Despertar de fome

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Dormir, descansar o cérebro e o corpo dizem uns, recarregar os sistemas dizem outros, as variantes são bastantes, mas nada substitui o descanso, aquelas horas sagradas de descanso que todos precisamos, pena não se poder viver essas horas que perdemos a dormir, este mundo tem tanta coisa para ser explorada que por vezes dormir seria um desperdício.

Acordei ao teu lado, estavas ali, junto a mim, estiquei-me e constatei que tinha algo a mais, talvez tivesse tido um sonho erótico, não sei, mas sei sim, que estava com a tenda armada, e que tenda, tu ainda dormias, ali mesmo ao meu lado, apetecia-me acordar-te mas sei como é o teu acordar, se mal acordada, cai o carmo e a trindade, pelo que optei pela técnica sacana, se devemos acordar uma mulher, porque não acordar ela com uma pequena vontade de exercício matinal, pelo tal deitei-me de lado, com as pontas dos dedos percorri os teus mamilos bem devagar, estranhamente dormias e os mesmos respondiam ao toque, e a visão era deliciosa, deslizei a mão quase sem te tocar corpo abaixo, deslizei a mão pelo teu ventre e muito suavemente poisei a mão sobre o teu sexo, muito levemente toquei na tua pele, nos lábios sedosos, mexi devagar, e fui brincando, lentamente, até sentir que pronto, estávamos a chegar a algum lado.

Por fim, acordaste, estremunhada como habitual, mas mais calma, deixaste-me continuar a brincadeira, bem como ainda me fizeste a vontade ao separar mais as pernas para poder brincar com  ponta dos dedos no teu clítoris, que já dava sinais de actividade, beijei-te, nem te deixei falar, mordisquei o teu lábio superior, desci às tuas orelhas, beijei e dei uma dentadinha, sei que isso, em ti, é como chegar com um fosforo a um rastilho, continuei pelo teu pescoço, tudo bem devagar, até chegar ao teu peito, deixei a minha barba deslizar pela tua pele, até sorver os teus mamilos rosados nos meus lábios, os dedos continuavam a passear-se, sem entrar no paraíso perdido, continuei a descer a minha face pela tua barriga, era giro, a barba deslizava pela tua pele e tinhas arrepios, continuei, até chegar ao fruto do meu desejo, pequenos beijos primeiro na pele, pequenas dentadinhas, e depois, degustei o teu sexo vorazmente, estava tão bom, tão delicioso, que não me contive, voltei a subir pelo teu corpo acima, e fiquei em cima de ti, apontei para o que queria e atirei-me de cabeça, a mesma rapidamente se encaixou na perfeição entre as tuas pernas, no teu sexo quente e sumarento.

Que gozo que me estavas a dar, que boas sensações, que despertar magnifico, cruzaste as tuas pernas nas minhas, controlando os meus movimentos, beijamos ali, brincamos um com o outro enquanto os nossos corpos lutavam pela satisfação, era linda aquela imagem de nós os dois a ter aquele momento vibrante, beijos, mil, caricias, dentadinhas, tudo o que poderia ser, foi, até chegar o prazer regado em abundância, corpos crispados de prazer, sons mil, vontades saciadas, vozes desgastadas.

Tombamos na cama, cansados, satisfeitos, mas não saciados, dentro de momentos iria recomeçar tudo novamente.

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

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