O pecado mora na porta de “acesso restrito”

Recebo uma mensagem tua no telemóvel, como habitualmente.
“Pega na mota, vem ter ao meu trabalho. Estarei numa das portas de acesso restrito à tua espera!  Despacha-te!”
Casaco de cabedal, chaves e capacete!
Sento-me na mota e voei até ao ponto de encontro!
Estaciono, desligo a ignição calando o barulho ensurdecedor dos escapes!
Desmonto, tiro o capacete e páro um pouco…abstraio-me da realidade circundante…
As pernas tremem!
O estômago está às voltas!
A cabeça está a mil!
Respiro fundo…e avanço!
Coloco a mão no puxador da porta de “acesso restrito” e ali estás tu!
Com um sorriso ainda mais malandro que o meu!
Meu Deus, que desejo! Que vontade que me dás de pecar!
Nem falamos!

Atiramo-nos para os braços um do outro e os nossos lábios ardentes de desejo encontram-se finalmente!
Assim como as nossas almas!
Unidas em desejo!
Unidas em verdadeiro pecado!

O restante tempo que ali estivemos, foi um passar de meros pensamentos a um desejo real, “selvagem” e apoteótico!
Não o conseguiria colocar aqui em palavras!
Prefiro não o fazer…!
Prefiro deixar ao sabor da vossa imaginação!
Mas aquilo que vocês, meus queridos leitores/as imaginarem…
(Perdoem-me o egoísmo!)
Nunca será aquilo que hoje vivi!
Hoje voltei a nascer para ser consumido em pecado!
O Sétimo!

7thSin✟ 69 Letras® 01.03.2017

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