Entrevista a Uma Submissa! | Rúbrica: Conta-nos a tua história

Entrevista a uma submissa

 

 

1- Quando tiveste conhecimento do que era o BDSM e de que forma entrou na tua vida?

Foi à relativamente pouco tempo que descobri que havia um nome para o que eu chamava  “as minhas coisas estranhas”. Desde muito nova que eu tinha comportamentos e gostos os quais eu não sabia explicar a mim própria e muito menos conseguia explicar a outras pessoas, a única coisa que sabia é que me davam
prazer. A certa altura recusei viver na mentira e procurar respostas para “as minhas coisas estranhas”… e foi assim, em forma de avalanche que a informação chegou e de uma vez todas me propus viver aquilo que me fazia sentir viva…

  

2- Consideras-te uma mulher submissa mesmo em contexto pessoal/profissional ou familiar?!

Não, nada mesmo… vou tentar explicar da melhor maneira… Talvez a forma mais fácil de perceber a minha submissão é se a catalogamos como um fetiche
meu, ter alguém mais forte psicologicamente/fisicamente  que eu  e que seja capaz de me submeter a ele de todas as formas, tanto física e psicologicamente é isto que me dá prazer, é este o desafio que me excita…

     

3- Conta-me como foi a tua experiência mais marcante?

Foi sem dúvida a primeira vez que estive com o meu Dominador, literalmente
num “blind date”, o local estava completamente às escuras, o que sabia dele era pouco, mas havia algo nele que me provocava, que me desafiava e eu sabia que aquele encontro era inevitável, eu tinha que passar por aquele processo… e foi nesse encontro que eu
tive a certeza do que queria e do que precisava, foi a resposta para muitas dúvidas, e foi sem dúvida o momento em que a minha vida se alterou por completo…

      

4- Que tipo de relacionamento tens actualmente no contexto bdsm? 

devido a questões pessoais ela preferiu não responder a esta 🙂

 

 

5- Alguma vez sentiste vontade de experimentar o lado da dominação e adoptar um papel como Switcher?

Já sim e foi uma surpresa para mim… Importante dizer que não sou dominadora
nem ambiciono ser, e também ainda me falta muito para ser Switcher, digamos que ando numa fase de aprendizagem o mais correcto será dizer que sou uma alfa… Em relação ao meu lado dominador, eu só faço e só pratico o que me dá prazer, é claro na consensualidade
da pessoa que está comigo, jamais farei algo que a outra pessoa não queira ou com que se sinta desconfortável a fazer, e também não testo os limites da outra pessoa, deixo apenas que sejam momentos de prazer, por esta razão e muito mais estou muito longe de
me intitular como dominadora…

 

6- Consideras mais satisfatório o prazer físico ou psicológico nas práticas que fazes?

Ambos… Não consigo desligar um do outro, contudo dependendo da prática
o nível de prazer físico ou psicológico alteram-se e são ambos fundamentais para o meu equilíbrio…

 

7- Quais são os plays ou práticas que mais gostas?

Amo de paixão cordas (shibari/kinbaku)… Quanto ao resto é tão difícil de escolher, é o mesmo que ter um cozido à portuguesa e só escolher 1 ou 2 ingredientes quando gosto de todos e todos têm a sua importância…

 

8- Alguma vez foste prejudicada a nível pessoal ou profissional por seres praticante?

Não nunca… embora às vezes seja difícil disfarçar algumas marcas e dores de “guerra”… Lol

 

9- Achas que algum dia conseguirias  te afastar deste estilo de  vida?

Não, nunca… faz parte de mim, era a mesma coisa que renunciar a minha própria felicidade e equilíbrio…

 

10- Que conselhos tens para quem queira se iniciar?

Que pergunta difícil… não tenho um conselho específico, nem uma fórmula mágica… posso apenas dar a minha opinião mais sincera, sejam vocês próprios,
façam, vivam, experimentem, saboreiem aquilo que vos dá prazer e não tenham medo de se revelarem, nem que seja para vocês próprios. Assumir que gostamos de determinadas práticas faz-nos ter mais consciência de nós próprios… e por fim, sejam felizes… kiss kiss

 

Entrevistadora: Misses Kat a Alice_31!


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