Pausa para o cigarro

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Fotografia: Rever Noir
Model: Anna Carolina MUA Fotografo: Sergio Brandt

Perco-me nestas pausas nas memórias que nunca esqueci e viajo até à época em que te senti como se fosses o meu sonho onde me deste um curto passado mas que ardeu para além do meu corpo e imaginação.
Fumo este cigarro e vejo-o queimar como eu queimei cada vez que me olhavas. Nos meus lábios encosto o cigarro e recordo-me mais uma vez dos teus beijos ardentes que me faziam sentir pequena e devoradas com tanta vontade.
Estendo este meu corpo, escondo-o do barulho do mundo e deixo-o falar sobre as saudades que tem de ti. Esta pele tem o teu nome, em chamas está meu corpo, a alma sussurra palavras que nao são faladas… Respiro fundo e esqueço o olhar no fumo que o cigarro larga desenhando silhuetas no ar que dançam extasiadas como um dia senti… Apago o cigarro… a saudade acompanha-me…

👠A Vizinha

👠A vizinha #69Letras

SEM SENTIDO

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Sem rosto, sem vida.
Um sorriso triste, uma casca polida.
Sem vida, sem cor.
Do luxo à ganancia, Um lar sem amor.
Sem cor, sem brio.
Esforços ineficientes?
Um interior vazio?
Sem brio, sem calma.
Vivendo no limite…
No limite da alma. Sem calma, sem felicidade.
Sem brilho, sem vivacidade.
Sem certezas e sem vontade…

ZEUS

Fotografia: Jean Reno

Hoje acordei sozinha e com vontade

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Hoje acordei sozinha e com vontade… ou melhor hoje a vontade era tanta quando acordei, que não resisti a mim mesma…
e de repente mergulhei em mim como se de uma cascata tratasse, deixando-me levar pela correnteza até ao remoinho que não pára dentro de mim e depois então acalmar as águas revoltas
Abri os olhos e da poltrona me observavas
Vem e afoita-me…

~PensamentosDeAlexandra

Domingo à tarde…

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Gosto dos domingos à tarde… Os domingos à tarde sabem bem
Foi num domingo à tarde que te vi pela primeira vez…
E foi nesse mesmo domingo que me mostraste o teu canto
Foi nesse domingo à tarde que soube o que era um abraço… o teu abraço
Os domingos à tarde sabem bem…
Este domingo à tarde encontramo-nos de novo no teu canto e como o frio já se faz sentir não esqueças
Conversa boa, café, manta, abraços, beijos, mimos e orgasmos…
~PensamentoDeAlexandra

E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida, foi o orgasmo de todos os sentidos

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Maiores 18 | M18 |  Raven vs Rasputin

Rasputin:
Sentado no meu trono, ouvi quando pousaste suavemente e o cheiro do teu sangue imaculado ferveu-me nas narinas. Esbocei um sorriso e saltei num ápice, cruzando-me no teu caminho na minha forma de besta. Quando me aproximei de ti, já sabia que não serias mais que um joguete nas minhas mãos pérfidas. Estava uma noite escura como breu e tu refugiada contra os tijolos da parede suspendeste a respiração quando sentiste as minhas mãos grandes agarrarem-te as asas e os meus dedos esguios dilacerarem-te a pele. Eras tão minuscula perante mim, um pequeno colibri nas minhas mãos tão indefesa. Abriste a boca num misto de terror mas não temor, como se fosse um desafio para ti. Ouvi teu coração descompassado e mordi-te os lábios suaves, quentes e bebi o teu sangue avidamente. Senti desejo, como se fraquejasse, como se houvesse algo em ti que me dominasse. Percorri com os dedos o interior das tuas coxas e nelas cravei as unhas. Gemeste, não numa dor descontrolada, mas num prazer que me dominava. Sempre fui Senhor de mim e de todos e este poder era novo, este poder que carregavas e me fazia sentir teu prisioneiro. O teu cheiro a sexo, intenso, puro, fez-me mergulhar a lingua nesse labirinto de desejo, saboreando cada gota, como se carregasses em cada uma um sabor diferente. Entrei em ti dessa forma, quebrando o teu frio e quebrando o meu calor, esse iceberg que transportavas e escorreste em meus lábios, deliciando-me nessa maré calma de mar, de pele e sal. Enquanto as tuas penas caiam sobre a minha cabeça, levantei-me e subi o teu corpo, entrando em ti de uma forma já semi animalesca segurando-te pela cintura. Já não havia frio em ti, mas um calor imenso teu que ao contrario me esfriava de tal forma todo o meu ser que apagavas toda a minha ira, toda a minha sede de poder e quando sangraste em mim, senti-me fraco, refém de ti. Aprisionaste-me nessa grilheta que tens dentro de ti e quando olhei nos teus olhos vi o meu riso diabólico de outrora. As asas que me deste fizeram de mim teu escravo, porque tu mulher, pelo teu poder, tornaste-me refém do diabo em ti. Serei eternamente um anjo nas tuas mãos. Tu serás um Diabo porque até este já foi um anjo outrora

Raven
Sempre foi a minha missão proteger os que precisavam , sabia disso desde o inicio dos tempos .
Naquela noite percorria as ruas de Budapeste como sempre , quando senti a tua presença .
Não foi uma sensação morna , nem quente , foi … Foi gelo que senti entranhar se nos ossos , foi cada sentido meu ficar alerta .
Ouvi o teu respirar ofegante , cheirei te , um cheiro humido , animal , o meu sangue correu vertiginoso , como se te reconhece se .
Era como se fosses essência para mim . Parei e no escuro apurei a visão… Vi te quieto , mas a tua quietude era para mim destabilizadora , os teus olhos cruzaram os meus , nos meus lábios morreu um sussurro .
Já te tinha visto nos meus sonhos , já me tinham dito que eras interdito , um proscrito da alcatéia .
Ah mas eras Meu e eu Tua .
Quebrei as regras , aproximando me de ti , tentei tocar te , desfiz me das minhas asas e tornei me palpável.
Deixas te a tua forma animal e igualaste me .
Não tivemos tempo para pensar , o irracional já dominava os dois .
Devorei te a boca num beijo onde as nossas Almas se encontraram , senti o sabor de sangue nos lábios , despertou em nós algo incontrolável .
Naquela rua deserta , contra a parede gelada , agarraste me os cabelos , sentiste o pulsar no meu pescoço , senti o teu tesão contra o meu ventre , perdi a razão , com as minhas mãos tactei te , senti te , foi como se me fundisse em ti . Senti me molhada , quente , trêmula .
Não houveram palavras , não eram necessárias , invadiste me de uma assentada , senti me cheia , cheia de vida , cheia de ti , cheia de um pecado que me tinha sido interdito . Saciaste te de mim , de carne , de sexo , como quem esteve sem comer por uma eternidade .
Sim foi uma eternidade que os Deuses nos tiraram.
E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida , foi o orgasmo de todos os sentidos . Foi o comer e ser comida , foi o foder e ser fodida , foi e ter te e ser te .
Perdi as minhas asas , mas por ti renego as , serei a tua Loba e palmilharemos o mundo desafiando as regras impostas .

não me apetece fazer Amor

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Vou deitar te na minha cama e vou me banquetear , vou inventar sabores doutros mundos e saborea los um a um … vou pintar te de todas as cores que me apetecam e mistura las num miríade de tons , vou fazer de ti minha montada e vou te cavalgar ao meu ritmo ate onde a imaginação me levar . Vou perder me contigo numa dimensão onde nada é real ou proibido, vou usar te e ser usada , vou deixar que os nossos corpos falem entre si com gestos que so eles entendam , vou açoitar te com os meus beijos como se meu escravo fosses , vou atrever me com a minha mão nos recantos mais recônditos do teu corpo , vou me agarrar aos teus cabelos para não cair da cavalgada , vou fornicar contigo … sim fornicar porque não me apetece fazer Amor hoje e fornicar é o que me apetece .

Raven

cavaleiro andante

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Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a espada já, rota a armadura…
E eis, que súbito o avisto, fulgurante Na sua pompa e aérea formosura! Com grandes golpes bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado… Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais! Abrem-se as portas d’ouro com fragor…
Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão – e nada mais!

ZEUS