Noites no Cabaret – Conto II

TEXTO ERÓTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥

 

CAPÍTULO II
O porteiro gentilmente deu-nos as boas noites. E perguntou-nos se éramos as novas strippers ou clientes. Sorrimos as duas e respondemos que éramos clientes.
Entregou nos um cartão de consumo a cada uma, informando que o consumo mínimo era 15 euros e o cartão era entregue a saída carimbado como pago.
Agradecemos. Entramos.
Tivemos de adaptar os nossos olhos a semi escuridão do espaço.
Luz media de varias cores, as paredes cobertas de um material aveludado, os sofás em tons de bordeaux e preto. Tinha um mini palco com um varão a nossa direita e do lado oposto o bar.
Olhei para cima e reparei que existia um andar coberto de cortinas transparentes e via se as meninas a fazerem lap dance aos clientes.
Sentamos nos no canto bar pedimos um black espirit, para aquecermos porque a noite estava fria.
Olhei a redor e via os olhares furtivos dos homens e mulheres que lá estavam.
Senti-me desconfortável, só me olhavam assim quando era para fazerem sexo comigo.
Mas não estava lá para isso.
Minutos depois somos abordadas por um quarentão, corpo bem delineado, olhos claros e um sorriso cativante.
Cumprimentou nos e perguntou se era a nossa primeira vez ao clube.
Afirmamos que sim.
Esclareceu-nos que era o gerente e que género de serviços prestavam.
Meio apreensiva, perguntei:
– Não estão a precisar de alguém para o bar ou mesas?
Pela primeira vez senti o olhar daquele homem percorrer cada centímetro do meu corpo. E perguntou-me:
– Parece me ser uma mulher inteligente, alem de bonita, porque haveria de vir trabalhar para aqui?!
– Não arranjo ninguém de confiança para partilhar o apartamento, quero terminar a minha licenciatura e o que ganho no turno de dia, não cobre as despesas todas. Preciso de um extra. Ajeito-me a fazer cocktail e servir a mesa não deve ser difícil.
– É um pouco, porque temos por vezes clientes com imans nas mãos e param no rabo das empregadas. Já alguma vez teve com um homem ou homens, mulheres??
Senti-me a corar da cabeça aos pés, mas mantive-me firme na minha postura.
Ergui o rosto para fixar o olhar dele, aquele olho azul que me desconcertava solenemente, e para que visse que estava determinada a obter o que queria, respondi:
– Se quer saber se sou virgem. Não. Já tive namorado há muito tempo. Na adolescência tive uma experiência com uma rapariga. Mas nada mais. Além disso, julgo que a minha intimidade nada tem haver como o género de trabalho que possa vir a fazer.?!
– Não precisa ficar irritada, menina….
– Lola. Sra Lola.
– Menina Lola, só estou a perguntar, porque como já lhe disse, os nossos clientes por vezes são inconvenientes. Era só para saber se ficaria constrangida se lhe tocassem.
A minha indignação por causa daquela pergunta, atenuou.
-Ok. Tudo bem. Esclarecida. Mas continua sem me dizer se existe alguma vaga, ou não?
Sorriu, e retorquiu:
– Já vi que é uma mulher determinada e não desiste à primeira. Muito bem. Esteja cá amanhã às 20h, pode ser?
– Sim. Do escritório saiu às 17.30, dá tempo de ir a casa, trocar-me e estar aqui a essa hora.
-Otimo!
Terminamos as bebidas, ele pegou nos nossos cartões e colocou uma rubrica.
Ia disparatar, julgando que me estava a dar o número telefone dele, mas reparei o que estava escrito “Pago”.
Agradeci com um aceno de cabeça e despedimos-nos.
De regresso a casa, íamos caladas. Até que quebrei o silencio e disse:
– Isto vai me sair caro..
-Pois… -respondeu a Vicky.
Só queria dormir, amanha era 6a feira, inicio fim semana.

©Lola 2017 #69Letras

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