Proibido

Havia um sinal de sentido em frente aos meus olhos.
E eu não hesitei.

Avancei, sem pensar nas consequências.

Se sabia que não devia?

Sabia. Mas não queria saber.

O desejo fervilhava nas minhas veias, o teu perfume inebriava-me os sentidos.

O teu riso malicioso, enquanto me sussurravas ao ouvido tudo o que eu queria sentir, era o íman perfeito.

Empurrei-te para o sofá, o copo de vinho que seguravas voou pela sala e partiu-se em mil pedaços.

Tal como o meu controlo.
Beijei-te.

O sabor de um beijo proibido, envenenado pela adrenalina, embriagado pela luxúria.

Agarraste a minha cintura com força e puxaste-me contra o teu corpo quente.

Os teus lábios deslizaram pelo meu pescoço, deixando o aroma do perigo penetrar na minha pele.

As minhas mãos puxaram-te a camisa, fazendo saltar os botões, revelando o teu peito másculo.

Quis fazer-te sentir as minhas unhas, deixar a minha marca no teu corpo.

Mas não podia.

Era proibido.

Olhaste-me nos olhos antes de me agarrares os seios.

A malícia dançava no teu olhar.

Beijaste-me, como se o amanhã não fosse existir.

Entregámo-nos ao desejo.

O amanhã iria existir.

E tudo isto continuaria a ser proibido.

Mas ela…ela nunca irá descobrir.

© Fox 2017 #69Letras

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