Há carnavais e carnavais.

[ ] TEXTO EROTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥
Há carnavais e carnavais.
Quem é que nunca teve uma aventura no Carnaval?
Posso dizer que sim, já tive. Deixo-vos aqui a minha história.
Segunda noite de Carnaval, não há desfile dos grupos. Hoje é dedicado ao povo, concertos com grupos alternativos, zona electrónica, bares e discotecas abertas e as pessoas todas mascaras desde o mais novo até ao mais velho.
São dias em que as pessoas esquecem por breves dias todos os seus problemas.
Mas continuando…Tinha marcado com umas amigas depois de jantar irmos dar uma volta ao centro, mascaradas a rigor. Este ano apeteceu me vestir de colegial, mini saia preta e branca, camisa branca aberta a ver-se parte do peito e atada na cintura. Meias de liga pretas, salto alto e não poderia deixar de colocar os óculos que me davam um ar safada. Fui ter com elas ao café, óbvio que era a inveja das mulheres e a perdição dos homens. Sabia que iria haver reacções a fantasia, mas era Carnaval.
Procurei-as, após o festim todo de nos vermos mascaradas, bebemos o café e decidimos ir dar a volta para ver o que havia interessante.
Passamos pelo adro da câmara onde estava a dar o grupo alternativo e não nos inspirou muito. Mais uma volta e fomos parar à zona electrónica, que já era mais a nossa onda. Dirigimos nos ao bar que lá havia e pedimos shots para todas.
No meio de tanta euforia, tanta bebida, uma delas choca com um policia disfarçado, ia lhe pedir desculpa.
Quando se virou, qual não foi o meu espanto e admiração dele. Era um amigo que já não via há décadas. Ele já estava meio alegre, assim como nós, elevou-me no ar com um sorriso de alegria de me ver, mas aquele brilho no canto…Fiquei a saber logo, pois quando me desceu, deu-me um beijo bem prolongado, como se fossemos namorados.
Os amigos gritavam eufóricos, as minhas amigas ficaram estáticas à espera da minha reacção.
Não tive nenhuma. O meu corpo congelou ao toque dele e ebuliu ao sentir aquele beijo que foi sentido, dado com paixão.
Tentando recuperar a sobriedade da minha mente, ambos nos apresentamos aos respectivos amigos.
Mas o nosso olhar não se despregava um do outro. Sempre o vi como um grande amigo, mas aquele beijo reavivou algo mais que amizade. Atracção, desejo, paixão…
A noite continuou, a folia, a bebida, elas já andavam embrulhadas com os amigos do dele.
A hora de regresso estava próxima, disse ao pessoal que ia regressar a casa. Elas disseram que iam mais tarde, e despediram se com um aceno, ri-me. Ia-me despedir do V…
– Eu acompanho te, não vou ficar a fazer de vela.
Sorri. Entrelaçou os dedos nos meus e puxou-me para ele. Resisti, olhou-me e disse:
– É para não ficares com frio.
Não sei se seria para isso, ou algo mais. Sei que o meu corpo começou a ferver do contacto com ele.
Fizemos o caminho quase todo com conversas banais e flirts, os dedos dele acariciavam a minha mão. Cada vez que olhava para ele, sentia uma vontade enorme de o beijar. Inconscientemente mordi o lábio, sem dar conta do efeito que estava-lhe a provocar. Da-me um puxão para uma viela sem saída e com pouca luz, encosta-me a parede gelada e beija-me como um louco à procura de lucidez.
Como se não houvesse amanhã.
Senti as minhas pernas fraquejar, mas a mão dele na minha cintura e o seu corpo de encontro ao meu, não permitia que caísse.
– Sempre me deixaste louco. Cada olhar teu, cada sorriso que mandavas, cada passo que davas com esse teu corpo, naqueles corredores. Sempre te desejei, mas sabia que me vias só como amigo. Hoje ao ver-te à minha frente, passado tantos anos. Não consigo resistir.
Ia tentar dizer algo, mas fui interrompida, por outro beijo. Tentei afasta-lo.
– V!… Não tinha noção…Mas aquele beijo que me deste. Despertou algo em mim, que ainda não assimilei. Mas neste momento sei que te desejo.
Foi o sinal suficiente, para ele avançar. Rasgou-me a blusa, expondo os meus seios, deixou a sua boca cair nos mamilos que estavam entesados de frio e excitação.
Soltou-se um gemido da minha boca, fazendo com que ele afundasse a boca e passasse a língua neles. Foi descendo ate alcançar o meu baixo ventre. Tirou-me as cuecas, levantou-me uma das pernas e, deixou-me sentir a virilidade dele, todo em mim.
Os movimentos eram suaves ao inicio, em simultâneo beijava-me, beijava os meus seios, fazendo-me largar gemidos atrás de gemidos, acelerou o ritmo. As minhas unhas cravaram-se na pele dele.
Estava a pôr-me doida, louca de desejo.
– Quero-te sentir todo, toda a tua essência. Arrebata-me.
– De certeza que é isso que queres?
– Sim!!! Desejo-te loucamente.
Parecíamos dois animais insaciáveis, incontroláveis e famintos. Viemos-nos como uma sinfonia.
Abraçou-me, encheu-me de beijos. Agarrou o meu rosto com as duas mãos e olhou bem fundo.
Pude ver o brilho de paixão nos seus olhos, o seu desejo por mim ainda estava estampado no rosto.
Mexi os lábios e um dos dedos dele selou-mos.
– Não digas nada. Deixa-me saborear este momento. Deixa-me memorizar cada traço do teu rosto. Parece um sonho.
– Seria tanto sonho para ti, como para mim. Mas não é. É real. Já há muito que ninguém me fazia sentir assim. Selvagem, doce.
– Quero voltar a ver-te. Da próxima vez quero fazer amor contigo.
Sorri. Não era só ele que tinha esse desejo.
Regressei a Lisboa. E passou uma semana sem notícias dele. Terá sido mesmo um sonho, uma fantasia de carnaval?
O telemóvel tocou.
– Estou?
– Lola, és tu? Pensei que resistiria, mas não consigo. Preciso de te ver. Preciso de te sentir. Desde aquela noite, que  sinto o teu cheiro impregnado na minha pele. Fecho os olhos e revejo cada momento que tivemos. Vem!!
Não precisou de dizer mais nada, já estava calçada e a pedir-lhe a morada.
Desejava-o da mesma foram que ele. Precisava de o sentir.
Como pude ficar como amiga dele este tempo todo, se bem que, o meu subconsciente sabia que queria muito mais…
© Lola 2017 #69Letras

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