Tarde de Inverno

Texto Erótico|M18

“- Hello Mrs. V…
– Boa tarde Miss E… Como está?
– Estava com saudades suas…
– Hum… Também tinha saudades suas Miss E… Já á muito tempo que não falava consigo…”
Ali parados em frente à cafetaria e ao frio trocamos olhares quentes e saudosos. Que saudades desta bela mulher.
“- Miss E, entramos? Estou desejoso para experimentar o capuchino de chocolate, que segundo dizem é a especialidade da casa.
– Sure Mrs. V. Let´s go!”

Durante duas horas falamos acerca das suas férias no Brasil, da passagem por Cuba e Jamaica, tudo na companhia da sua parceira de crime, Miss A. As aventuras engraçadas, as conquistas one nigth stand e daqueles que ficaram marcados na sua memória e nas suas fantasias. A nossa amizade era assim. Sem tabus nem julgamentos, sempre em prol do bem estar um do outro.
Damn! Já tinha saudades de estar assim com ela…

“- V, vou para hotel. Miss A está à minha espera para irmos ás compras. Chegamos e não temos roupas de Inverno!”
Saímos, andamos 5 minutos e um chuveiro apanhou-nos de surpresa. Puxei Miss E para mim, para o meu regaço e senti o volume dos seus voluptuosos seios. Olhos nos olhos ficamos prostrados e encostados á porta da livraria que entretanto encerrou para almoço. Em silêncio mas numa conversa tão intensa dominada pela tesão e desconforto latente entre as minhas coxas…
“- V, isso é tudo alegria por estar comigo?
– Você sempre me deixou assim, “alegre”…
– Oh… Novidade para mim. Sempre pensei que eu fosse apenas a sua submissa preferida… apenas isso…”

Nossos corpos estão cada vez mais molhados, e o tecido da blusa adere à pele, e adquire aquela transparência reveladora…
A visão fica turva pelo desejo, e pelos grossos pingos de água da chuva, que obriga a cerrar os olhos. Procurar abrigo sob essa tempestade, seria inútil, mas um pouco de privacidade para dar vazão à luxúria é urgente.
Corremos pela rua, de mãos dadas, rindo e nos recostando de tempos em tempos contra uma parede, para trocar mais um beijo, enquanto pressiono meu corpo contra o seu.
Sentindo meu membro rijo e pulsando diz-me:
“- Não podemos suster mais esta rigidez!”

Naquela parede agreste e fria onde suas costas estão prostradas contra a mesma, seu corpo fica entre a minha tesão e minha vontade de a possuir. Nada mais desejo senão o seu calor e o seu toque nesta tarde fria e escura.
Com as minhas mãos hábeis subo a saia até a altura dos quadris, e a fina cueca de renda é desfeita em pedaços.
Não aguentando mais a pressão das calças e abro os botões, apresentando o meu membro ao seu quadris já desejoso de me possuir. Enquanto a minha boca percorre o seu pescoço, desço pelo seu colo e a surpreendo abrindo a sua blusa já com os seios, com os mamilos rijos de tesão a esperar pelo meu toque.
Minhas mãos percorrem todo o seu corpo, e ao ergue-la pelo quadris perde o fôlego por uns segundos, e assim suspensa, com as pernas em volta de minha cintura, penetro-a profunda e intensamente.
Não sentimos mais a chuva, nem mesmo a parede fria. Todos os nossos sentidos agora estão tomados na nossa presença. Só sinto o seu cheiro, só ouço a sua respiração junto da minha, sinto somente sua pele, seu sabor delicioso, mesmo meus olhos só a vêm diante de mim…
Nada mais pode importar, pois agora Miss E é minha e eu sou dela…
Nada mais desejamos, nada mais queremos, apenas este orgasmo nos pertence.

Componho nossa roupa e pego sua mão. Seguimos mais uns metros e entramos no hotel e misteriosamente Miss A não está, mas deixou a lareira acesa com a sua chama calorosa.
Deito-a em cima do cobertor e em frente ao fogo que nos aquece, e aí sirvo-lhe um belo copo de Vinho Tinto.
Aquecidos e saciados, recosta-se nos meus braços, enquanto acaricia meu peito.
Poderia até lhe perguntar se foi mesmo bom mas não o faço… Seus suspiros e o seu abraço apertado dizem tudo.
Com um sorriso safado e com um brilho nos olhos, tirando o copo das minhas mãos e pousando-a num lugar seguro sobre a mesa, beija-me dizendo:
“- Foi bom, mas o melhor está para vir!”

O Vizinho #69Letras® 28-02-2017

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