já têm uma ideia dos cuidados a ter durante o spanking, posso sugerir algo que é comecem devagar com as mãos e depois passem para coisas mais hard, sempre tendo em conta que devem definir a palavra de segurança.

Pois nem sempre um “Por favor pare!” quer dizer para parar eheheheh, por isso limites devem ser definidos antes de começar seja o que for.

Outra coisa é o After care, quando terminam cuidem e dêem atenção que for necessária.

Bem pessoal por hoje acaba a nossa conversa.

Espero que tenham gostado do tema.

Uma lambidela valente no rabiosque ,

#MissesKat 69letras® 01.03.2017

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