Noites no Cabaret – Conto III

TEXTO ERÓTICO M|18 ? ? ?? ? ?

 

 

CAPÍTULO III
No dia seguinte, levanto me a hora do costume, olho me no espelho, de rosto ainda meio sonolento e cansado.
“- Hoje começas uma nova etapa, Lola. Tu consegues, cabeça erguida.”
O dia correu na normalidade, mesmo com as parvoíces e piadas secas do patrão. Saio a horas, a minha mente já estava a milhas e a pensar no que vestir. Tinha de ir apresentável mas não muito produzida.
Banho tomado, tolho para o guarda-fato e reparo quase nada tenho casual, opto por umas leggings pretas, blusa cinza, e sapatos de salto. Vejo me ao espelho e sorrio.
Está óptimo.
Dirijo me ao bar, o segurança da noite anterior era o mesmo, interrogou-me com o olhar.
Dei-lhe um sorriso meio nervoso.
– Boa noite, primeiro dia. O gerente está.
Assentiu com a cabeça e abriu me a porta.
Entrei, um silêncio absoluto, só se ouvia as vozes dos empregados, os copos e meio sumido musica. Dirigi-me ao bar, e perguntei a rapariga se o gerente estava.
Ela manda um grito, e passado minutos ele aparece.
Vinha com o semblante carregado, mas quando olhou, tentou esboçar um sorriso meio forçado, mas aceite.
– Boa noite, Lola. Vou pedir desculpa de não a acompanhar a mostrar as instalações, mas tenho um assunto em mãos.  Rita!! Podes fazer as honras da casa e depois explicares como funciona o bar e as mesas, se faz favor. Obrigado.
A rapariga meio descontente lá se apresentou e levou me a conhecer o clube, todos os recantos.
Após o tour, ela disse que a primeira noite seria melhor ficar ao balcão, para me familiarizar.
Nunca pensei que as noites aqui, fossem calmas, clientes educados e alguns depois de alguns shots e champagne, soltam-se. Ficam mais atrevidos, mas respeitadores.
Eram 4h da manhã, já a fechar, fui dar a volta as mesas para ver se estava tudo em ordem.
Quando…. Me deparei com uma silhueta de alguém escondido na penumbra de um dos cantos da sala. Dirigi-me à mesa.
– Lamento, mas terá de sair, vamos fechar.
Vejo a cabeça a mover se e um par olhos azul cinza a brilhar na minha direcção.
– Eu sei que estão a fechar. Estava aprecia-la desde o inicio da noite. Você tem um ar exótico, intrigante, além dum corpo perfeito. Nunca a tinha visto por aqui. É alguém que não passa desapercebida.
– Desculpe!!! Acho que está a ser impertinente. Como lhe disse já fechamos. Se não se importa, pode ir andando.
Ele levantou-se, retira do bolso dinheiro e deixa na mesa.
– É para si, pelo serviço prestado durante a noite.
– Mas….Eu não…..
Quando olhei ao redor, já não havia ninguém, só eu e a Rita. Peguei em tudo o que estava na mesa, incluindo o dinheiro.
Perguntei à Rita quem era o cromo. Disse que era cliente habitual, ficava no canto a apreciar. Pedia sempre wisky e não se metia com ninguém, fazia um ou outro flirt com as empregadas nada demais.
Nunca deixava gorjeta.
Mostrei-lhe o que ele tinha deixado. A Rita soltou um grito de admiração e disse:
– Desde que estou cá a trabalhar, nunca ele tinha feito isso. Tu só podes ter surtido efeito nele de alguma forma. As miúdas se souberem vão roer-se de inveja.
– Por favor, não comentes nada!!! Não quero arranjar chatices, e preciso deste emprego. Não faço tensões de ter algo com ele.
– Por mim está descansada. Sou um túmulo. Mas o mesmo não posso dizer das corujas, até tem olhos na nuca.
Interroguei-a com o olhar.
– Irás descobrir breve. Vamos! Esta tudo terminado.
Saímos as duas, despedimos-nos e cada uma para seu lado. Ia virar a esquina e sou interpolada por um homem.
Dou um pulo atrás.
– Não tenha medo. Não a queria assustar. Estive à espera que saísse. Posso acompanha-la ate ao carro, ou até casa?
– Desculpe??!!! Não o conheço para ter essa liberdade comigo. Sei bem ir sozinha para casa. Já sou crescidinha. Já passei a maioridade.
– Mil perdões! Tem razão. Lá dentro foi rude da minha parte não me apresentar. Chamo me Helder.
©Lola 2017 #69Letras

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