Profissão de risco

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sou um faz tudo, sou aquele que dá jeito manter por perto, sou o que arranja a porta do escritório depois de a arrombar porque alguém trancou a porta com a chave no interior, sou o electricista que muda os fusíveis quando se queima algum, sou o que se mete debaixo das secretárias para arrumar os cabos que se teimam em espalhar, sou aquele que todos sabem da existência, mas todos negam se alguma vez me virão, mas sabem que se precisarem, estou ali.

Existem trabalhos e trabalhos, existem trabalhos em que lidamos directamente com as pessoas porque precisam disto ou daquilo reparado na hora, e existem trabalhos em que estamos sozinhos e não existe ninguém para falar.

Geralmente trabalho de segunda a sexta, ao fim de semana o escritório esta fechado e pontualmente, marcam trabalhos para o sábado de manhã, e por vezes quando marcam esses trabalhos, esquecem-se de avisar as pessoas que trabalham messes locais para não irem trabalhar.

E foi assim, que tive a minha primeira dor de cabeça, a discutir a um sábado de manha contigo, apeteceu-me chamar-te teimosa que nem uma mula, mas travei a língua, precisava de reparar a tua cadeira e prender os cabos que estavam pendurados na tua secretária, se já me fizeste andar de joelhos em volta da secretária a prender toda aquela confusão de cabos, já depois de termos discutido a ordem de trabalhos, e de eu ter teimado em fazer o meu trabalho conforme programado, e assim o fiz.

Acho que só estávamos os dois ali, naquele andar e muito provavelmente no edifício, não dei conta de ter entrado mais funcionários, bom adiante, tu és teimosa como tudo, e sempre tivemos esta dificuldade em falarmos os dois, sempre entramos muito rapidamente em conflito, e por norma acabamos sempre os dois por virar costas um ao outro e seguir com as nossas vidas, naquele dia, foi diferente, estas a lembrar-te não é minha sacana, eu ali de joelhos e tu com aqueles comentários que finalmente eu tinha descido para onde merecia, e coisas do género, o que tu queres, sei eu, mas daqui não levas nada, enfim, conversa que só me apeteceu mesmo, bom, outras coisas.

Depois de pendurar e prender os cabos, tentei ver o que se passava com a cadeira, vi a parte de trás, vi dos lados, e pedi para saíres da cadeira, afinal estavas ali de saia e não iria tentar reparar a cadeira contigo por la sentada, mas tu saíste que não ias sair dali para eu reparar a cadeira, teimoso como sou, não me fiz rogado e avancei para entre as tuas pernas, tu afastas-te a cadeira de mim e olhaste-me de uma forma, assim, talvez meio provocadora, ordenaste que eu parasse, e parei, pensei que irias levantar-te e deixar-me reparar a cadeira, mas não, mandaste-me afastar, e como já não estava para mais filmes, segurei-te os pés e avancei até ficares com a cadeira contra o armário, sem puderes fugir para lado nenhum, segurei-te com firmeza, e ainda tiveste coragem de me mandar um estalo, depois, não sei se arrependida, deste-me um beijo na face, que depois passou a um beijo nos lábios, e eu ali, perdi-me completamente no que estava a tentar fazer, fiquei completamente perdido, enquanto tu me seguravas o pescoço e me beijavas.

De seguida afastaste-me de ti, empurraste-me para a frente, quase cai de costas, não percebi o que querias depois daqueles beijos, pediste-me então para chegar para trás, o que acedi, depois deslizaste para a borda da cadeira e puxaste um pouco da saia, e então percebi que o pretendido, deslizei para baixo da secretária, e após movimentares a cadeira na direcção da mesma, fiquei ali enjaulado entre a cadeira e a secretaria, e acabei então por desviar a saia, e mordisquei-te as pernas suavemente, soltaste um ligeiro e suave gemido, depois ataquei-te literalmente, desviando a cueca para o lado e toquei com a língua no teu clitóris, e ai sim, soltaste um forte gemido, brinquei com a ponta da língua tocando, e lambendo o clitóris até ficares de tal forma, que te sentia quieta sem mexer, apenas debruçada sobre a secretária, fiz tudo o que me apeteceu, usei os dedos, a língua, entrei no teu sexo húmido com mil prazeres para satisfazer, e satisfiz, até não aguentar mais a tesão louca que estava a sentir e acabei por afastar a cadeira, levantei-me e peguei em ti e deitei-te na secretária, bem na minha frente.

Afastei a saia, expus o teu sexo aos meus olhos, puxei-te para a beira da secretaria, e depois de soltar o meu sexo duro, penetrei-te intensamente, foi por tal forma intenso que o gemido que soltaste foi o maior ate então, e sabendo que estavas a gozar, soltei os poucos botões da tua camisa, até ver o soutien e libertei os teus mamilos do soutien, pude então debruçar-me sobre ti e apreciar eles com os meus lábios, tudo isto enquanto segurava as tuas pernas e me movimentava bem lentamente dentro de ti.

Aqueles gemidos que íamos soltando aquando eu te investia com mais força, aquela tesão toda de estar ali naquele sitio a termos sexo puro e duro, sabia bem, e os movimentos que já eram mais intensos, mais profundos, os gemidos que se iam agora unindo, eram mais audíveis, mas já tínhamos desligado de onde estávamos, sabíamos apenas o que queríamos, e quando isso chegou, os gemidos foram bem sonoros e audíveis, aquele orgasmo que me fez tombar sobre o teu corpo, deixou-nos tontos.

Depois de nos recompor-mos, reparei que a cadeira não tinha afinal qualquer problema, pelo que aguardei que terminasses o teu trabalho, que por estranho que pareça, acabaste de seguida e fomos embora ver de almoço algures.

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

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