Num grito só….

Tocas-me com a fúria indomável de um orgasmo matinal, cheia de vontades, cheia de promessas, mas sem contemplações, nem falsos credos.
Fazes-me teu!
…Olhas-me!
Seduzes-me com a doçura secreta do teu olhar de menina.
Deixas roçar a tua pele na minha, enquanto que mordes suavemente os teus lábios molhados.
Deixo-me levar pela tua loucura. Pelo embalar calmo do teu corpo. Pela tua pele macia, perfumada.
Pelos teus seios pequenos, com mamilos hirtos, eriçados, desejosos pelo toque dos meus lábios em chama.
Aprecio-te os movimentos. Empolgas-te. Lambes-me o rosto. Fustigas de mim os meus fantasmas, exorcizas-me a alma, enquanto que me abocanhas de uma vez, fazendo-me soltar um grito puro de prazer.
Sinto-me teu, deslizas a tua língua no meu membro, de boca cerrada, como numa valsa suave de Viena, onde me perco em passos descompassados.
Aprisionas-me na tua boca. Circulas os teus lábios em mim, empenhada, numa vontade infinita de me fazer jorrar como um rio bravo descontrolado.
Seguro-me! Faço-te frente! Mas as minhas veias ficam agora duras, rijas, cheias, como que insufladas, e que tu fazes questão de sentir uma por uma, nessa boca de menina capaz de devorar o mundo.
Dominas-me. Olhas-me nos olhos. Reviro os meus. Não aguento…e deixo que todo o meu tesão, toda a minha vontade, jorre agora livremente nessa tua boca sedenta de mim. Enquanto que um grito meu inunda toda a casa, numa demonstração de prazer.
© PSassetti 2017 #69Letras

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