Noites no Cabaret – Conto V

TEXTO ERÓTICO M|18 ? ? ?? ? ?

 

CAPÍTULO V
Ia refilar, mas antes que o fizesse….
– Não reajas ao beijo. Faz de conta que tinhas saudades minhas. Disse-lhes que eras a minha namorada e que não consentia aquele tipo de atitude deles. Hoje, levo-te a casa. Eles estão a olhar.
Mas….
Quem lhe deu autorização para se fazer passar por meu namorado. Não quero ninguém. E porque é que a porcaria daquele beijo me incomodou? Doce, quente e com paixão.
Colocou-me a mão na cintura e começamos a andar, mergulhada nos meus pensamentos, na reacção que o meu corpo teve ao seu contacto. Porque raios tenho a sensação que me sinto atraída por ele?
Não dei conta que ele estava a falar comigo.
– Lola! Lola! Para que lado é a tua casa? Ou preferes que te leve para a minha?
Como se me tivessem dado um estalo, despertei do vazio.
– É naquele quarteirão à direita. Mas já posso ir sozinha.
– Moro também para esses lados, na Rua dos prazeres, 69. -Disse-me.
Estanquei.
Senti um calafrio na espinha e no estômago.
– O quê???!!! Mora onde?
– Ouviste bem. Mas porque essa admiração?
Porque? Porque seria? Acabei de descobrir que é meu vizinho. Gelei por completo.
O meu vizinho!!! 
Nunca quis conhecer ninguém do prédio, mas o azar tinha de ser tanto, para me cruzar e ser ajudada por um vizinho.
– Moro no mesmo prédio, que você. – Respondi-lhe a seco.
– Sério??!! Mas isso é bom!
– É??!!
– Sim. Assim fazemos companhia um ao outro a caminho de casa.
Ia argumentar, mas vi nele um brilho de contentamento ao canto do olho. E, estava tão cansada para discutir, que não abri boca o caminho todo.
Chegamos ao patamar do prédio e de sorriso travesso, disse-me que ali estava safa.
Estendi a mão para lhe agradecer, mas ele roubou-me outro beijo, mais suave, como se estivesse apaixonado.
Afastei-o.
– Não acha que já está abusar? Já não estou a ser vigiada.
O meu olhar desafiador e frio, foi como se fosse um desafio para a fera.
Agarrou-me nos braços, encostou-me a uma porta do prédio, senti o corpo dele no meu.  Não me dando manobra de me mexer, e a forma selvagem com que me beijou, sem hipóteses de refutar.
A minha mente teve um blackout, o meu corpo explodiu.
A porta atrás de mim abriu-se.
De costas para tudo, fui encaminhada por ele, até ao quarto. O cheiro doce a almíscar penetrou nas minhas narinas, aumentando mais o prazer que já tinha.
Deitou-me sobre a cama, despiu-me sem me perguntar fosse o que fosse.
Estava despida, nua a frente daquele conhecido-estranho. Ia-me cobrir e ele parou as minhas mãos.
– Deixa-me ver-te.
©Lola 2017 #69Letras

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