Encontros inesperados no Corte Inglês

TEXTO ERÓTICO M|18 ? ? ?? ? ?
Bem dito Fim semana!
Andava desejosa que o fim semana chegasse, precisava relaxar. 
Tirar tempo para mim, foi uma semana de inferno.
Era sábado, fiquei mais tempo na cama de lazeira, sabia-me tão bem. Levantei-me.
Entro no duche, sinto a água correr pelo meu corpo, como se me limpasse de todas as impurezas.
Passo a toalha no meu corpo, olho-me ao espelho, vejo as marcas da idade e, penso:- Já não és uma teenager com as medidas perfeitas, mas as curvas ainda se mantém. Passo o creme no corpo, dirijo-me ao guarda-fato, olho e volto a olhar. Pergunto:- O que vou vestir?
Olho para a janela e vejo o tempo meio nublado.
Bem!, terá de ser algo pratico, já que vais andar na azafama das compras. 
Lingerie preta de renda, meia de liga, calça preta de lycra, camisola branco e botas de cano alto.
Coloco maquilhagem suave, olho ao espelho, sorriu e digo:- Perfeito!
Como qualquer coisa. Pego no carro e dirijo-me ao Corte Inglês.
Estacionar naquele shopping é uma dor de cabeça, as curvas do parque estreitas e não há carro nenhum que não saia de la com amolgadelas. Mas ir fazer compras de transportes públicos, aquele shopping estava fora de questão.
Respirei fundo e tentei entrar, sem riscar, estacionei nas calmas. Subi, mal as portas se abrem, parecia que estava noutro mundo, do género dos míudos – Mundo encantado da Popota.
O shopping estava cheio, mal dava para andar.
Fui vendo tudo com calma, mas…. fui abordada na secção de electrónica por um funcionário de fato cinzento claro e gravata verde, aquele olho castanho e barba.
A minha perdição por fardas e fatos matou-me, perseguia-me. Fiquei sem reacção.
Até que….
– Olá Lola!
– Olá…….
– Não me reconheces? Sou eu, o Ricardo. Fomos colegas de trabalho.
– Ricardo!!! Há tanto tempo. Tudo bem?
– Melhor agora que te revi.
– Ohhh!! Tão querido! Então estás a trabalhar aqui? Já faz muito tempo?
– Sim algum. Tens tempo para um café?
– Sim, claro.
Pediu a uma colega para cobrir a ausência dele e pediu para o seguir. Reparei que ele não estava a dirigir-se para a cafetaria. Indaguei:
– A cafetaria não é para esse lado??? Para onde estás a ir, Ricardo?
Agarra-me na mão, e com um gesto pede-me para ficar em silêncio. Abre a porta das escadas de acesso e direcciona-me para um sitio meio escondido atrás das escadas. Ia para regatear, mas….
– Tu não mudaste nada, miúda. Continuas a exalar essa sensualidade, esse olhar atrevido que adoro. Não tens noção de como te desejo há tanto tempo. Desde que te conheci, sempre a flirtar, a insinuar. E, eu desejoso de poder sentir o teu cheiro, o teu gosto. Poder beijar-te..
Ia para lhe responder que naquela altura também tinha sentido uma atracção por ele. Mas não tive hipótese de retaliar, pois fui abalroada por um beijo sôfrego de paixão, quente.
Puxou o meu corpo de encontro ao dele, senti toda a virilidade dele. O seu corpo estremeceu enquanto me abraçava. As mãos dele percorriam cada centímetro do meu corpo.
Levanta-me a camisola e deixa exposto os meus seios para deleite do seu olhar. Senti os lábios dele nos meus seios, pareciam queimar de tesão.
Senti o meu corpo fervilhar de desejo, não me retraí, deixei-me levar naquele embalo doce, fervoroso.  Retribui os beijos, o desejo. 
Não retirou os olhos dos meus, enquanto me despia, ali naquele corredor, sujeitos a ser apanhados. Ele apercebeu-se da minha aflição.
– Descansa, a esta hora ninguém vem aqui.
Começou a baixar o olhar e observar cada parte do meu corpo. Senti-me a ruborizar como uma adolescente.
– O teu corpo é lindo. Tal e qual eu imaginei. Desejo-te tanto.
Deitou-me no chão onde estavam as nossas roupas e possui-me ali, debaixo daquele vão de escadas. Abafava os meus gemidos com os seus beijos ávidos e sedentos.
Estávamos sincronizados, os nossos corpos explodiram em uníssono.
Abraçou-me, fez-me um carinho e desta vez beijou-me suavemente. Ajudou-me a vestir.
Sentia-me desalinhada e sabia que estava corada depois daquele momento. Olhou-me, sorriu e disse:
– Agora pareces uma adolescente.
Fiquei sem jeito. Não sabia o que dizer. 
– Gostava de te voltar a ver, Lola! Apontas o meu número?!
Ainda meio atordoada com o que tinha acontecido, retiro o telemóvel da mala e ia para apontar, ele tira-mo. Regista o número e faz uma chamada para o dele. Fico imóvel, sem conseguir dar resposta.
– Assim sei o teu número. Se não me ligares, eu ligo-te. Adorava voltar a pôr a conversa em dia. Não perdeste o teu encanto. Adoro-te por isso.
De regresso ao shopping, deu-me um beijo suave nos meus lábios e disse: – Até breve.
Como é possível, o que estes breves minutos fizeram de mim. Não conseguia sair do lugar.
È verdade que sempre quis saber como era estar com ele, mas só em sonhos. Porque ele era sempre cortejado pelas outras colegas.
Hoje, ele fez-me regressar à adolescência, nunca pensei que alguém tivesse esse efeito em mim.
Passaram alguns dias, eis que recebo uma chamada. Atendo e oiço aquela voz rouca, que me soa tão familiar.
Não tinha gravado o número dele. Perguntou-me o que fazia naquela noite, pois tinha algo especial reservado para nós. E não aceitava, um não.
Como poderia resistir, se o meu corpo ardia de tesão, só de pensar naquele corpo contra o meu, naqueles beijos…
Disse-me para ir ter com ele a sua casa, já me tinha enviado a morada por SMS.
– Espero-te as 20.30H, não te atrases e traz algo sexy…
#LOLA 69Letras® 02.03.2017

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