Ema, no voo transatlantico

Texto Erotico | M18|

Porto, 6:35h.

Estávamos em Dezembro e a noite permanecia ainda cerrada. Estava frio. Não chovia. Mas a massa de ar densa e húmida que caiu sobre a cidade, gelava-me o pouco da cara que não conseguia tapar com o cachecol.

À porta de casa, com as malas amontoadas junto à berma do passeio, olhava impaciente para o relógio, enquanto que no meu intimo, inquieto, rogava já pragas eternas ao taxista, por este ser incapaz de cumprir um horário.

Ao fim de mais uns minutos de espera, e com a ponta do nariz mais gelada que o iceberg que afundou o Titanic, o senhor lá resolveu aparecer, e com um ar de quem cumpriu o horário com prontidão inglesa. Não fiz caso. Na verdade, naquela altura, nada era mais importante e pertinente que entrar rapidamente no táxi e aquecer-me.

– Para o aeroporto, rápido, por favor, já viu as horas?! – disse-lhe eu, com um ar de desagrado pela demora, que por certo, ele não entendeu.

Eu estava impaciente, não podia perder aquele voo por nada deste mundo. Tinha que estar em Nova Iorque no dia seguinte, para tentar fechar um negocio no qual estava a trabalhar há vários meses, e não estava disponível para o perder pela irresponsabilidade de um taxista que não sabe cumprir horários.

Chegado ao aeroporto, com as malas retiradas á pressa do táxi e empilhadas como calhou no carrinho, corri desenfreado para a porta de embarque, qual ladrão que foge do policia quando este o apanha em flagrante.

Ofegante, por certo despenteado e com um ar meio desnorteado, eis-me finalmente na porta de embarque, que de uma forma muito formal e totalmente impessoal, tinha um ecran luminoso que dizia: “Voo Atrasado!”. Suspirei, de alivio primeiro, depois de frustração, ninguém cumpria horários, primeiro o táxi, agora o avião, estava visivelmente incomodado.

Bem, que fazer? Pensava eu, enquanto que resmungava com os meus botões, e procurava uma maquina de café, para me tentar aquecer e esquecer este inicio de dia atribulado. Raios…. Continuava eu como que a rosnar no pensamento.

De súbito, no meio das muitas pessoas que por ali se amontoavam na mesma situação que eu, mas bem mais calmas e pacientes, por certo, oiço uma voz meiga, doce, de mulher, que diz:

– Senhor! Senhor! Por favor! Olhe, deixou cair isto. – “Isto” era uma pequena carteira onde eu guardava a passagem de avião, a reserva do hotel em NY, entre outros documentos importantes que no meio da confusão, e da minha inquietação, acabei por deixar cair.

– Muito obrigado minha senhora, muito obrigado mesmo, que faria eu sem isto, sou um desastrado. – Disse-lhe eu, com  minha inquietação permanente, misturada agora com um sorriso largo, o primeiro do dia, ao qual ela respondeu de igual forma.

– Acompanha-me num café? – Perguntei eu.

– É o mínimo que posso fazer, pagar-lhe um café, afinal acaba de me salvar o dia! – Insisti, num tom que não lhe deixava grandes opções.

– Aceito! – Disse-me ela com um largo sorriso, nada tímido, que me deixou mais bem disposto e desperto.

As horas seguintes foram de conversa boa, falamos da vida, do que fazíamos, dos planos que tínhamos, das ambições, enfim, conhecemo-nos. Rimo-nos até, enquanto lhe contava um sem número de peripécias que passei, por causa do meu lado desajeitado, que ela muito apreciou.

A conversa estava tão boa que nem demos pelo passar das horas, e com isso tinham passado já três, até que fomos interrompidos pelo alarme sonoro do aeroporto dando conta que deveríamos aproximar-nos da porta de embarque, pois finamente o avião estava preparado para voar.

Enquanto nos dirigíamos para a porta, reparamos que os nossos lugares eram lado a lado, numa coincidência difícil de explicar, mas que ambos nos congratulamos, rimos até, pois desta forma poderíamos prosseguir com a nossa agradável conversa.

Depois de mais uma longa espera para que todos entrassem, arrumassem as malas e fossem apresentados os protocolos de segurança, lá seguimos viagem rumo á cidade que nunca dorme. Contrariamente á Ema, sim, Ema era o seu nome, que mal entramos no avião pediu de imediato á hospedeira que lhe trouxesse uma almofada e um cobertor, deixando antever o que aí vinha. Eu apenas sorria.

Estávamos confortavelmente em executiva, benesses de quem voa ao serviço da empresa em voos intercontinentais, agora respostas, uma vez que a crise parece que nos deixou.

Depois de conversarmos mais um pouco, de rirmos mais um pouco, ela resolveu recostar-se no banco, colocou a almofada sobre os ombros, e tentou de todas as formas adormecer, contorcendo-se no banco vezes sem conta, mas sem sucesso, perante o meu olhar atento. Ao fim de algum tempo, e estando ela visivelmente cansada, sugeri-lhe que encostasse a cabeça no meu ombro e tentasse dormir, sugestão que ela aceitou de imediato.

Ao fim de algum tempo ainda impaciente, finalmente la sossegou e acabou por adormecer no meu ombro, e eu, que também queria fechar os olhos por uns momentos não queria agora acorda-la, pelo que deitei um pouco mais o meu banco de forma a ficar um pouco mais confortável, mas ao faze-lo, e de forma involuntária, ela deslizou a cabeça até ao meu peito, e aconchegou-se em mim, deixando que a sua mão me cobrisse as pernas dada a sua posição.

Ema era uma mulher linda, com olhos cor de mel, brilhantes, intensos. O seu corpo era definido, delineado, de pele bem cuidada. Os seus cabelos eram longos, e o seu cheiro, que me invadia agora todos os poros, era intenso, tão intenso quanto aquele momento inesperado me fazia fantasiar.

Deixei-me dormir por momentos, poucos, quando acordei Ema estava ainda mais enroscada em mim, não sei se fui eu quem a puxou, ou se foi ela que procurou o meu aconchego, sei que ela estava agora praticamente deitada em mim, as suas pernas estavam sobre as minhas, o seu rosto encostado no meu peito, os seus seios encostados em mim, as suas mãos tão próximas do meu sexo.

Comecei a ficar inquieto, a vontade que eu tinha de lhe tocar era tanta, quase tanta quanto o receio da sua reação, cobri-nos com o cobertor, aos dois. Estávamos agora tapados, com o calor dos nossos corpos partilhado naquele velho cobertor, e a minha imaginação a voar em sentido contrario da razão.

Afaguei-lhe o cabelo, percorri a minha mão pelo seu dorso fino até bem próximo das suas nádegas, voltei a subir, deixei que a minha mão deslizasse nas suas costas, dedilhando-a. Beijei-lhe a nuca, levemente. Abracei-a em mim, agora mais apertado, ela suspirou, levantou lentamente a cabeça, olhou-me nos olhos, soltou um pequeno sorriso, e voltou para o aconchego do meu peito. Percorri novamente o seu dorso, mas agora não parei ao chegar ao fundo das suas costas, e deixei que a minha mão percorresse as suas nádegas dando-lhe pequenos apertões, leves, mas que a fizeram estremecer.

A sua mão, imóvel até então, acariciava-me agora o interior das minhas coxas em movimentos curtos, mas cadenciados, que me fizeram aquecer. Ela sabia-o, continuou, deixava agora que a sua mão percorresse toda a minha coxa desde os joelhos até bem próximo do meu sexo, que dava já sinais que em breve teria vida própria, mas sem lhe tocar. Eu mais atrevido, tocava-lhe agora levemente o seu seio, alisava-o, tocava-o em movimentos circulares, tocava-lhe o bico, apertava-o levemente, ela estremecia, mas parecia empenhada em que eu não parasse, de tal forma, que também ela agora já mais liberta, me tocava de forma constante no meu sexo que havia crescido, entretanto.

Estávamos quentes, muito quentes, os minutos seguintes foram de evolução progressiva no que toca aos mimos que tocávamos. Ela, que entretanto habilmente me havia desapertado as calças, segurava agora firmemente no meu membro, e esfregava-o lentamente de alto a baixo de forma repetida. Eu, doido de tesão, tocava-lhe agora a sua vulva com os meus dedos atrevidos e longos, que já a invadiam e já a haviam feito soltar uns pequenos gemidos abafados.

Beijei-a, deixei que a minha língua tocasse a dela, ela apertou-me ainda mais o membro, deixando-me a beira de gritar. Safada, pensava eu, mas ela estava empenhada em não parar, esfregava agora com mais força, eu vermelho como tudo, dada a excitação, estava doido de vontade de a penetrar, de abusar daquele corpinho lindo que imaginava por debaixo do seu vestido preto.

Ela olhava-me agora, sussurrava para mim, dizia-me baixinho: “Quero….”, …“Quero-te…”,…. “Quero ser tua…” ….

Eu estava em transe, ela batia o meu membro cada vez mais forte, eu precisava de possui-la, os meus dedos entravam agora bem fundo na sua vulva tapada pelo cobertor, estávamos febris. Era inevitável….. sugeri-lhe: “Vamos ao WC”…. “Vamos” respondeu ela com a voz já embargada pelo tesão e pela vontade.

Esperamos um pouco. Primeiro foi ela. Permanecendo eu quieto no meu lugar e esperando uma oportunidade de avançar sem o olhar das hospedeiras, que não tardou.

Avancei sem medos, sem receios, e com a vontade em alta.

Mal entrei ela beijou-me, estava doida de tesão, desapertou-me a camisa, depois as calças, desceu os meus bóxeres, e de uma vez engoliu todo o meu membro, fazendo-me gemer ao tocar-lhe na garganta, ainda que de forma contida para que ninguém nos ouvisse.

Empenhou-se. Os seus lábios deslizavam agora com força em mim, enquanto que a sua língua me lambia a glande dentro da sua boca gulosa. Eu estava muito duro, as veias do meu membro eram agora bem visíveis, rijas, cheias, como que a rebentar. Mas ela não estava disposta a parar e acariciava-me os testículos enquanto que me engolia por completo, e foi assim por longos minutos.

Puxei-a para cima, agarrei-a pela cintura e sentei-a no lavatório. Ajoelhei-me, abri a sua vulva com os polegares e passei-lhe a minha língua de alto a baixo saboreando o seu suco que já escorria por ela. Perdi-me por momentos ali, parei o tempo, estava empenhado em faze-la chegar ao céu e ao inferno, a minha língua tocava agora o seu clitóris, sugava-o, beijava-o, lambia-o, chupava-o com vontade, passava-lhe a minha língua e apreciava cada gemido, cada contração, forçava a entrada, ela gemia ainda mais.

Levantei-me, agarrei-a pelos cabelos, beijei-a, lambi-lhe o rosto, depois os lábios, depois a língua. Mordi-lhe os mamilos, suguei-os, chupei neles. Ela incrédula, olhava-me em transe. Peguei no meu membro, esfreguei-o para ela, ela olhava cada movimento meu, tremia, tocava-se, esfregava a sua vulva a olhar-me, deslizava os dedos nela para depois mos dar a lamber. Penetrei-a, de uma vez, de uma estocada, fazendo-a minha, forte, bem forte, ela agarrou-me, abraçou-me, cravou as suas unhas nas minhas nádegas e puxava-me para ela enquanto que eu a possuía sem dó, ali mesmo, em cima do lavatório para nosso prazer.

Voltei-a de costas, deixei-a agora com o rabo bem empinado para mim, ela estremecia, as suas pernas haviam perdido as forças. Agarrei-lhe a cintura e deixei o meu membro deslizar nela, agora com mais calma, mais suave, mas compensando com umas palmadinhas naquelas nádegas maravilhosas fazendo-o soltar gemidos de prazer. Parei, ajoelhei-me, e deixei que a minha língua bebesse um pouco mais daquela vulva em chama, dada a abundancia de suco que escorria por ela. Ela acariciava agora o rabinho, estimulava-o, e fazia-o enquanto que eu me deliciava naquele néctar com que ela me presenteava, levantei-me um pouco e deixei que a minha língua lambesse agora o seu ânus, estimulando-o, forçando a entrada, preparando-o. Ela pedia-o, queria o meu membro nele, olhava-me de soslaio como que a pedir, fiz-lhe a vontade, deixei o meu membro invadir-lhe aquele rabinho maravilhoso, para ela soltar um gemido agora bem alto e sem reservas nem medo que alguém nos ouvisse. O ritmo acelerava, ambos sabíamos que não iriamos aguentar muito mais, empenhamo-nos, levamos as nossas forças até ao limite, até que por fim jorramos em conjunto, de forma abundante, eu no seu rabinho e ela nos meus dedos que, entretanto, haviam tomado conta da sua vulva.

De regresso aos nossos lugares, ignoramos se  alguém nos tinha ouvido, ou se alguém nos tinha visto a sair juntos do WC, na verdade, estávamos demasiado felizes e satisfeitos para nos preocuparmos com questões de somenos importância.

A viagem até Nova Iorque foi feita a dormir, abraçados, com ela deitada no meu peito.

Da Ema, nada mais soube….. mas soube-nos bem.

 

©PSassetti #69Letras 18.03.2017

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