O jogo…

Texto Erotico | M18|

Quando entrei, ela estava deitada na cama, quieta, nua, de pernas bem abertas, como que à minha espera, num ensaio de sedução meticulosamente pensado.

Olhei-a de soslaio, de forma fugaz, com o desdém vincado de quem não se sentiu minimamente afetado pelo seu estado, e segui o meu caminho até ao “closet” para me despir.

Primeiro, desapertei os punhos de prata da camisa, depois, botão por botão, deixei a nu o meu peito, enquanto que pelo longo espelho apreciava aquele corpo despido para mim, mas sem lhe falar.

Ainda com as calças vestidas, mas já sem camisa, atravessei o quarto numa busca inventada de alguma coisa que não perdi, apenas para a ver, ali quieta e despida para mim.

Os seus mamilos estavam eretos, rijos como as nêsperas primeiras por alturas da primavera, mas apetecíveis. Todo o seu corpo estava tremulo e não se mostrava indiferente à minha presença, contorcendo-se, ainda que levemente, naqueles lençóis de seda pretos.

Não me olhou, pelo menos fixamente. Retribuiu-me de certa maneira o desdém que lhe tinha oferecido minutos antes. Voltei ao closet, despi as calças, tirei as meias, mas deixei permanecer os boxers pretos, bem justos, que ela tanto aprecia. Olhei-a agora fixamente. Percorri o meu olhar por todo o seu corpo, e apreciei cada pedacinho da sua pele despida, e com o desejo a começar a tomar conta de mim. Aproximei-me em silencio, não lhe falei. Observei-a de frente apenas. Ela permanecia de pernas bem abertas. Nessa altura era já evidente que algo crescia descontrolado em mim. Baixei-me, ajoelhei-me, beijei-lhe os pés, depois os tornozelos, e deixei que a minha língua percorresse as suas longas pernas até se alojar na sua vulva em chama, fazendo-a soltar um longo e prolongado gemido.

Empenhei-me. Ela contorcia-se. Gritava. Gemia de prazer a cada toque da minha língua naqueles lábios rosados, bem dilatados, a cada toque no seu clitóris, a cada penetração da minha língua faminta.

Naquela altura, já os meus dedos tinham tomado conta de si, e escondiam-se agora bem fundo para seu contentamento. As suas pernas tremiam, os seus músculos estavam tensos, a sua vulva estava agora em total agitação, sabia que em breve iria jorrar de prazer numa erupção descontrolada, dada que era a intensidade que eu depositei naquele momento.

Enquanto isso, ela apertava os mamilos, esmagava-os, acariciava as suas mamas bem por baixo da sua copa, lambia os dedos, a sua cabeça estava descontrolada, rodava-a na cama sem sentido, enquanto que eu, seguia com critério em busca do seu prazer. Conseguia ouvi-la a implorar baixinho que a penetrasse, ela estava doida, propensa, entregue nesta loucura sem retorno. Mas eu estava empenhado em não lhe satisfazer os pedidos, os seus caprichos, e continuei a chupa-la com força, enquanto que ela me continuava a desejar dentro dela, repetidamente. Nessa altura, sentia já a sua vulva a dilatar mais rápido, sabia que o desfecho estava perto, ela estava quente, em chama, eu carente de lhe dar prazer, continuei, forcei ainda mais o ritmo, a minha lingua tinha agora vida própria, estava doida, tão doida quanto ela, sugava-a agora com força, mordia-lhe o clitóris, ate que de súbito, para meu deleite, ela jorrou de forma abundante, demorada, espasmica, na minha boca gulosa que a esperava.

Olhei-a! Ela ainda tremia. Sorriu-me.

Eu, limpei a boca com as suas cuecas, cheirei-as, e sai dali com o mesmo ar de desdém que ali cheguei, e ….sem lhe falar.

 

©PSassetti #69Letras 16.03.2017

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